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domingo, 8 de maio de 2022

Opinião - Mulheres de Sal de Gabriela Garcia

 






Mulheres de Sal é um livro sobre mulheres, da mesma família e de cinco gerações diferentes. 
Vamos conhecer Jeanette que vive no presente em Miami, é filha de Carmen, imigrante cubana. A relação entre ambas não é pacífica devido às escolhas de Jeanette, mas a relação de Carmen com a sua mãe Dolores (que ficou na sua terra natal) também não.
Um dia Jeanette decide acolher a filha da sua vizinha Glória, também ela imigrante que foi detida e levada para um centro de imigrantes para ser repatriada. 
Jeanette viaja para Cuba para conhecer a família que lá ficou, nomeadamente a sua avó Dolores e tentar entender o que se passou entre a avó e a sua mãe.
Mas também vamos conhecer a história de Maria Isabel da mesma família, na Cuba de 1866, trabalhadora numa fábrica de tabaco, assim como toda a situação política e social da época.

É uma história crua e dura, que aborda temas muito atuais como a emigração, o repatriamento de emigrantes, o consumo de drogas, e relações abusivas. São mulheres fortes que lutam pela sua sobrevivência num mundo de desigualdades e injustiça. 

Apesar de ter gostado da história de todas estas mulheres, achei a narrativa por vezes confusa na linha temporal, senti que me perdi um pouco. No fundo são pequenas histórias sobre as várias personagens que têm alguma ligação entre si. Na minha opinião esta estrutura tornou-se confusa. 
Não sei se por ser um livro mais pequeno, achei que ficou algumas respostas por dar e senti que o final foi um pouco apressado
 e por isso não consegui desfrutar desta leitura da forma que queria e esperava. Ainda assim recomendo a leitura por abordar temas muito atuais e importantes.

Classificação: 3/5

Agradeço à Cultura Editora o envio de um exemplar.



SINOPSE

Na Miami do presente, Jeanette luta contra o vício. Filha de Carmen, uma imigrante cubana, está determinada em saber mais sobre a história da sua família e toma a decisão imprudente de acolher a filha de uma vizinha levada pelo Departamento de Imigração. Carmen, ainda a lutar com o trauma da mudança, tem de processar a relação difícil que tem com a sua própria mãe enquanto tenta criar uma Jeanette rebelde.
Firme na sua busca por respostas, Jeanette viaja para Cuba para encontrar a avó e desvendar os segredos do passado.

Desde as fábricas de tabaco do século XIX aos centros de detenção atuais, de Cuba ao México, Mulheres de Sal de Gabriela Garcia são um caleidoscópio de traições - pessoais e políticas, autoimpostas e infligidas por outros - que moldaram a vida destas mulheres extraordinárias. Uma reflexão assombrosa sobre as escolhas das mães, o legado das memórias que carregam e a tenacidade das mulheres que escolhem contar as suas histórias apesar de tentarem silenciá-las. Este é mais do que um livro sobre diáspora, é a história das raízes humanas mais emaranhadas e honestas da América.


segunda-feira, 2 de maio de 2022

Opinião Sira, de Maria Dueñas

 

                                                    

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❗Atenção: Esta opinião pode conter spoilers do primeiro livro ❗


Depois de O Tempo Entre Costuras vamos novamente encontrarmo-nos com Sira. Desta vez uma Sira mais madura que passou por tantos desafios no seu passado. Casada com Marcus e grávida do filho de ambos, estão a viver na Palestina, no final da Segunda Guerra Mundial, numa fase de grande instabilidade política e social. É então que Sira vai sofrer um novo e trágico revés na sua vida que a levará para Inglaterra.

Mais uma vez um grande livro com uma história muito bem escrita e muito envolvente. A autora consegue prender o leitor às personagens, entender o seu sofrimento, sentir empatia mas também alegrar-se com as suas conquistas.

Gostei muito desta leitura onde as referências históricas e políticas estão sempre presentes e na dose certa para situar o leitor na época e nos vários cenários desta narrativa: Palestina, Inglaterra, Marrocos e Espanha. Vamos acompanhar a visita oficial de Eva Peron a Espanha e confesso que gostei bastante desta parte da narrativa. Uma história sobre resiliência, recomeços, família e amor que apreciei ainda mais que o primeiro livro.

Sira é uma personagem fantástica, com uma grande capacidade de adaptação a diversas realidades, independente e por isso mesmo muito à frente da sua época. Daqueles livros que fiquei com pena de ter terminado e que ficaria muito feliz se houvesse nova sequela.


Classificação: 4/5


Agradeço à Porto Editora o envio de um exemplar.


SINOPSE

A Segunda Grande Guerra está a chegar ao fim, e o mundo avança para uma reconstrução tortuosa. Depois de cumprir as suas obrigações como colaboradora dos serviços secretos britânicos, Sira encara o futuro ambicionando alguma serenidade. Mas essa paz tarda em chegar. O destino reserva-lhe um infortúnio trágico que a obrigará a reinventar-se e a, mais uma vez, tomar as rédeas da sua vida sozinha e lutar com todas as forças para se adaptar ao futuro.
Entre factos históricos que marcarão uma época, Jerusalém, Londres, Madrid e Tânger serão os cenários para as novas aventuras de Sira, onde enfrentará desgostos e novos riscos, reencontros inesperados e a experiência da maternidade.
Sira Bonnard – antes de Arish Agoriuq, antes de Sira Quiroga – não é a inocente costureira que nos deslumbrou com figurinos e mensagens clandestinas, mas o seu encanto permanece intacto.
Sira está de volta, carismática e inesquecível.
O regresso da protagonista de O tempo entre costuras.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Opinião - Gente Ansiosa de Fredrik Backman

 






Gente Ansiosa é uma história sobre pessoas. Quando um ladrão de bancos tenta assaltar a dependência de um banco onde não há dinheiro disponível e, em desespero se refugia numa "open house" de um apartamento, fazendo vários reféns, tem tudo para dar errado...

É este o cenário que Fredrik Backman nos leva neste livro. Uma idosa, uma analista bancária, um casal de reformados, duas recém-casadas, uma agente imobiliária e um homem vestido de coelho. São estes os reféns deste ladrão falhado! Um leque muito variado de pessoas... Aposto que não vão adivinhar o que fazia um homem vestido de coelho naquele apartamento!! 

A polícia deste pequena cidade é expedita e rapidamente chega ao local para tentar negociar com o ladrão a libertação dos reféns. Os agentes Jim e Jack são pai e filho e a ambos falta a experiencia para lidar com estes casos complexos, tendo solicitado ajuda à polícia da capital.

É um livro que tem uma estrutura que cativa a sua leitura com a alternância entre capítulos passados no presente e no passado, assim como a transcrição dos vários depoimentos prestados à polícia pelos reféns, que me fez ficar agarrada às suas páginas desde muito cedo.

Gostei muito deste livro, tem personagens únicas e diferentes mas que nos transmitem a sensação de serem reais, numa história que aconchega o coração. As personagens fazem este livro! Aborda vários temas complexos mas interessantes como o suicídio, a depressão e a ansiedade. Contém uma boa dose de humor, na conta certa para nos fazer soltar algumas gargalhadas. Mas também nos deixa com o coração apertado e nos emociona. Contém ainda uma boa dose de surpresas ao longo de toda a história onde vamos conhecendo a vida destas pessoas, quem são, o que fazem e o que as levou àquele apartamento.

Um autor que já deu provas da sua qualidade e que vou querer continuar a acompanhar. Apenas me falta ler o Beartown mas quero fazê-lo em breve.

É um livro diferente e surpreendente que recomendo que leiam!

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.




SINOPSE

Visitar um apartamento que está à venda não costuma redundar numa situação de perigo. A menos que seja antevéspera de Ano Novo, e um ladrão inexperiente tenha decidido assaltar um banco onde não há dinheiro. Quando assim é, torna-se inevitável que não haja sequer um plano de fuga, e se acabe com uma data de reféns acidentais.
Felizmente, podemos confiar na pronta intervenção das autoridades. A menos que os dois polícias responsáveis pelo caso não se entendam nem saibam o que fazer.
Ainda assim, acreditamos que tudo correrá bem, em particular se os reféns permanecerem calmos. A menos que sejam os reféns mais idiotas de todos os tempos: uma analista bancária com ideias suicidas, uma adorável velhinha com motivações pouco transparentes, um casal reformado com uma paixão enorme pelo IKEA, duas recém-casadas, prestes a serem mães, que andam sempre às turras, uma agente imobiliária com entusiasmo a mais e talento a menos, e uma pessoa vestida de coelho.
Com um sentido de humor excecional, que cativou milhões de leitores em todo o mundo, e personagens tão imperfeitas quanto tocantes, Fredrik Backman volta a surpreender com esta história sobre gente idiota e ansiosa e os laços invisíveis que (n)os unem.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
Quem narra conta e comenta, interpelando o leitor, fazendo-o ver que podia estar a viver aqueles episódios, que se está, ao fim e ao cabo, a falar da sua vida.

Luís Ricardo Duarte, Jornal de Letras

Neste romance de personagens imperfeitas, de estranhos que não têm consciência de como as suas vidas afectam os outros, aprendemos que nem todos se podem salvar. […] Backman quis construir uma comédia na linha dos policiais clássicos de Agatha Christie em que o leitor é desafiado a resolver uma charada a partir de vários pontos de vista.

Isabel Coutinho, Público

«[Um] romance peculiar e rico […] Irónico, sábio e muitas vezes engraçado, é uma história totalmente original que proporciona puro prazer.

People

Mais uma vez, Backman consegue captar a complicada essência do ser humano […] Inteligente e comovente.

The Washington Post

[Este] romance […] atinge o ponto ideal entre o profundamente perspicaz e o absurdamente engraçado […] Abracei este livro […] com um sorriso no rosto e lágrimas nos olhos.

USA Today

Uma análise profundamente engraçada e calorosa de como as experiências individuais podem unir um grupo aleatório de pessoas. Backman revela as muitas imperfeições de cada personagem com enorme empatia, lembrando-nos que as pessoas são sempre mais do que a soma das suas falhas.

BookPage

Uma história com comédia e tragédia, que certamente agradará aos fãs de Backman.

Kirkus Review

[A] narrativa fechada e cheia de surpresas […], a ação enérgica e envolvente, levam à reflexão sobre o casamento, a paternidade, a responsabilidade e as pressões económicas globais. Comédia, drama, mistério e análise social, este romance é indefinível, exceto pelo puro prazer de leitura que proporciona. Altamente recomendado.

Library Journal

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Opinião - O Tempo Entre Costuras de María Dueñas

 






Neste primeiro livro da série Sira Quiroga, Maria Dueñas dá voz a Sira, que na primeira pessoa narra a sua história de vida. Criada sem conhecer o pai, é a mãe Dolores que de tudo faz para o sustento da filha, na Madrid pré guerra civil. Com 14 anos de idade começa a ajudar a mãe no seu ofício de costureira, no atelier da D. Manuela. Uns anos mais tarde, prestes a casar com Ignácio, apaixona-se por outro homem que lhe vai mudar a vida para sempre...

Confesso que sempre tive curiosidade de ler este livro mas fui adiando. Assim que soube que ia haver continuação desta história, fui logo pegar nele. 
Gostei muito de ler este livro, da escrita, das variadas personagens e da história cativante que tem um ritmo alucinante, há sempre alguma coisa a acontecer! 
A autora conseguiu levar-me para os vários locais onde a ação se vai desenrolando com as suas descrições: Madrid, Tanger, Tetuán e até Lisboa e Cascais. 
Sendo um romance histórico, gostei da dosagem da parte histórica com a qual aprendi mais sobre a Guerra Civil Espanhola, dos efeitos da Segunda Guerra Mundial em Espanha e dos enclaves do norte de África. É um livro de leitura compulsiva que me prendeu desde aos primeiros capítulos. Ao fim de 70-80 páginas pensei, se até aqui já tanto aconteceu, o que falta ainda acontecer nestas 600 páginas?

Uma história sobre paixões, traições e desilusões mas também recomeços, amizades e conquistas com uma pitada de espionagem e conspirações, dando assim um toque misterioso a este romance. Facilmente sentimos empatia e simpatia pela jovem Sira, cuja existência poderia muito bem ser real. Gostei muito da evolução da personagem, pelo que estou em pulgas para saber o que vai acontecer com Sira no próximo livro.

Agora vou querer ver a série baseada neste fantástico romance.
 

Classificação: 4,5/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.


SINOPSE

«O Tempo entre Costuras» é a história de Sira Quiroga, uma jovem modista empurrada pelo destino para um arriscado compromisso; sem aviso, os pespontos e alinhavos do seu ofício convertem-se na fachada para missões obscuras que a enleiam num mundo de glamour e paixões, riqueza e miséria mas também de vitórias e derrotas, de conspirações históricas e políticas, de espias.

Um romance de ritmo imparável, costurado de encontros e desencontros, que nos transporta, em descrições fiéis, pelos cenários de uma Madrid pró-Alemanha, dos enclaves de Tânger e Tetuán e de uma Lisboa cosmopolita repleta de oportunistas e refugiados sem rumo.

Mais de UM MILHÃO de livros vendidos em Espanha.

CRÍTICAS
«Um dos romances mais fascinantes dos últimos anos. Uma enorme surpresa. Atenção a María Dueñas.»

Lorenzo Días, escritor e crítico literário

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«E, de repente, um romance como os de antigamente, dos de sempre, dos de quase nunca, dos que prendem - pela sua alma, coração e vida - o leitor e já não o soltam até que o afortunado alcance a última linha. Um romance de verdade, de corpo inteiro, bem estruturado e cimentado, minuciosamente documentado, apaixonante e envolvente»

Fernando Sanchez Drago, El Mundo

«Permitam-me um parêntesis para recomendar um romance com maiúsculas. Fascinante»

EDUARDO TORRES-DULCE. Expansión


quinta-feira, 24 de junho de 2021

Opinião - O que Dizer das Flores de Maria Isaac

 




Depois de ter lido e gostado muito de Onde Cantam os Grilos, não podia deixar de ler este novo livro de Maria Isaac.

Com um cenário semelhante, esta história remete-nos para um vila rural tipicamente portuguesa, Mont-o-Ver, onde a autoestrada fez desviar o caminho dos seus visitantes, tornando este lugar pacato e com pouco movimento. Facilmente identificamos e conhecemos algum lugar como este onde todos se conhecem e tudo, ou quase tudo, se sabe, onde o café, a farmácia, a mercearia e também a Igreja têm um papel essencial na vida destas gentes. Um lugar onde tudo se faz para manter as aparências e fazer o que é o correto, e quando há alguém ou alguma coisa que saia do que é considerado "normal", é olhado de lado.

Pois esta é uma história rica em personagens, quer pelo seu número, quer pelas suas características. Se no início senti-me um pouco confusa com tantas, facilmente consegui acompanhar e ligá-las entre si. Uma história sobre pessoas, famílias, encontros e desencontros, amor, amizade, solidão e sobre segundas oportunidades cheia de mistério e segredos que prendem o leitor a este enredo.
Sob este vila paira um mistério de um grande incêndio, 10 anos antes, com consequências trágicas, ficando algumas pontas soltas, nunca tendo ficado bem explicado. Este acontecimento volta a estar na ordem do dia quando o responsável pelo incêndio foge da prisão...

Gostei muito de ler este livro, conhecer estas personagens tão reais, voltar a encontrar o Formiga e da escrita da autora, que nos envolve de uma forma muito terna e aconchegante e que nos consegue transportar para Mont-o-Ver e sentir o que aquele lugar é. Personagens que facilmente conseguimos sentir empatia e até nos emocionar com as suas histórias de vida.

Tentei, o livro todo, descobrir quem era o narrador e foi uma surpresa muito agradável quando foi feita a revelação. Deu um toque mágico à história!

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.



SINOPSE

Bem-vindo a Mont-o-Ver!
Português que se ponha a caminho da montanha, no inverno, ou da praia, no verão, é certo passar por esta planície de canaviais; mais certo ainda, nem dar por ela. A velha linha férrea passa-lhe ao lado e os comboios já nem sequer abrandam por aqui. Em tanto espaço igual, esta é paisagem fácil de se perder.

Pois permitam que vos apresente os ilustres da vila.
O padre Elias Froes, o homem santo que tem por hábito gastar tempo a pensar no mundo, raramente em si próprio. Guarda segredos que mais ninguém sabe.
Catalina Barbosa, aventureira e contestatária. Menina bem-comportada apenas aos domingos, quando a avó a amordaça dentro de um vestido bonito para ir à missa.
Rosa Duque, a mulher que, em tempos, teve tudo para ser feliz. Foi vencida por um coração partido e resgatada por uma flor.
Zé Mau, o terror na vida das crianças. Os irmãos Mondego, os vilões nas histórias dos adultos.
Este vilarejo pode até ser pequeno e parado, mas está cheio de gente atrapalhada com muita vida para esconder.

Descubram comigo o que aconteceu, afinal, na noite do grande incêndio de há uma década e quem são os verdadeiros heróis desta nossa história pitoresca, temperada com os habituais mal-entendidos.
Bem-vindo a Mont-o-Ver!


segunda-feira, 14 de junho de 2021

Opinião - Garra de Cecelia Ahern

 

                                                                       
                                                            Comprar aqui


Já li alguns livros da autora Cecelia Ahern e tenho gostado muito dos seus romances. Por isso fiquei entusiasmada de saber que iria sair um novo livro em Portugal. Adorei a capa deste livro, tem umas cores lindas e acho que espelha bem as histórias contadas.

Este livro é diferente do seu género habitual. São 30 contos que giram em torno das mulheres e das suas experiências enquanto tal. Gostei bastante dos temas e das mensagens que as histórias nos quiseram transmitir e, em algumas delas, consegui identificar-me com as situações. Penso que qualquer leitora mulher conseguirá se identificar com algum destes contos. A autora abordou  assuntos deveras importantes com o casamento, a maternidade, a violência, os nossos desejos, os nossos medos, a culpa que por vezes sentimos assim como a frustração, a insegurança mas acima de tudo a garra que temos. Estas histórias demonstram, acima de tudo, que é possível mudar e corrigir estes sentimentos menos positivos. É um livro diferente, são histórias escritas com fantasia e realismo mágico, e penso que foi isso que não me seduziu tanto. 

Gostei particularmente da primeira história "A mulher que desaparece lentamente", sobre uma mulher que vai desaparecendo literalmente, os outros e ela própria vão deixando de a conseguir ver. Ao dar-se a ela própria pouca importância, desvalorizando-se, ela começou a ficar transparente, e ninguém a conseguia ver.

Foi uma leitura que gostei de fazer e é um livro que tem várias mensagens importantes a transmitir ao leitor. Faz-nos parar para pensar na sociedade de hoje, nos desafios que as mulheres ainda têm de enfrentar. Como a verdadeira igualdade ainda não está alcançada mas que, muitas vezes, temos mais força e garra do que pensamos, para podermos dar a volta por cima e superar os desafios.

Classificação: 3/5

Agradeço à editora Suma de Letras o envio de um exemplar.




SINOPSE

Se quer rir, comover-se, amar, sentir menos culpa, chorar, ser confortada, mostrar a garra existe uma história para si.

Garra são 30 histórias interligadas, que capturam as diferentes facetas da vida das mulheres. Divertidas, comoventes, surreais e instigantes, as histórias capturam os momentos em que as personagens são dominadas pela culpa, a confusão, a frustração, a intimidação, a exaustão - aqueles momentos em que sentem a necessidade de mostrar a garra.

A autora bestseller Cecelia Ahern, traz-nos uma coleção ferozmente feminista de histórias que iluminam, às vezes de maneira fantástica, como as mulheres navegam o mundo hoje. Ahern assume os aspectos familiares da vida das mulheres - as rotinas, os constrangimentos e os desejos - e os eleva com a sua mistura astuta de realismo mágico e percepção social.


terça-feira, 8 de junho de 2021

Opinião - Gambito de Dama de Walter Tevis

 



Este é o livro que serve de base à série da Netflix com o mesmo nome, Gambito de Dama. 
A história remete-nos para os anos 50 do seculo passado nos Estado Unidos da América. Conhecemos Beth Harmon, uma menina de apenas oito anos que perde a sua mãe num acidente de viação. É então enviada para um orfanato em Kentucky,. Sendo uma criança tímida e na situação em que se encontra, Beth vai tentando viver a sua nova vida. No orfanato conhece uma menina mais velha, a Jolene que a ensina como levar aquela vida de uma forma mais fácil.

Um dia encontra o Sr. Shaibel, continuo do orfanato, a jogar xadrez sozinho numa das arrecadações da instituição. Logo ficou fascinada com o jogo e pediu para ele lhe ensinar a jogar. Apesar da relutância inicial o Sr. Shaibel acaba por ir explicando e Beth faz de tudo para sair sorrateiramente das suas atividades escolares para ir jogar xadrez. O xadrez passou a ser a única atividade em que Beth tinha foco e interesse, era onde ela se sentia bem: sentada a jogar xadrez.

Não querendo alongar-me mais na história, quero referir que foi um livro que gostei muito de ler. Sabia muito pouco sobre o jogo e com este livro aprendi muito. É bastante descritivo quanto ao jogo do xadrez mas sem ser em demasia. 
Gostei também dos vários temas que esta história aborda tais como o luto, a institucionalização de crianças, o abuso de substâncias, a adoção. Enfim um rol de assuntos importantes e que fizeram todo o sentido na narrativa. 
O autor conseguiu ainda abordar nesta história a Guerra Fria entre os EUA e a Rússia, por isso considero este livro, apesar de não ser muito grande, um livro interessante.

Gostei de assistir à evolução de Beth, ao seu crescimento enquanto menina e enquanto jogadora de xadrez. Beth foi, sem dúvida, uma pequena mente brilhante que me conquistou.
Um livro de leitura rápida e viciante que recomendo, não só aos amantes do xadrez.


Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.


SINOPSE

Quando a mãe de Beth Harmon, de oito anos, morre num acidente de viação, a menina é enviada para orfanato em Mount Sterling, Kentucky. Simples, taciturna e tímida, ao que tudo indica, Beth não se destaca… até jogar a sua primeira partida de xadrez. Os seus sentidos ficam mais aguçados, o pensamento mais claro e, pela primeira vez na sua vida, ela sente-se totalmente no controlo.

Sem dinheiro nenhum, Beth está desesperada para aprender mais sobre esse jogo que se tornou a sua vida - rouba uma revista de xadrez, dinheiro suficiente para entrar num torneio e também alguns dos tranquilizantes da mãe adoptiva, nos quais está viciada.

Aos treze anos, vence um torneio de xadrez; aos dezasseis, compete no US Open Championship; aos dezoito, é campeã dos Estados Unidos e a Rússia espera por ela… Mas, à medida que Beth aprimora as suas habilidades no circuito profissional, as apostas ficam mais altas, o seu isolamento fica mais assustador, as suas incontroláveis adicções e a ideia de escapar tornam-se ainda mais tentadoras.

Com um ritmo acelerado e escrito com elegância, Gambito de Dama é uma história fascinante disfarçada de romance de xadrez - um romance que não vai poder deixar de ler e com uma conclusão tão elegante e satisfatória quanto um mate em quatro.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Apaixonante. Uma leitura viciante.»
Financial Times

«Hipnótico.»
Newsweek

«Excecional.»
Time Out

sexta-feira, 28 de maio de 2021

Opinião - Sobreviventes de Alex Schulman

 





Este é o primeiro livro publicado em Portugal do autor Alex Schulman. E após ler a opinião de algumas meninas aqui da comunidade livrólica, fiquei bastante curiosa.

O livro remete-nos para a Suécia, para uma casa de campo junto a um lago onde a família de Benjamin passava férias durante a infância dos filhos. Mãe, pai e três filhos: Benjamin, Pierre e Nils.

Após a morte da mãe, os três irmãos, já adultos, regressam à propriedade para deixar as suas cinzas, conforme o pedido da mãe. Os irmãos foram-se afastando uns dos outros à medida que foram crescendo e se tornaram adultos e esta viagem fá-los regressar à infância e àquilo por que passaram na casa do lago.

A narrativa é contada pelo Benjamin a dois tempos: no presente e no passado, altura da sua infância. Mas esta narrativa tem a peculiaridade de, a parte do passado ser contada ao contrário. Sabemos que houve um acontecimento traumático que afetou profundamente esta família mas ele é-nos cantado do fim para o início, o que permitiu que me prendesse totalmente a esta história.

Gostei muito desta história que está, desde o início, envolta numa atmosfera algo misteriosa e sombria. Há vários aspetos relatados que nos levam a crer que há algo de estranho e disfuncional nesta família. Um livro sobre família, sobre saúde mental e também sobre reencontros. Uma história que me cativou desde o inicio. Um final surpreendente que deu resposta às duvidas que me assolaram durante a leitura.

Após ter lido este livro, tive a felicidade de ser convidada pela Porto Editora para uma conversa online com o autor e outras meninas com projetos literários. Foi muito bom tê-lo conhecido e ter entendido um pouco mais da envolvência deste livro e desta família. Que bom que seria se pudesse sempre conversar sobre o autor depois de ler um livro.

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar e o convite para estar presente na conversa com Alex Schulman,


SINOPSE

Como chegámos a este ponto? Como pudemos nós os três, que éramos como um só na infância, afastar-nos tanto uns dos outros? Quando nos tornamos estranhos? O que aconteceu?
Três irmãos regressam à casa de campo junto ao lago onde, duas décadas antes, um terrível acidente mudou as suas vidas para sempre. Levam com eles as cinzas da mãe, cujo último desejo os apanhara de surpresa: sempre pensaram que ela desejaria ser sepultada ao lado do falecido marido.
Benjamin segue ao volante, conduzindo o carro e os irmãos numa viagem através do tempo, até uma época em que eram crianças entregues a si mesmas, perante a indiferença dos pais. São agora adultos. Três estranhos, inevitavelmente unidos por uma história comum de lutas pela atenção do pai e pelo amor imprevisível da mãe.
O falecimento da mãe traz velhos traumas à superfície, e a tensão entre os irmãos aumenta. Que segredo terá ficado enterrado no seu passado?

CRÍTICAS

“Adoro! A atmosfera sombria, a voz, a sensação de tragédia iminente no passado e de vidas despedaçadas no presente. (…) Um romance que permanece connosco muito depois de acabarmos de o ler.”

Chiara Scaglioni, Mondadori (Itália)

Sobreviventes, de Alex Schulman, é um romance envolvente e belíssimo, desde o seu chocante início até ao desconcertante final. (…) Estou ansiosa por fazê-lo chegar às mãos dos leitores.”

Ursula Doyle, Fleet (Reino Unido)


sábado, 22 de maio de 2021

Opinião - As Vinhas da Ira, John Steinbeck

 




Este romance transporta-nos para a década de 1930, altura da Grande Depressão, para os EUA, em concreto para o estado do Oklahoma.

A história é narrada por Tom Joad, um dos seis filhos do casal, acaba de sair da prisão, depois de 4 anos de encarceramento. Tom regressa à quinta da família para encontrar uma devastação completa provocada pelo tempo seco e tempestades de poeira que destruíram as plantações. Mas também devido ao início do uso de maquinaria que veio substituir a mão de obra. Havendo falta de trabalho, os bancos vieram logo cobrar os seus créditos, levando à pobreza da família e à escassez de comida.

A família Joad decide vender o pouco que tem e rumar para oeste, para a Califórnia, onde pensam existir muito trabalho disponível nas plantações. A narrativa centra-se nesta longa viagem até ao seu destino final. Ao percorrerem a Estada 66 encontraram tristeza, amargura e desanimo, mas também unidade, companheirismo e generosidade daqueles que foram encontrando pelo caminho, na mesma situação.

Li este livro na altura da polémica dos imigrantes trabalhadores agrícolas de Odemira, e facilmente esta história me fez lembrar esta realidade. Foi uma época que existiu um grande êxodo das famílias desta zona dos EUA em busca de trabalho e comida. E por haver muita oferta de mão de obra, os proprietários das terras e plantações aproveitaram-se do desespero dos trabalhadores para abusarem e explorarem estas pessoas. As condições de trabalho eram muitas vezes desumanas, tal como os locais onde pernoitavam. O autor mostrou bem o poder dos patrões sobre os trabalhadores, uma desigualdade gritante.

É lamentável que quase 100 anos depois ainda haja este tipo de exploração…

Gostei muito de ter lido este livro, a narrativa é algo lenta, mas apreciei e não me tirou a vontade de continuar a ler sobre a luta desta família. Um retrato muito cru e real do que foram estes difíceis anos nestas zonas rurais dos EUA. Uma saga familiar que aborda assuntos ainda muito atuais e que merece ser lida.

As Vinhas da Ira ganhou o prémio Pultizer em 1940 e John Steinbeck foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1962.

Uma leitura conjunta que fiz para o projecto "Ler Steinbeck" da Dora Silva do canal Livros à Lareira com Chá. Obrigada Dora, sem este projeto muito provavelmente não teria lido esta história.


SINOPSE

Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Na década de 1930, as grandes planícies do Texas e do Oklahoma foram assoladas por centenas de tempestades de poeira que causaram um desastre ecológico sem precedentes, agravaram os efeitos da Grande Depressão, deixaram cerca de meio milhão de americanos sem casa e provocaram o êxodo de muitos deles para oeste, rumo à Califórnia, em busca de trabalho. Quando os Joad perdem a quinta de que eram rendeiros no Oklahoma, juntam-se a milhares de outros ao longo das estradas, no sonho de conseguirem uma terra que possam considerar sua. E noite após noite, eles e os seus companheiros de desdita reinventam toda uma sociedade: escolhem-se líderes, redefinem-se códigos implícitos de generosidade, irrompem acessos de violência, de desejo brutal, de raiva assassina. Este romance que é universalmente considerado a obra-prima de John Steinbeck, publicado em 1939 e premiado com o Pulitzer em 1940, é o retrato épico do desapiedado conflito entre os poderosos e aqueles que nada têm, do modo como um homem pode reagir à injustiça, e também da força tranquila e estoica de uma mulher. As Vinhas da Ira é um marco da literatura mundial.


sexta-feira, 21 de maio de 2021

Novidade de Junho - Beartown A cidade dos grandes sonhos de Fredrik Backman

 




Lançamento: 2 de junho


SINOPSE

As pessoas dizem que Björnstad, a Cidade do Urso, está acabada. A pequena localidade aninhada nas profundezas da floresta tem vindo lentamente a perder terreno para as árvores, sempre invasoras. Mas junto ao lago existe um velho rinque, construído há gerações pelos trabalhadores que fundaram a cidade. E esse rinque é o motivo pelo qual as pessoas acreditam que o dia de amanhã será melhor do que o de hoje. A equipa de juniores de hóquei no gelo está prestes a competir nas meias-finais nacionais e tem realmente hipóteses de vencer. Todas as esperanças e sonhos deste lugar repousam agora sobre os ombros de uma mão-cheia de rapazes adolescentes.

Mas ser o responsável pelas ambições da povoação inteira é um fardo pesado, e o jogo das meias-finais torna-se o catalisador de um ato violento, que traumatizará uma rapariga e deixará Björnstad em pé de guerra. São feitas acusações que, como uma pedrada no charco, percorrem a cidade, afetando todos.

Beartown explora os grandes desejos que unem uma comunidade pequena, os segredos que a separam e a coragem necessária para um indivíduo lutar contra a corrente.


sábado, 1 de maio de 2021

Novidade de Maio - O que Dizer das Flores, Maria Isaac

 

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O Que Dizer das Flores


Novo livro da autora portuguesa @maria_isaac_pt

Com data de lançamento marcado para dia 𝟮𝟬 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼, já em pré-venda!

O Livros e Papel foi um dos blogs escolhidos para divulgar a capa deste novo livro. Obrigada @culturaeditora

O que acharam desta capa?


𝗦𝗜𝗡𝗢𝗣𝗦𝗘:

BEM-VINDO A MONT-O-VER!

Português que se ponha a caminho da montanha, no inverno, ou da praia, no verão, é certo passar por esta planície de canaviais; mais certo ainda, é nem dar por ela. A velha via-férrea passa-lhe ao lado e os comboios já nem sequer abrandam por aqui. Em tanto espaço igual, esta é paisagem fácil de se perder.

Pois permitam que vos apresente os ilustres da vila.

O padre Elias Froes, o homem santo que tem por hábito gastar tempo a pensar no mundo, raramente em si próprio. Guarda segredos que mais ninguém sabe.

Catalina Barbosa, aventureira e contestatária. Menina bem-comportada apenas aos domingos, quando a avó a amordaça dentro de um vestido bonito para ir à missa.

Rosa Duque, a mulher que, em tempos, teve tudo para ser feliz. Foi vencida por um coração partido e resgatada por uma flor.

Zé Mau, o terror na vida das crianças. Os irmãos Mondego, os vilões nas histórias dos adultos.

Este vilarejo pode até ser pequeno e parado, mas está cheio de gente atrapalhada com muita vida para esconder.

Descubram comigo o que aconteceu, afinal, na noite do grande incêndio uma década antes e quem são os verdadeiros heróis desta nossa história pitoresca, temperada com os habituais mal-entendidos.

Bem-vindo a Mont-o-Ver!


segunda-feira, 29 de março de 2021

Opinião - A Dança das Estrelas, Emma Donoghue

 





Este é o primeiro livro que leio da autora, apesar de ter O Quarto de Jack na estante. Gostei bastante da sinopse e fiquei muito curiosa com a história.

O cenário deste romance histórico é Dublin, 1918, já no final da 1ª Guerra Mundial, e onde há uma gripe desconhecida que se está a disseminar. Vamos conhecer Júlia Power, enfermeira, que trabalha na maternidade de um hospital da cidade. Todas as mulheres estão grávidas e contraíram esta gripe. Devido à guerra e à pandemia, o hospital está sobrelotado, há falta de médicos, enfermeiros e ajudantes. Muitos estão doentes ou em quarentena e a enfermeira Júlia tenta dar o seu melhor neste cenário desolador de guerra. 

Esta história é o relato de 3 intensos dias na vida de Júlia enquanto enfermeira neste hospital. Conhecemos as suas pacientes, as suas histórias de vida mas também como Júlia tentar ajudar as pacientes, os meus filhos, como lida com a falta de médicos, como ajuda os bebés a nascer e como lida com o pior da sua profissão.

Após pedir mais pessoal para a sua enfermaria, pois ficava muitas horas sozinhas com as suas pacientes, em turnos infindáveis, surge Bridie, uma jovem ajudante voluntária e inexperiente que Júlia rapidamente ensina para a poder auxiliar nas suas tarefas. E juntas vão passar por muito, tendo nascido entre elas uma amizade especial, pois o pouco tempo que trabalharam juntas foi muito intenso.

É um relato muito cru, pormenorizado e muito visual do que ambas fazem para ajudar as pacientes com as suas maleitas. Como ajudam estas mulheres a ter os seus filhos. E estas mulheres passam por tanto: há falta de medicamentos, há falta de médicos, há falta de material médico... e fazem o possível e o impossível. Mas no meio de tantas adversidades, há espaço para amizades, desabafos, esperança e algumas alegrias.

Apesar de ser um livro bastante descritivo, mesmo na parte dos cuidados médicos a estas mulheres, foi uma história que me prendeu desde cedo. É interessante perceber como a medicina evoluiu tanto nestes 100 anos, como havia tantos partos que corriam mal para a mãe e para o bebé que, hoje em dia, teriam certamente corrido bem.
A autora conseguiu transmitir toda a azafama, a desorganização e, em certos momentos, o caos desta maternidade, a luta constante por manter estas mulheres vivas, as decisões que Júlia teve de tomar, muitas vezes sem estar habilitada para tal.

A história é muito centrada nestes três dias na vida destas mulheres mas gostaria de ter sabido um pouco mais da vida de Júlia e do irmão Tim, achei o final um pouco apressado. 
É uma história forte, poderosa sobre mulheres que gostei muito de ler. O desfecho é muito emotivo e deixou-me bastante emocionada. Deixou espaço para uma continuação que não sei se irá acontecer.

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.

Foi uma leitura conjunta com 20 meninas organizada pelas booktubers Dora SilvaBeatriz, Carla AugustoFilipa Ledezma. Obrigada pela ideia, gostei muito desta experiência!


SINOPSE

Dublin, 1918.
Numa Irlanda duplamente devastada pela guerra e doenças, a enfermeira Julia Power trabalha num hospital sobrelotado e com falta de pessoal, onde grávidas que contraíram uma gripe desconhecida são colocadas em quarentena. Neste contexto já bastante difícil de gerir, Julia terá ainda de lidar com duas mulheres enigmáticas: a Dra. Kathleen Lynn, procurada pela polícia por ser uma líder revolucionária do Sinn Féin, e uma jovem ajudante voluntária sem experiência de enfermagem, Bridie Sweeney.
É numa enfermaria minúscula, escura e sem condições, que estas mulheres vão lutar contra uma pandemia desconhecida, perder pacientes, mas também trazer novas vidas ao mundo. No meio da devastação, histórias de amor e humanidade no dia a dia de mães e cuidadoras que, de várias formas, acabam por cumprir missões quase impossíveis.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«A partir de material histórico sombrio, Donoghue criou um romance de coragem que parece um thriller, repleto de sequências e ação emocionantes»

Washington Post

“Não acredita que a história se repete? Leia este livro. É um romance impressionante. A dança das estrelas passa-se quase inteiramente numa única sala e desenrola-se ao ritmo de um thriller.”

New York Times

"O melhor romance de Donoghue desde O Quarto de Jack"

Kirkus Reviews