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domingo, 30 de maio de 2021

Opinião - A Mão que Mata de Lourenço Seruya

 





Este é o primeiro livro do autor Lourenço Seruya. Após os vários teasers publicados pela Cultura Editora, fiquei logo com muita vontade de ler esta obra de estreia.

A história desenvolve-se em Sintra, na casa da família Ávila. Após a morte do patriarca Henrique, os três filhos, Alexandre, António e Madalena decidem reunir-se durante um fim de semana para discutir a partilha dos bens. A mãe já tinha falecido uns anos antes mas a sua irmã, a Tia Manuela é também convidada a participar neste reunião familiar.

Um dia de manhã, ao acordarem, encontram a Tia Manuela morta na sala de estar onde todos estiveram na noite anterior. E é aqui que se inicia verdadeiramente este thriller. 

Vamos conhecer o Inspetor Bruno e o Inspetor Rodrigues da Policia Judiciária que ficaram responsáveis pela investigação desta morte. O jovem Inspetor Bruno é bastante perspicaz e sempre com muitos "feelings" quanto à direção que a investigação deve ter.

Foi uma leitura que gostei muito de fazer, que se lê muito rapidamente porque os capítulos são curtos e a narrativa consegue sempre manter o interesse do leitor. A par da história principal, vamos também conhecer a vida do Inspetor Bruno, que também está envolta em algum mistério. É uma história viciante e envolvente, de leitura fácil, com várias personagens interessantes e bem construídas. Gostei bastante das referências à cidade de Sintra. 

Todo o cenário é centrado quase exclusivamente neste ambiente fechado da mansão da família, onde todos são suspeitos. Começamos logo a suspeitar de um, depois de outro, e confesso que apenas quase no final da história é que percebi quem era a mão que mata. 

Dou os meus sinceros parabéns ao autor pela sua primeira obra!
A última página do livro fez-me querer ler já o próximo! Fico a aguardar ansiosamente.

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar e ao autor pelas simpáticas palavras da dedicatória.
Leitura conjunta do Clube Livros pelas Barbas.

SINOPSE

Numa fria manhã de inverno, é encontrado um cadáver numa mansão na Serra de Sintra.
A família Ávila estava aí reunida para formalizar as partilhas patrimoniais, na sequência do falecimento do patriarca e jamais imaginava que o processo seria interrompido daquela forma.
O Inspetor Bruno Saraiva e a sua brigada da PJ são chamados a investigar, deparando-se com um caso peculiar: a vítima não era propriamente adorada pelos familiares, mas também ninguém tinha motivos para a querer morta. Terá o homicídio resultado de um assalto?

As opiniões dividem-se e a família Ávila não parece muito disposta a colaborar com a polícia.
Até que é encontrado um segundo cadáver na mansão…

Bruno Saraiva não tem dúvidas que o assassino está naquela casa, mas não tem ninguém que o apoie nesta teoria. Sem provas concretas que sustentem a sua crença, o Inspetor faz uma viagem-relâmpago a uma aldeia do Norte. Aí, toma conhecimento de uma informação que o põe no encalço do assassino: alguém que está disposto a tudo para esconder um terrível segredo.


segunda-feira, 17 de maio de 2021

Opinião - Arsène Lupin - Cavalheiro Ladrão de Maurice Leblanc

 





Depois de ter visto a primeira temporada da série baseada nesta personagem de Maurice Leblanc, fiquei muito curiosa por conhecer as obras que lhe deram origem.

Arsène Lupin é cavalheiro ladrão: através da sua inteligência, astucia e perspicácia consegue enganar qualquer um. Neste livro que nos transporta para Paris no início do século XX, vamos conhecer o "modus operandi" das suas tramoias. Capaz de, fácil e rapidamente se transformar em qualquer um, cheio de artifícios e artimanhas, é também uma figura divertida.

Conhecido por toda a França, o autor conta-nos alguns episódios da vida deste ladrão suis generis em pequenas histórias. A minha favorita foi a última, Herlock Sholmès Chega Demasiado Tarde, onde Arsène Lupin teve um encontro com Herlock Sholmès, o famoso detetive. O livro termina com a promessa de que os dois se irão encontrar brevemente.

Um livro que gostei muito de ler, com uma escrita simples, apesar da época em que foi escrito, o autor consegue prender o leitor com estas aventuras deste mestre do disfarce. Com algumas passagens que me fizeram rir, outras que me surpreenderam, uma leitura repleta de intriga que recomendo sem reservas aos apreciadores do género.

Vou certamente querer ler mais sobre esta personagem tão carismática.

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.

 SINOPSE

Ousado, sedutor e divertido, Arsène Lupin é o criminoso ladrão mais famoso do início do século XX. Responsável por uma série de crimes misteriosos em França, o anti-herói mantém um código de honra muito próprio: atormenta os seus oponentes, ridiculariza a burguesia e ajuda os mais fracos. Um Robin Hood muito francês, portanto. Não se leva muito a sério, a sua arma mais mortífera é a perspicácia e não é um aristocrata que se aclama como anarquista, mas sim um anarquista que vive como aristocrata.

Encarado como a irónica resposta francesa a Sherlock Holmes, este é o primeiro livro de uma série de vinte títulos empolgantes que Maurice Leblanc dedicou a Lupin, uma das personagens mais marcantes do policial de sempre.


domingo, 13 de outubro de 2019

Opinião - Crime, Disse o Livro de Anthony Horowitz





Foi deixado na secretaria da editora Susan Reyland o manuscrito do último livro do conceituado autor de policiais Alan Conway. Será o nono e último livro da saga Atticus Pund. Mas quando o protagonista da história está prestes a revelar quem é o autor do crime, o manuscrito termina e Susan não sabe o que aconteceu aos últimos capítulos do livro.

Susan começa então a busca pelos capítulos perdidos, até que Alan Conway é encontrado morto... é então que Susan se predispõe a descobrir o que aconteceu. Há uma história dentro da história.

Não me alongando mais nas histórias, digo-vos que é um livro que me prendeu logo nos primeiros capítulos. Gostei muito da escrita do autor, torna-se viciante saber mais sobre o que de facto aconteceu em ambas as histórias. É um policial "à moda antiga" que faz lembrar os mistérios da Agatha Christie, cheio de voltas e reviravoltas que deixam o leitor cheio de adrenalina. E onde há tantos suspeitos com motivos para serem eles o criminoso...

É um livro perfeito para os amantes de policiais e histórias de detectives, gostei bastante e por isso recomendo sem reservas! É, sem dúvida, um livro diferente.

Classificação: 4/5


Agradeço à Clube do Autor pela cedência de um exemplar.


SINOPSE
ABSORVENTE e VICIANTE; e com um final verdadeiramente prodigioso!

Existem vários mistérios por resolver dentro das páginas deste livro. Tudo começa quando Susan Ryeland se senta para ler o manuscrito do autor mais vendido da editora onde trabalha. Porém, a narrativa termina abruptamente no ponto em que o detetive da história está prestes a revelar o assassino, levando por isso Susan a procurar os capítulos perdidos. Mas este é apenas o ponto de partida de um dos mistérios…

Extraordinariamente bem concebido e bem escrito, em Crime, disse o livro encontramos duas histórias que correm em paralelo, personagens interessantes e autênticas, tramas sólidas, inteligentes e bem estruturadas, várias reviravoltas e, por fim, um desenlace absolutamente surpreendente.

E se um mistério dentro de outro mistério significa o dobro da adrenalina, para os fãs do género este livro traz também prazer a dobrar. Prepare-se: vai ser difícil pousar o livro!
CRÍTICAS
«Um policial tão bom quanto as obras de Agatha Christie.»
Stephen King
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um engenhoso livro dentro de outro livro sobre o último romance e homicídio de um escritor famoso. Uma magnífica obra de ficção.»
Sunday Times

«Perfeito para os fãs dos policiais clássicos.»
Time Magazine

«Muito bem escrito, com grandes suspeitos e uma recriação de época perfeita.»
Spectator

«Um duplo mistério que conquista os leitores que procuram uma abordagem mais clássica ausente dos thrillers atuais.»
The New York Times



sábado, 16 de março de 2019

Novidades de março - Fantasmas da Mente de Paul Tremblay





SINOPSE

Um clássico do terror para fãs de O Exorcista e A Semente do Diabo

A vida da família Barrett fica virada do avesso quando Marjorie, de 14 anos, começa a demonstrar sinais de esquizofrenia aguda. E quando nem os médicos conseguem impedir os bizarros episódios e o declínio mental da jovem, a família, desesperada, recorre à orientação de um padre católico. Este, acreditando que Marjorie está possuída por um demónio, apresenta-lhes a solução: executar um exorcismo.

Interessado em documentar a presença demoníaca, o padre entra em contacto com uma produtora de televisão e convence o pai de Marjorie a permitir que o exorcismo seja transformado num reality show. Em pouco tempo, a casa torna-se um circo de horrores mediático, dissecado pelo público que, em choque, assiste a tudo.

Quinze anos depois do sucesso do programa e da tragédia que assolou os Barretts, uma autora decide desenterrar a história com o testemunho de Merry, a irmã mais nova de Marjorie. Ao recordar-se do que viveu quando tinha apenas 8 anos, Merry traz a lume uma narrativa repleta de terror psicológico. E ninguém vai ficar indiferente às questões que levanta: memória e realidade, ciência e religião… e a verdadeira natureza do mal.

Afinal, que fantasmas se escondem na antiga casa da família Barrett?
CRÍTICAS
«Fantasmas da Mente assustou-me verdadeiramente… e eu não me assusto com facilidade!»
Stephen King
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um retrato credível de uma família em crise emocional enquanto lida com o impensável. Quer seja psicológico ou sobrenatural, é um livro de terror subtil e insidioso.»
Publishers Weekly

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Opinião - O Nome da Morte, Klester Cavalcanti





Apesar deste livro estar classificado como thriller/policial, relata uma história verídica de um assassino contratado brasileiro, Júlio Santana. Júlio aprendeu o ofício com o seu tio Cícero quando tinha apenas 17 anos e ao longo de 35 anos matou 492 pessoas.

Neste livro é-nos dado a conhecer a vida de Júlio Santana, como vivia e como começou a matar por dinheiro. O início desta história dá-se nos anos 70, altura em que o Brasil era regido por uma ditadura militar, o que não deixa de ser bastante interessante numa altura em que, por causa do candidato à presidência do Brasil, Jair Bolsonaro, a questão da ditadura militar paira novamente no ar. Por isso foi muito interessante ler o relato do que foi a perseguição dos comunistas nesta época do Brasil. Mas também perceber o que era a realidade da vida do povo no interior profundo do Brasil nesta altura.

Honestamente não estava à espera de ser tão boa leitura como foi, pois muitas vezes livros de "true crime" são um pouco monótonas. Neste caso fiquei logo agarrada à histórias desde as primeiras páginas.

Klester Cavalcanti é um jornalista brasileiro detentor de várias distinções e prémios jornalísticos internacionais e este livro valeu-lhe o Prémio Jabuti de Literatura. 
Este livro já foi adaptado ao cinema pelo realizador e produtor brasileiro Fernando Meirelles. Vou procurar o filme para o ver, não quero perder.


Classificação: 4/5



SINOPSE
Depois de assassinar as suas vítimas, Júlio Santana reza dez ave-marias e vinte pai-nossos para pedir perdão pelos crimes que comete. Tem medo de acabar no inferno. Sem qualquer ideologia, Júlio mata por ofício - ofício que aprendeu com o seu tio Cícero quando tinha apenas 17 anos. 

Estávamos então em 1972, na Amazónia, e ao longo de 35 anos fez 492 vítimas, que ele registava devidamente num caderninho com o Pato Donald na capa. Júlio acaba por abandonar o ofício de assassino contratado e foge para outra cidade, iniciando assim uma nova vida com uma identidade diferente e uma família. 

Durante sete anos, Klester Cavalcanti, um renomado jornalista brasileiro, manteve contactos estreitos com Júlio Santana, que lhe fez o relato dos episódios mais marcantes da sua vida e dos crimes violentos e hediondos que cometeu. 

A partir desses encontros, surgiu este livro fascinante com uma escrita envolvente, que se lê de uma só vez, e com uma adaptação cinematográfica a que está associado o conhecido produtor brasileiro Fernando Meirelles.
CRÍTICAS
«Klester Cavalcanti é um jornalista puro-sangue, que tem o dom capotiano de transformar uma notícia em literatura de rara qualidade.»
Wagner Moura, ator

«O Nome da Morte faz parte do que há de melhor em termos de literatura de não ficção no mundo. A experiência de lê-lo é a mesma de se mergulhar num excelente romance literário.»
Fernando Meirelles, realizador e produtor de cinema

«O Nome da Morte é um daqueles livros que quando começamos não conseguimos parar de ler. E quando o acabamos, não conseguimos parar de pensar sobre o que lemos.»
Braulio Mantovani, argumentista dos filmes Cidade de Deus e Tropa de Elite

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Novidades de Setembro - A Menina na Floresta de Camilla Läckberg



SINOPSE

Quando Nea, uma menina de quatro anos, desaparece, a comunidade fica em choque. Trinta anos antes, Stella, também de quatro anos, que vivia com os pais na mesma quinta, desaparecera e viria a ser encontrada morta na floresta que rodeia Fjällbacka. Nessa altura a culpa foi atribuída a duas adolescentes, Marie e Helen, hoje mulheres. 

Poderá ser um acaso o desaparecimento de Nea ter coincidido com o regresso a Fjällbacka de Marie, agora uma famosa atriz de cinema…para interpretar o papel de Ingrid Bergman? Patrik Hedström começa a investigar e, como sempre, conta com a ajuda de Erica, que pretende escrever um livro inspirado na morte da pequena Stella. 

Mas à medida que vão desfiando os intricados fios da meada, tudo se torna mais confuso. Como se tal não bastasse, têm ainda de lidar com a perturbação que a presença de refugiados sírios causa na pequena comunidade e com as consequências de um fogo posto no centro comunitário que os acolhe.

Uma sucessão de acontecimentos que abala os habitantes da pacata vila, e acabará por levar o nome de Fjällbacka aos quatro cantos do mundo… sem ser pelas melhores razões.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Novidades de junho - O Homem das Cavernas de Jørn Lier Horst




Prémio Petrona 2016 Melhor romance policial escandinavo do ano no Reino Unido


SINOPSE

Durante quatro meses, um cadáver permaneceu por descobrir apenas a algumas portas da casa do inspetor-chefe William Wisting. Viggo Hansen morreu sentado em frente à televisão e aí permaneceu sem que ninguém tenha dado conta. Ter-se-á a sociedade norueguesa tornado tão grosseira que já ninguém se importa? A filha de Wisting, a jornalista Line, importa-se, e vai investigar o sucedido.

Enquanto isso, Wisting tem em mãos um caso que começa a adquirir proporções inimagináveis. a sua suspeita de que um assassino em série norte-americano tem estado ativo na Noruega, escondendo as suas vítimas no fundo de poços secos, confirma-se… mas há quanto tempo, e por quantos países passou até aí chegar? 

Quando o FBI e a Interpol finalmente se envolvem no caso, as apostas aumentam e as tensões acumulam-se, até à última corrida mortal contra o tempo, com a vida de Line em jogo.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um dos mais brilhantes escritores de policiais da atualidade.»
The Sunday Times

«[Horst] é o novo Nesbø... inteligente, rápido, preciso e assustador...»
Dagbladet

sábado, 12 de maio de 2018

Opinião - A Mulher Desaparecida, Sara Blaedel



Este é o terceiro livro da autora Sara Blaedel a ser publicado em Portugal, é uma série protagonizada pela chefe do Departamento de Pessoas Desaparecidas, Louise Rick.
Apesar de serem histórias independentes, há alguns partes da vida de Louise que vamos conhecendo ao longos dos vários livros, pelo que devem ser lidos pela ordem de edição.

O livro começa com o assassinato de uma mulher, dentro da sua própria casa. Após as investigações iniciais a policia entende que se trata de uma mulher dinamarquesa que desapareceu há 18 anos sem deixar rasto.

Quem a matou, porquê, e porque é que se manteve escondida tanto tempo? São estas as perguntas que vão sendo respondidas ao longo da narrativa.

Eik, colega e amante de Louise, foi quem reportou o desaparecimento da mulher há 18 anos. Assim que é informado da morte dela, vai para Inglaterra e não diz nada a ninguém. Louise fica de rastos quando descobre.

Gostei bastante desta leitura, a história é um pouco diferente, aborda um assunto sensível, a eutanásia e as clínicas de morte assistida. É relatado todo o sofrimento por que passam os doentes terminais e as suas famílias, como é pensada e tomada a decisão de porem fim à sua vida. Apesar de triste, achei interessante e útil tomar conhecimento deste assunto.

Sairá ainda este mês um novo livro de Sara Blaedel, Mulheres da Noite.


Classificação. 4/5


SINOPSE

Num bairro familiar e acolhedor nos arredores de Londres, uma mulher foi alvo de um violento assassínio. Um tiro certeiro de uma caçadeira atravessou a janela da cozinha, onde ela se encontrava com o marido e a filha. A morte foi imediata.

Ao iniciar a investigação, a polícia local descobre que a mulher, de nome Sophie Parker, se tratava na verdade de uma cidadã dinamarquesa que se encontrava desaparecida há 18 anos. Louise Rick, chefe do Departamento de Pessoas Desaparecidas, fica responsável pelo caso. É então que novas e surpreendentes revelações desvendam que fora Eik, seu colega e amante, quem declarara o desaparecimento de Sophie.

Assim que é informado da morte de Sophie, Eik desaparece misteriosamente e, passadas 24 horas, é preso em Inglaterra e acusado de ser o responsável pelo crime.

Mais uma vez, Sara Blædel contempla-nos com uma história extraordinária onde a aventura, o suspense e o desespero são absolutamente reais. 

Nenhum leitor conseguirá ficar indiferente!
CRÍTICAS
«Sara Blædel brinda-nos com uma das melhores leituras com que já me deparei!»
Michael Connelly

«Sarah Blaedel está sem dúvida entre os melhores.»
Camilla Läckberg
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Uma escrita absolutamente genial e envolvente. Um realismo intransigente que revela o thriller no seu melhor.»
Washington Post

domingo, 15 de abril de 2018

Opinião - Brincar com a Morte, Simon Scarrow




Este livro também é uma estreia minha com estes autores.

É uma história que se inicia com a personagem principal, a agente especial do FBI Rose Blake a deixar escapar um serial killer, Koening que tentava deter.
Aliciava pessoas na internet, marcava encontros e depois matava-as de forma muito cruel, desmembrando-as e guardando algumas partes em casa como troféus. Colocava até vídeos do que lhes fazia na sua página na internet.

Mais tarde é chamada a resolver uma morte inexplicável, um homem que foi queimado vivo dentro do seu escritório em casa. Mas este homem vestia um equipamento, um fato, que iria ser muito brevemente lançado no mercado, e permitia ao utilizador obter experiências quase reais através de um computador.

Há mais dois assassinatos nesta narrativa e acabamos por perceber que tudo está ligado entre si.

Esta história tem muito de tecnologia, muitos termos informáticos, põe em causa a nossa segurança e mostra a nossa vulnerabilidade neste nosso mundo altamente controlado pela tecnologia. É mesmo impressionante aquilo que se pode ver e controlar da vida das pessoas através dos telemóveis e computadores.

A capa do livro é muito gira, tem um pormenor muito interessante porque tem relevo, tem uma textura que parece pele, muito adequado ao fato que tem um destaque e um papel importante na narrativa.

Gostei bastante deste livro, é bastante intenso, com muito suspense. A escrita é simples mas tem alguns temos mais técnicos relacionados com a informática. Uma boa leitura!

Classificação: 4/5
SINOPSE

A agente especial do FBI Rose Blake enfrentou o mal e sobreviveu. Assombrada por uma desastrosa missão infiltrada, Rose não consegue esquecer a memória do seu encontro cara a cara com um cruel serial killer - que continua em liberdade e pode atacar a qualquer momento. A chamada para investigar um incêndio com possível mão criminosa que causou uma morte é uma distração bem-vinda. 

Este é um caso que normalmente não é atribuído ao FBI, mas nada neste crime é comum, e Rose teme o pior: que um assassino impiedoso tenha executado o crime perfeito. Um criminoso com uma imaginação aterradora e a inteligência para se manter sempre um passo à frente. Ela sabe apenas uma coisa sobre ele: que vai voltar a matar.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Os romances de Scarrow competem com os melhores.»
The Independent

«Se Stephen King tivesse colaborado com Michael Crichton num thriller, talvez fosse tão bom como este.»
Peterborough Evening Telegraph

«Arrepiante... feroz e envolvente.»
The Daily Express

«Um thriller incrível.»
Goodreads

«Intriga, traição e violência... ação intensa, personagens sedutoras e detalhes genuínos.»
Publishers Weekly

«Este romance absorvente não vai desapontar.»
The Sunday Times

sábado, 7 de abril de 2018

Novidades de Abril - Macbeth de Jo Nesbø




SINOPSE

Passado nos anos 70, numa cidade industrial cinzenta e chuvosa, a força policial da zona está concentrada em acabar com um persistente problema de drogas. Duncan, chefe da polícia, é um idealista e visionário, um sonho para a população e um pesadelo para os criminosos. O comércio das drogas é liderado por dois homens, um dos quais, mestre da manipulação chamado Hécate, tem ligações aos poderes mais levados. E pretende usá-las para conseguir escapar ileso.

O seu plano consiste em manipular, de forma consistente e persistente, o inspetor Macbeth, um homem já de si suscetível a tendências paranoides e violentas. O que se segue é uma história irresistível de amor e culpa, de ambição política e inveja, que explora os recantos mais negros da natureza humana, assim como as aspirações da mente criminosa.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Novidades de Abril - O Último Fôlego de Robert Bryndza




SINOPSE

Quando o corpo torturado de uma mulher, jovem e bonita, é encontrado num contentor do lixo, com os olhos inchados e as roupas ensopadas em sangue, a inspetora-chefe Erika Foster é dos primeiros detetives a chegar ao cenário do crime. O problema é que, desta vez, o caso não lhe pertence.

Enquanto luta para integrar a equipa de investigação, Erika envolve-se no processo e rapidamente encontra semelhanças com o assassínio não resolvido de outra mulher, quatro meses antes. Largadas ambas num contentor do lixo em parques de estacionamento diferentes, têm ferimentos idênticos - uma incisão fatal na artéria femoral da coxa esquerda... E, entretanto, é localizada uma terceira vítima em circunstâncias idênticas.
Perseguindo as vítimas online, apresentando-se com identidades falsas, o assassino ataca mulheres jovens e bonitas de cabelo castanho comprido e desaparece misteriosamente, sem deixar qualquer pista. Como irá Erika apanhar um assassino que parece não existir?

Enquanto decorre a investigação, outra rapariga é raptada quando esperava por um encontro. Erika e a sua equipa têm de a localizar, para não depararem com mais uma vítima mortal, e enfrentar um indivíduo terrivelmente sádico e perigoso.

Alucinante, tenso e impossível de parar de o ler, O Último Fôlego mantém o leitor preso logo na primeira página, enquanto o livro se encaminha vertiginosamente para um final surpreendente.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Novidades de Março - Nuvem de Cinzas de Ragnar Jónasson




SINOPSE

Um vulcão acaba de entrar em erupção na Islândia e a cinza ameaça tapar o céu e tornar o ar irrespirável. O inspetor Ari Thór, no entanto, nem sequer tem cabeça para isso. Desesperado por restabelecer a sua relação com Kristín, a namorada que perdeu, tem dificuldade em concentrar-se no trabalho, até que chega um caso: um homem foi assassinado, com grande violência. Tem a cara desfigurada e um olho em falta.

A notícia não tarda a chegar a Reiquiavique, onde Ísrún, jornalista, reconhece a vítima. Imediatamente parte para o Norte. Se conseguir resolver o caso antes da polícia, poderá ter o furo jornalístico da sua carreira e superar o seu colega e rival, Kormákur.

Enquanto as cinzas continuam a obscurecer o país, tanto Ari Thór como Ísrún vão interrogando as mesmas pessoas, e ouvem histórias similares: Elías, o homem que morreu, estava envolvido em algo perigoso. Terão as testemunhas razão? Qual seria a verdadeira ligação de Ísrún à vítima? E conseguirá Ari Thór evitar mais mortes?
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Jónasson joga com os leitores de forma justa. As suas pistas são tradicionais e subtis, obrigando o leitor a voltar a página.»
The Independent

«Nuvem de Cinzas é, simplesmente, um policial excelente.»
Crime By The Book

«Um excelente escritor islandês. A escuridão e o frio são quase palpáveis.»
The Times

«Uma prosa evocativa e uma construção magistral.»
The Guardian

«Os livros de Jónasson injetaram nova vida no noir nórdico.»
Sunday Express



domingo, 18 de março de 2018

Opinião - Desaparecido, No Rasto de Billy de C. L. Taylor




Esta foi a minha estreia com a autora C.L. Taylor.

O livro conta-nos a história do desaparecimento de Billy com 15 anos de idade. E a narrativa começa seis meses depois do desaparecimento.
A mãe, Claire, acredita que o filho está vivo mas não há qualquer pista sobre o seu desaparecimento. Está de rastos, cansada de o procurar, não consegue trabalhar, não consegue viver a vida normalmente sem saber onde anda o seu filho...

É impossível não nos sentirmos angustiados com esta história e com o sofrimento desta família, contado na primeira pessoa pela Claire.
Há segredos e mentiras desta família que são revelados ao longo do livro, o que nos leva a suspeitar de algumas pessoas, que estejam por detrás do desaparecimento. 

Há uns capítulos no livro que são transcrições de conversas online entre duas pessoas, mas inicialmente não entendemos quem são. À medida que nos vai sendo revelando algumas pistas e conseguimos entender quem são, começamos a ver Billy de uma outra forma. 

Eu gostei bastante desta história, o livro prendeu-me desde as primeiras páginas. A escrita é simples e fluída e a autora consegue manter o leitor interessado na história.
O fim é diferente do habitual, a vítima não é apenas vítima...

Classificação: 4/5


SINOPSE
Quando Billy Wilkinson, um adolescente de 15 anos, desaparece a meio da noite, Claire, a sua mãe, culpa-se pelo que aconteceu.
Mas não é a única a fazê-lo. Todos os membros da família se sentem culpados.

O facto é que os Wilkinsons estão tão acostumados a guardar segredos entre si, que a verdade só começa a vir ao de cima seis meses depois. E uma coisa é certa: alguém sabe o que aconteceu a Billy.
Claire acredita desesperadamente que o filho ainda está vivo e convence-se de que a família e os amigos não têm qualquer relação com o seu desaparecimento. 

E o instinto de uma mãe nunca falha… Ou falhará?

domingo, 11 de março de 2018

Novidade de Março - Sangue na Neve de Jo Nesbø




SINOPSE

Olav é um assassino contratado, mas tem uma vida solitária e tranquila. Quando o que se faz na vida é matar o próximo, não é fácil fazer amigos, mas sem ninguém a quem se afeiçoar ou prestar contas, os dias também decorrem sem problemas. Só que o quotidiano de Olav complica-se ao conhecer a mulher dos seus sonhos.

Apaixonar-se por alguém já é por si só uma situação desafiante, mas há duas outras particularidades que fazem desta mulher um vendaval na sua rotina: é casada com o seu chefe. E este acaba de o contratar para a matar.

Como é que Olav irá gerir a situação?
Será que vai conseguir enganar um dos mais temíveis criminosos do país?

Este livro, anterior à série Harry Hole, tem já todos os ingredientes que fazem com que Jo Nesbø seja um dos autores nórdicos de policiais mais bem-sucedidos em todo o mundo.

sábado, 10 de março de 2018

Opinião - Apagar Estolcomo, Jens Lapidus




Mais um policial nórdico que está a cativar os leitores.
Gostei muito do booktrailer e fiquei logo com vontade de ler este livro.

O inicio da história fala sobre uma advogada a trabalhar numa grande empresa mas dedicada ao direito empresarial. Um dia recebe um telefonema de uma prisão a dizer que um recluso, acusado de homicídio, a escolheu para o representar. Após alguma indecisão, aceita representá-lo sem o seu chefe saber e contra a sua vontade.

O detido está hospitalizado em estado grave e Emelie vai visitá-lo, porém ele pouco consegue falar devido ao seus estado mas ele diz que Teddy sabe porque é que ela foi a escolhida para o representar. 

Emelie vai então falar com Teddy e os dois começam a investigar a história do sobrinho. Ninguem sabe quem é a vítima do homicídio...

Não me vou alongar mais porque não quero revelar a história. Mas este livro tem várias histórias secundárias que, a páginas tantas, achamos que não têm nenhuma ligação entre si, mas no final podemos ser surpreendidos...as peças encaixam todas umas nas outras.

É um livro grande com várias histórias mas é uma leitura empolgante e que me prendeu desde o início. O mistério é complexo mas no final entende-se as ligações. É narrado alternadamente no presente e no passado, revelando lentamente ao leitor as peças deste grande puzzle.

Gostei muito deste livro, recomendo para os amantes de thriller e do suspense.

Classificação: 4/5


SINOPSE

Uma advogada, um ex-presidiário e o seu sobrinho uniram-se para resolver um terrível assassinato neste thriller explosivo de Jens Lapidus, o autor sueco aclamado internacionalmente.
Apagar Estocolmo é a história de gente que tenta esquecer o seu passado e que está disposta a fazer qualquer coisa para que os seus velhos eus desapareçam. Fala de um mundo caprichoso que apaga algumas pessoas enquanto concede a outras oportunidades incríveis.
Finalista do Prémio da Academia Sueca de Escritores de Crime (como melhor romance policial sueco).
Quando o alarme de uma casa dispara em Värmdö, uma ilha do arquipélago de Estocolmo, um guarda acode, temendo uma invasão. Mas o que encontra está longe de ser comum: um corpo não identificável, brutalmente assassinado. Para complicar ainda mais as coisas, depara-se com um jovem ferido perto da cena do crime - um homem que a Polícia considerará o principal suspeito.
Emelie Jansson, uma jovem e prometedora advogada, recém-admitida numa conhecida firma de advogados, assume o caso do jovem, apesar da discordância do seu chefe. A apoiá-la está Teddy, um ex-presidiário que tenta permanecer no lado certo da lei, trabalhando como investigador para a firma de advogados. Mas Teddy tem os seus próprios problemas - nomeadamente, o seu rebelde sobrinho, que está prestes a seguir os passos criminosos do tio.
Quem é a vítima do assassinato e quem é o assassino? E por que é que todos os caminhos parecem conduzir a Mats Emanuelsson, um homem que Teddy sequestrou em tempos? Enquanto Emelie investiga, Teddy deve confrontar-se com o passado e salvar o sobrinho de um destino problemático. Rapidamente, os três ficam presos num jogo arriscado que ameaça desfazer as suas vidas.
«Finalmente, um épico thriller europeu à altura dos livros de Stieg Larsson... Um romance emocionante.»
James Ellroy
«Veloz e cheio de acção, este thriller obscuro e duro é ideal para aqueles que gostam de histórias de mistério viscerais.»
Library Journal
«Com frases de cortar a respiração, combinadas com um ritmo rápido e elegante, ao estilo da prosa crua e delicada de James Ellroy, Lapidus oferece uma intriga que manterá o leitor colado às páginas deste livro.»
Politiken
«Realismo social eminente e perfeitamente credível, da melhor qualidade.»
Litteratursiden
«O ritmo é rápido e a prosa nítida.»
BØrsen
«Um thriller com um ritmo de tirar o fôlego, prosa sucinta e eficaz... O leitor até se pode esquecer de respirar.»
Weekendavisen
«Um thriller intenso e hiper-realista. Jens Lapidus criou uma relação quase perfeita entre o conteúdo e a forma em que está apresentado.»
Dagbladet
«O autor sueco que melhor domina a linguagem contemporânea das ruas.»
DI Weekend
«A força de Jens Lapidus reside na sua capacidade de retratar mundos muito diferentes e fazer que colidam. Em Apagar Estocolmo, Lapidus prepara o cenário para um excelente final de caça ao Mal, ao estilo da primeira temporada de True Detective e da trilogia Millenium.»
Borås Tidning
«Lapidus possui um talento fenomenal para contar histórias.»
Östgöta Correspondenten
«A escrita de Lapidus tem ímpeto, sem dúvida. O autor retrata, de forma convincente, um mundo ideal com consequências fatais e reais.»
Göteborgs-Posten

terça-feira, 6 de março de 2018

Novidades de Março - Testemunho de Scott Turow





SINOPSE

Bill Boom virou as costas a tudo o que era importante para si: a carreira, a mulher, até o seu país. Mesmo assim, quando lhe pedem que examine o desaparecimento de um campo inteiro de refugiados do Kosovo, um caso por resolver há dez anos, sente-se arrastado para o caso mais difícil da sua carreira. Para descobrir o que aconteceu durante o caos apocalíptico que se seguiu à guerra da Bósnia, Boom investiga uma panóplia de suspeitos, que vai dos paramilitares sérvios a redes de crime organizado e ao governo norte-americano, enquanto se movimenta também por entre as coloridas personagens desta história, com as suas alianças e traições: Layton Merriwell, general norte-americano caído em desgraça; Ferko Rincic, o único sobrevivente do massacre, e Esma Czarni, uma sedutora advogada.
CRÍTICAS
«O grande mestre do thriller jurídico.»
Daniel Silva
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Assim como John le Carré, no território dos romances de espionagem, e P. D. James, no reino da literatura policial, Scott Turow tem as qualidades para transcender o género thriller jurídico.»
Newsday

«Simultaneamente um thriller, uma exposição do direito internacional e uma investigação de um episódio terível, intenso e sério da história recente... admirável e importante.»
New York Times Book Review

«Ninguém escreve romances de mistério e suspense como Scott Turow.»
Los Angeles Times Book Review