domingo, 8 de maio de 2022
Opinião - Mulheres de Sal de Gabriela Garcia
segunda-feira, 2 de maio de 2022
Opinião Sira, de Maria Dueñas
❗Atenção: Esta opinião pode conter spoilers do primeiro livro ❗
Depois de O Tempo Entre Costuras vamos novamente encontrarmo-nos com Sira. Desta vez uma Sira mais madura que passou por tantos desafios no seu passado. Casada com Marcus e grávida do filho de ambos, estão a viver na Palestina, no final da Segunda Guerra Mundial, numa fase de grande instabilidade política e social. É então que Sira vai sofrer um novo e trágico revés na sua vida que a levará para Inglaterra.
Mais uma vez um grande livro com uma história muito bem escrita e muito envolvente. A autora consegue prender o leitor às personagens, entender o seu sofrimento, sentir empatia mas também alegrar-se com as suas conquistas.
Gostei muito desta leitura onde as referências históricas e políticas estão sempre presentes e na dose certa para situar o leitor na época e nos vários cenários desta narrativa: Palestina, Inglaterra, Marrocos e Espanha. Vamos acompanhar a visita oficial de Eva Peron a Espanha e confesso que gostei bastante desta parte da narrativa. Uma história sobre resiliência, recomeços, família e amor que apreciei ainda mais que o primeiro livro.
Sira é uma personagem fantástica, com uma grande capacidade de adaptação a diversas realidades, independente e por isso mesmo muito à frente da sua época. Daqueles livros que fiquei com pena de ter terminado e que ficaria muito feliz se houvesse nova sequela.
Classificação: 4/5
Agradeço à Porto Editora o envio de um exemplar.
SINOPSE
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022
Opinião - Gente Ansiosa de Fredrik Backman
Luís Ricardo Duarte, Jornal de Letras
Isabel Coutinho, Público
People
The Washington Post
USA Today
BookPage
Kirkus Review
Library Journal
quinta-feira, 21 de outubro de 2021
Opinião - O Tempo Entre Costuras de María Dueñas
Lorenzo Días, escritor e crítico literário
Fernando Sanchez Drago, El Mundo
EDUARDO TORRES-DULCE. Expansión
quinta-feira, 24 de junho de 2021
Opinião - O que Dizer das Flores de Maria Isaac
Sob este vila paira um mistério de um grande incêndio, 10 anos antes, com consequências trágicas, ficando algumas pontas soltas, nunca tendo ficado bem explicado. Este acontecimento volta a estar na ordem do dia quando o responsável pelo incêndio foge da prisão...
Bem-vindo a Mont-o-Ver!
Português que se ponha a caminho da montanha, no inverno, ou da praia, no verão, é certo passar por esta planície de canaviais; mais certo ainda, nem dar por ela. A velha linha férrea passa-lhe ao lado e os comboios já nem sequer abrandam por aqui. Em tanto espaço igual, esta é paisagem fácil de se perder.
Pois permitam que vos apresente os ilustres da vila.
O padre Elias Froes, o homem santo que tem por hábito gastar tempo a pensar no mundo, raramente em si próprio. Guarda segredos que mais ninguém sabe.
Catalina Barbosa, aventureira e contestatária. Menina bem-comportada apenas aos domingos, quando a avó a amordaça dentro de um vestido bonito para ir à missa.
Rosa Duque, a mulher que, em tempos, teve tudo para ser feliz. Foi vencida por um coração partido e resgatada por uma flor.
Zé Mau, o terror na vida das crianças. Os irmãos Mondego, os vilões nas histórias dos adultos.
Este vilarejo pode até ser pequeno e parado, mas está cheio de gente atrapalhada com muita vida para esconder.
Descubram comigo o que aconteceu, afinal, na noite do grande incêndio de há uma década e quem são os verdadeiros heróis desta nossa história pitoresca, temperada com os habituais mal-entendidos.
Bem-vindo a Mont-o-Ver!
segunda-feira, 14 de junho de 2021
Opinião - Garra de Cecelia Ahern
Já li alguns livros da autora Cecelia Ahern e tenho gostado muito dos seus romances. Por isso fiquei entusiasmada de saber que iria sair um novo livro em Portugal. Adorei a capa deste livro, tem umas cores lindas e acho que espelha bem as histórias contadas.
Este livro é diferente do seu género habitual. São 30 contos que giram em torno das mulheres e das suas experiências enquanto tal. Gostei bastante dos temas e das mensagens que as histórias nos quiseram transmitir e, em algumas delas, consegui identificar-me com as situações. Penso que qualquer leitora mulher conseguirá se identificar com algum destes contos. A autora abordou assuntos deveras importantes com o casamento, a maternidade, a violência, os nossos desejos, os nossos medos, a culpa que por vezes sentimos assim como a frustração, a insegurança mas acima de tudo a garra que temos. Estas histórias demonstram, acima de tudo, que é possível mudar e corrigir estes sentimentos menos positivos. É um livro diferente, são histórias escritas com fantasia e realismo mágico, e penso que foi isso que não me seduziu tanto.
Gostei particularmente da primeira história "A mulher que desaparece lentamente", sobre uma mulher que vai desaparecendo literalmente, os outros e ela própria vão deixando de a conseguir ver. Ao dar-se a ela própria pouca importância, desvalorizando-se, ela começou a ficar transparente, e ninguém a conseguia ver.
Foi uma leitura que gostei de fazer e é um livro que tem várias mensagens importantes a transmitir ao leitor. Faz-nos parar para pensar na sociedade de hoje, nos desafios que as mulheres ainda têm de enfrentar. Como a verdadeira igualdade ainda não está alcançada mas que, muitas vezes, temos mais força e garra do que pensamos, para podermos dar a volta por cima e superar os desafios.
Classificação: 3/5
Agradeço à editora Suma de Letras o envio de um exemplar.
Se quer rir, comover-se, amar, sentir menos culpa, chorar, ser confortada, mostrar a garra existe uma história para si.
Garra são 30 histórias interligadas, que capturam as diferentes facetas da vida das mulheres. Divertidas, comoventes, surreais e instigantes, as histórias capturam os momentos em que as personagens são dominadas pela culpa, a confusão, a frustração, a intimidação, a exaustão - aqueles momentos em que sentem a necessidade de mostrar a garra.
A autora bestseller Cecelia Ahern, traz-nos uma coleção ferozmente feminista de histórias que iluminam, às vezes de maneira fantástica, como as mulheres navegam o mundo hoje. Ahern assume os aspectos familiares da vida das mulheres - as rotinas, os constrangimentos e os desejos - e os eleva com a sua mistura astuta de realismo mágico e percepção social.
terça-feira, 8 de junho de 2021
Opinião - Gambito de Dama de Walter Tevis
sexta-feira, 28 de maio de 2021
Opinião - Sobreviventes de Alex Schulman
Como chegámos a este ponto? Como pudemos nós os três, que éramos como um só na infância, afastar-nos tanto uns dos outros? Quando nos tornamos estranhos? O que aconteceu?
Três irmãos regressam à casa de campo junto ao lago onde, duas décadas antes, um terrível acidente mudou as suas vidas para sempre. Levam com eles as cinzas da mãe, cujo último desejo os apanhara de surpresa: sempre pensaram que ela desejaria ser sepultada ao lado do falecido marido.
Benjamin segue ao volante, conduzindo o carro e os irmãos numa viagem através do tempo, até uma época em que eram crianças entregues a si mesmas, perante a indiferença dos pais. São agora adultos. Três estranhos, inevitavelmente unidos por uma história comum de lutas pela atenção do pai e pelo amor imprevisível da mãe.
O falecimento da mãe traz velhos traumas à superfície, e a tensão entre os irmãos aumenta. Que segredo terá ficado enterrado no seu passado?
“Adoro! A atmosfera sombria, a voz, a sensação de tragédia iminente no passado e de vidas despedaçadas no presente. (…) Um romance que permanece connosco muito depois de acabarmos de o ler.”
Chiara Scaglioni, Mondadori (Itália)
“Sobreviventes, de Alex Schulman, é um romance envolvente e belíssimo, desde o seu chocante início até ao desconcertante final. (…) Estou ansiosa por fazê-lo chegar às mãos dos leitores.”
Ursula Doyle, Fleet (Reino Unido)
sábado, 22 de maio de 2021
Opinião - As Vinhas da Ira, John Steinbeck
Este romance transporta-nos para a década de 1930, altura da Grande Depressão, para os EUA, em concreto para o estado do Oklahoma.
A história é narrada por Tom Joad, um dos seis filhos do casal, acaba de sair da prisão, depois de 4 anos de encarceramento. Tom regressa à quinta da família para encontrar uma devastação completa provocada pelo tempo seco e tempestades de poeira que destruíram as plantações. Mas também devido ao início do uso de maquinaria que veio substituir a mão de obra. Havendo falta de trabalho, os bancos vieram logo cobrar os seus créditos, levando à pobreza da família e à escassez de comida.
A família Joad decide vender o pouco que tem e rumar para oeste, para a Califórnia, onde pensam existir muito trabalho disponível nas plantações. A narrativa centra-se nesta longa viagem até ao seu destino final. Ao percorrerem a Estada 66 encontraram tristeza, amargura e desanimo, mas também unidade, companheirismo e generosidade daqueles que foram encontrando pelo caminho, na mesma situação.
Li este livro na altura da polémica dos imigrantes trabalhadores agrícolas
de Odemira, e facilmente esta história me fez lembrar esta realidade. Foi uma época
que existiu um grande êxodo das famílias desta zona dos EUA em busca de
trabalho e comida. E por haver muita oferta de mão de obra, os proprietários
das terras e plantações aproveitaram-se do desespero dos trabalhadores para
abusarem e explorarem estas pessoas. As condições de trabalho eram muitas vezes
desumanas, tal como os locais onde pernoitavam. O autor mostrou bem o poder dos
patrões sobre os trabalhadores, uma desigualdade gritante.
É lamentável que quase 100 anos depois ainda haja este tipo de
exploração…
Gostei muito de ter lido este livro, a narrativa é algo lenta, mas apreciei e não me tirou a vontade de continuar a ler sobre a luta desta família. Um retrato muito cru e real do que foram estes difíceis anos nestas zonas rurais dos EUA. Uma saga familiar que aborda assuntos ainda muito atuais e que merece ser lida.
As Vinhas da Ira ganhou o prémio Pultizer em 1940 e John Steinbeck foi laureado com o Prémio Nobel da Literatura em 1962.
Uma
leitura conjunta que fiz para o projecto "Ler Steinbeck" da Dora Silva do canal Livros à Lareira com Chá. Obrigada
Dora, sem este projeto muito provavelmente não teria lido esta história.
Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.
Na década de 1930, as grandes planícies do Texas e do Oklahoma foram assoladas por centenas de tempestades de poeira que causaram um desastre ecológico sem precedentes, agravaram os efeitos da Grande Depressão, deixaram cerca de meio milhão de americanos sem casa e provocaram o êxodo de muitos deles para oeste, rumo à Califórnia, em busca de trabalho. Quando os Joad perdem a quinta de que eram rendeiros no Oklahoma, juntam-se a milhares de outros ao longo das estradas, no sonho de conseguirem uma terra que possam considerar sua. E noite após noite, eles e os seus companheiros de desdita reinventam toda uma sociedade: escolhem-se líderes, redefinem-se códigos implícitos de generosidade, irrompem acessos de violência, de desejo brutal, de raiva assassina. Este romance que é universalmente considerado a obra-prima de John Steinbeck, publicado em 1939 e premiado com o Pulitzer em 1940, é o retrato épico do desapiedado conflito entre os poderosos e aqueles que nada têm, do modo como um homem pode reagir à injustiça, e também da força tranquila e estoica de uma mulher. As Vinhas da Ira é um marco da literatura mundial.
sexta-feira, 21 de maio de 2021
Novidade de Junho - Beartown A cidade dos grandes sonhos de Fredrik Backman
As pessoas dizem que Björnstad, a Cidade do Urso, está acabada. A pequena localidade aninhada nas profundezas da floresta tem vindo lentamente a perder terreno para as árvores, sempre invasoras. Mas junto ao lago existe um velho rinque, construído há gerações pelos trabalhadores que fundaram a cidade. E esse rinque é o motivo pelo qual as pessoas acreditam que o dia de amanhã será melhor do que o de hoje. A equipa de juniores de hóquei no gelo está prestes a competir nas meias-finais nacionais e tem realmente hipóteses de vencer. Todas as esperanças e sonhos deste lugar repousam agora sobre os ombros de uma mão-cheia de rapazes adolescentes.
Mas ser o responsável pelas ambições da povoação inteira é um fardo pesado, e o jogo das meias-finais torna-se o catalisador de um ato violento, que traumatizará uma rapariga e deixará Björnstad em pé de guerra. São feitas acusações que, como uma pedrada no charco, percorrem a cidade, afetando todos.
Beartown explora os grandes desejos que unem uma comunidade pequena, os segredos que a separam e a coragem necessária para um indivíduo lutar contra a corrente.
sábado, 1 de maio de 2021
Novidade de Maio - O que Dizer das Flores, Maria Isaac
O Que Dizer das Flores
O Livros e Papel foi um dos blogs escolhidos para divulgar a capa deste novo livro. Obrigada @culturaeditora
O que acharam desta capa?
𝗦𝗜𝗡𝗢𝗣𝗦𝗘:
BEM-VINDO A MONT-O-VER!
Português que se ponha a caminho da montanha, no inverno, ou da praia, no verão, é certo passar por esta planície de canaviais; mais certo ainda, é nem dar por ela. A velha via-férrea passa-lhe ao lado e os comboios já nem sequer abrandam por aqui. Em tanto espaço igual, esta é paisagem fácil de se perder.
Pois permitam que vos apresente os ilustres da vila.
O padre Elias Froes, o homem santo que tem por hábito gastar tempo a pensar no mundo, raramente em si próprio. Guarda segredos que mais ninguém sabe.
Catalina Barbosa, aventureira e contestatária. Menina bem-comportada apenas aos domingos, quando a avó a amordaça dentro de um vestido bonito para ir à missa.
Rosa Duque, a mulher que, em tempos, teve tudo para ser feliz. Foi vencida por um coração partido e resgatada por uma flor.
Zé Mau, o terror na vida das crianças. Os irmãos Mondego, os vilões nas histórias dos adultos.
Este vilarejo pode até ser pequeno e parado, mas está cheio de gente atrapalhada com muita vida para esconder.
Descubram comigo o que aconteceu, afinal, na noite do grande incêndio uma década antes e quem são os verdadeiros heróis desta nossa história pitoresca, temperada com os habituais mal-entendidos.
Bem-vindo a Mont-o-Ver!
segunda-feira, 29 de março de 2021
Opinião - A Dança das Estrelas, Emma Donoghue
Washington Post
New York Times
Kirkus Reviews





















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