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quarta-feira, 8 de junho de 2022

Opinião - Criada, A luta de uma mãe pela sobrevivência de Stephanie Land

 






    Stephanie Land sempre quis ser escritora. Conseguiu realizar o seu sonho e escreveu sobre a sua própria experiência de vida. A vida de uma jovem mãe, que cedo na gravidez foi abandonada pelo seu parceiro, um romance de verão. A vida de uma mãe que luta por sobreviver num país onde a desigualdade social é cada vez mais acentuada e onde trabalhar já não é suficiente para viver.

    Vendo-se a braços com um bebé recém-nascido, com os seus planos de estudar na universidade interrompidos, sem qualquer apoio da sua família mais próxima, a maioria a viver longe da sua zona de residência, Stephanie começa a trabalhar numa empresa de empregadas domésticas. Aceita o máximo de casas que consegue, tenta obter todas as ajudas estatais a que tem direito para que possa sobreviver até ao fim do mês e nada faltar à filha. Consegue ir para alguns abrigos, a maioria com más condições de salubridade, tentando sempre melhorar o interior da casa para se adequar a ela e à filha Mia.

    Num retrato duro e bastante emotivo, Stephanie relata como foi conseguindo sobreviver, muito com a ajuda social existente no EUA. Mas mostra-nos como não é de todo fácil ter acesso aos apoios sociais e como os requisitos a ter e a manter durante o tempo em que a ajuda é concedida, são extremamente rigorosos. Fiquei chocada por saber que as pessoas que beneficiam destes apoios são altamente discriminadas e apontadas na rua e nos supermercados, por exemplo, quando ela usa os chamados "food stamps", ou vales de comida que podem ser descontados.

    Gostei bastante de ler esta autobiografia e ficar a conhecer mais da realidade de um dos países mais ricos do mundo, ficar a conhecer aquilo que não se mostra nos filmes e nas séries. Uma realidade que em vários aspectos também existe por cá e certamente em muitos outros países...
Um livro que nos leva a refletir sobre o que é importante e se é num sistema assim que queremos viver. Uma história de vida que mostra como vivem os novos pobres: aqueles que trabalham longas horas e ainda assim não conseguem sobreviver e sair do limiar da pobreza. Mas é também uma história de resiliência, superação e segundas oportunidades.

Há uma série na Netflix inspirada neste livro, como o mesmo nome, que vou querer ver.


Classificação: 4/5


Agradeço à editora o envio de um exemplar.




SINOPSE

Quando Stephanie Land ficou grávida, como resultado de um romance de verão, os seus sonhos de estudar na universidade para se tornar escritora foram bruscamente interrompidos. Mãe solteira, sem estudos, sem dinheiro, sem ajudas que não as dos programas alimentares do governo dos EUA, sobreviveu e cuidou da filha a trabalhar como empregada doméstica para famílias de classes média e alta, saltando de abrigo em abrigo, de desalento em desalento.

Nesta autobiografia, que transforma numa violenta crónica social, Land escreve sobre as desesperadas histórias dos cidadãos estado-unidenses sobrecarregados e sub-remunerados, sempre abaixo de um limiar de pobreza, por mais que trabalhem, por mais que se esforcem.

Com uma escrita íntima e uma visão emotiva, Criada é também o exemplo da superação: os estudos feitos pela autora, à noite, até chegar à licenciatura e à oportunidade para reencontrar o caminho de uma vida própria.
Criada, bestseller do The New York Times, foi o livro que inspirou a série com o mesmo nome, em exibição na Netflix.

CRÍTICAS
«A desigualdade social dos Estados Unidos sob o olhar de uma mãe, um relato da luta de muitas famílias em busca de sobrevivência e um lembrete de que há dignidade em todo o tipo de trabalho.»
Barack Obama


quinta-feira, 28 de abril de 2022

Opinião - A Maldição de Lourenço Seruya

 




Neste segundo livro do autor Loureço Seruya, vamos acompanhar mais uma investigação dos inspectores Bruno Saraiva e Diana Antunes.

Com o teatro como tema de fundo, a peça A Pedra do Pecado vai estar em cena quarenta anos após a última vez. Esta peça já tinha sido apresentada duas vezes e das duas vezes houve um acontecimento trágico: nas estreias a atriz principal morreu, surgindo depois a ideia de que a peça estaria amaldiçoada.
Apresentada no Teatro da Passagem, no dia da estreia há todo um clima tenso devido à suposta maldição. A sala está com lotação esgotada e o mais temido acontece mesmo... Bruno e Diana são chamados a investigar o sucedido.

Gostei muito desta história (um pouco mais do que a anterior) e do ritmo que teve ao longo de todo o livro. A história prendeu-me desde cedo, onde os capítulos curtos e o ritmo da ação fizeram com que a leitura fosse muito rápida e viciante. Gostei do ambiente fechado e claustrofóbico do teatro que o autor conseguiu transmitir e de conhecer um pouco dos bastidores e do funcionamento do teatro. Quanto à investigação, nunca suspeitei do culpado e muito menos das suas motivações.
Ficámos a saber um pouco mais das histórias pessoais do Bruno e da Diana, espero que o autor continue a desvendar mais nos próximos livros.
O final da história deixou-me com grande expetativa para o próximo livro da dupla Bruno e Diana. Vou sofrer até saber o que se passou. Que venha o próximo!

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar e ao autor a dedicatória.




SINOPSE

A mais recente investigação do inspetor Bruno Saraiva leva-o até ao Teatro da Passagem, em Lisboa.
A Pedra do Pecado foi representada apenas duas vezes em Portugal, uma em 1977 e outra em 1982.
Foram encenadas por companhias diferentes, mas houve um acontecimento comum: em ambas as estreias morreu a atriz principal.
Apesar de essas mortes terem sido consideradas de causas naturais, surgiu a crença de que a peça estaria amaldiçoada…
Durante muito tempo nenhum encenador ousou voltar a pegar nesse texto.
Até que, quarenta anos depois, o Teatro da Passagem decide levá-la à cena novamente…
O dia da estreia chega finalmente e o ambiente é de tensão e nervosismo. Será que A Pedra do Pecado está mesmo amaldiçoada? Será que naquela estreia vai voltar a haver uma morte?

O público acorreu em massa ao Teatro da Passagem, enchendo a sala como há muito não acontecia. Nos bastidores, os atores já estão prontos a entrar em palco. O pano sobe e o espetáculo começa… Mas um deles não vai chegar vivo ao final.

sábado, 15 de janeiro de 2022

Opinião - O Homem Sem Cara de Peter May

 


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Este é o primeiro livro que leio do autor escocês Peter May, publicado inicialmente em 1981, esta é uma reedição. É um dos seus primeiros livros publicados e esta edição foi revista pelo autor. A história transporta-nos para 1979 em Bruxelas para um ambiente político em torno da então CEE.

Neil Bannerman é um jornalista que foi destacado para este cidade belga para fazer investigação política. Ficou hospedado na casa do colega Tim Slater que tem uma filha autista, Tânia, com a qual Neil estabelecer logo uma relação especial assim que se conhecem.

Poucos dias depois da sua chegada a Bruxelas, dois homens são encontrados mortos a tiro numa mansão: um deles é o Ministro de Estado britânico para a Europa e o outro é o colega Tim Slater. Rapidamente a polícia diz que se mataram um ao outro mas Neil não acredita nessa tese, até porque Tânia estava escondida na mansão e presenciou os acontecimentos. Mas devido ao seu problema não consegue contar o que viu, apenas o faz por desenhos. Vai fazer a sua própria investigação e tentar descobrir quem matou Slater e Gryffe.

Gostei bastante desta história, especialmente porque sendo passada na altura que foi a investigação policial e jornalística é feita sem qualquer recurso às novas tecnologias. Uma investigação "à moda antiga". É bom para variar um pouco. Além das referências a certos pormenores da época dos quais já nos esquecemos.

O autor deu voz ao assassino, tornando-o um dos narradores desta história o que permitiu saber desde o início o que tinha acontecido. Mas nunca perdi o interesse na trama pois nunca sabemos quem nem o que está por detrás destas mortes.

Não foi um final que deslumbrou mas gostei de toda a explicação da motivação dos crimes. Vou querer ler mais livros de Peter May.


Classificação: 3,5/5


Agradeço à editora o envio de um exemplar.




SINOPSE

Um jornalista sem medo.
Neil Bannerman, um experiente jornalista, é enviado para Bruxelas, para reportar o que espera ser, apenas, uma conspiração política. Porém, a tragédia instala-se à chegada, quando dois britânicos, um influente político e um outro jornalista, são encontrados mortos.

Uma criança sem pai.
No seu aparentemente insensível desprendimento, Bannerman vai-se aproximando de Sally, uma corajosa mulher que lhe mostra muito mais do que ele esperava saber ou encontrar, e também de Tania, uma criança autista, filha de um dos assassinados, que viu o crime escondida num armário.

O homem sem rosto.
Bannerman aventura-se numa intrigante história que parece estabelecer uma ligação entre as mortes e a investigação jornalística que o enviara para Bruxelas em primeiro lugar, enquanto um impiedoso assassino se movimenta pela cidade. Conseguirá ele proteger a criança e desmascarar o assassino ou será já demasiado tarde?

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«A obra-prima do thriller.»
Guardian

«Fortíssimo.»
The Times


segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Opinião - Nomadland Sobreviver na América no século XXI de Jessica Bruder

 





A autora Jéssica Bruder é jornalista e foi fazer um trabalho de investigação com as comunidades nómadas nos EUA. Inicialmente pretendia fazê-lo por pouco tempo, acabou por fazer trabalho de campo e acompanhar estas pessoas durante dois anos.

O resultado desse trabalho é este livro que nos mostra a realidade nua e crua dos EUA em pleno século XXI. Quando comecei a ler a história destas pessoas, na sua grande maioria, com mais de 60 anos, não quis acreditar que pessoas idosas, doentes, e idade de reforma tivessem de trabalhar para poderem comer. A maioria porque as suas pensões de reforma são miseráveis, não conseguiram manter as suas casas e a única opção que tiveram foi arranjar uma roulotte e ir à procura de trabalho pelo país fora. Trabalho esse que é precário e sazonal, o único que conseguem arranjar e que lhes tira a fome: seja na apanha da beterraba, a serem anfitriões nos parques de roulottes ou a trabalhar na Amazon.

Este livro também aborda as questões laborais no pais mais rico do mundo... E percebe-se como essa riqueza é obtida, à custa dos mais fracos, dos idosos e dos desempregados...
Uma das comunidades que a autora acompanhou acampam sazonalmente todos os anos nos parques de roulottes que existem perto dos armazéns da Amazon, no Nevada. Em torno do armazém há parques onde se pode estacionar a roulotte para os trabalhadores, também da propriedade da empresa... 
A Amazon tem um programa próprio e específico de recrutamento de idosos para trabalharem nos seus armazéns durante alguns meses do ano, quando têm picos de trabalho. Por 10/11 dólares à hora trabalham horas a fio, em turnos noturnos, onde chegam a fazer 20 km a andar dentro do enorme armazém. A Amazon tem dispensadores gratuitos de analgésicos e anti-inflamatórios para os trabalhadores tomarem, porque muitos só com medicação conseguem trabalhar...
E como se preocupam com os seus trabalhadores, até dão dicas de como preparar as roulottes para as temperaturas negativas que irão suportar, claro que com produtos que se pode comprar na Amazon! E como se prepararem fisicamente para começar a trabalhar no armazém e percorrer os vários km diários.
É à custa destas pessoas que conseguem preços mais baixos? É isto que queremos para os nossos filhos, pais e avós?  Isto é, no mínimo, chocante!

Felizmente que há sempre um lado bom nas situações más e a autora conseguiu bem demonstrar a forte comunidade que se estabelece entre estes trabalhadores nómadas. A preocupação uns com os outros, a ajuda que há, as festas e as concentrações que são realizadas em vários pontos do país.

Gostei muito de ter lido este livro e ter tido conhecimento desta triste realidade. Conhecia a existência destas comunidades nómadas mas desconhecia por completo que muitos são pessoas idosas em idade de reforma que não conseguem ter rendimentos para manter uma casa. 
Apesar de a autora se focar na história de Linda, dá-nos a conhecer histórias de outras pessoas, e é impossível não nos emocionarmos com estas histórias comoventes. Muitos pessoas com bons trabalhos e rendimentos acima da média, que por este ou outro motivo ficaram sem nada...

Um livro a não perder!

O filme baseado neste livro, com o mesmo nome, venceu o Óscar para melhor filme, melhor realizador e melhor atriz. Também venceu os Globos de Ouro e melhor filme no BAFTA 2021. Será o meu próximo filme a ver.

Classificação: 4/5


Agradeço à editora o envio de um exemplar deste livro.



SINOPSE

Numa América que parece distópica, mas é real e atual, a jornalista Jessica Bruder, na melhor tradição de um jornalismo imersivo, viveu três anos e vinte e cinco mil quilómetros em acampamentos nómadas, acompanhando empregados low-cost que, sem outra forma de subsistência, desistiram das casas tradicionais para habitar rulotes e furgonetas que transportam, de costa a costa e do México à fronteira com o Canadá, na obsessiva busca de um pagamento quase mendigado.

Bruder, num estilo que oscila subtilmente entre o rigor jornalístico e a emoção literária, contorce de forma dolorosa os tradicionais conceitos de comunidade e família e eterniza uma viagem pela alma dos Estados Unidos do século XXI. São as histórias comoventes, e destemidas, de antigos professores, gerentes, empregados de mesa e de quem mais possa imaginar-se, todos à procura de um sonho americano que tiveram e perderam sem perceber onde nem como.

Nomadland foi a inspiração para o filme de Chloe Zhao que venceu os Óscares de Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Atriz (Frances McDormand).


quinta-feira, 26 de agosto de 2021

Opinião - Refém de Clare Mackintosh

 




Neste quarto livro que leio da autora, vamos conhecer Mina, o marido Adam e a filha Sophia. Após várias tentativas falhadas de engravidar, o casal decidiu adotar Sophia mas a menina, agora com 5 anos, sofre de um síndroma.

Mina é hospedeira e vai ser inaugurado o primeiro voo sem escalas Londres - Sydney, com a duração de 20 horas. Ela está com muita vontade de fazer este voo e acaba por trocar com um colega. Adam é polícia e como também trabalha por turnos, o casal recorre aos serviços de uma babysitter, a Katya, para ficar com a filha quando é necessário. Sendo o livro narrado alternadamente pela Mina e pelo Adam, vamos perceber que o casamento deles não está bem, tendo inclusivamente levado a que a babysitter se tenha despedido. Mina acredita que Adam se envolveu com a Katya e parte para o seu voo com este problema na sua mente.

Poucas horas depois de ter levantado voo, Mina recebe um bilhete, onde lhe é pedido para fazer alguém entrar no cockpit do avião, caso contrário a vida de Sophia corre perigo. A partir daqui começa toda a tensão e suspense desta história. Mina vai ter de lidar com esta situação e com a ameaça que pende sobre a vida da filha.

Gostei muito desta trama, cheia de suspense e tensão, numa ambiente altamente claustrofóbico. Apesar de o início ter sido um pouco mais lento, pois focou-se muito nas questões familiares de Mina, não estragou o ritmo da narrativa. A tensão que se sente e que me deixou nervosa foi tanto no avião como em Londres, como o que se ia passando na casa de Mina com o marido e a filha. 

Gostei do facto de a autora nos ir apresentando ao longo da história alguns dos 353 passageiros do Boeing 777. Abordou também um tema muito pertinente e importante, o da poluição e alterações climatéricas, que me levaram a refletir um pouco sobre o assunto.

O que dizer do final? Vários twists mesmo no fim da história que me surpreenderam muito. Apenas achei que houve dois acontecimentos que achei pouco verossímeis e por isso não consigo que a minha classificação chegue às 5 estrelas.

Sem dúvida uma ótima recomendação de leitura para quem gosta de thrillers.

Classificação: 4/5


Agradeço à editora o envio de um exemplar.


SINOPSE

Aperta o cinto… poderás sentir alguma turbulência

Um thriller claustrofóbico que te transporta até um voo arrepiante de vinte horas, sem escalas, de Londres a Sydney.

Mina está a tentar concentrar-se no seu trabalho como hospedeira de bordo em vez de pensar nos problemas da sua filha de cinco anos ou nas fissuras do seu casamento. Mas, assim que o avião se encontra a quilómetros de altitude, Mina recebe uma nota arrepiante de um passageiro anónimo. Alguém com a intenção de garantir que o avião nunca chegue ao seu destino. Alguém que precisa da colaboração de Mina e sabe exatamente como fazê-la obedecer.

Restam vinte horas para aterrar no destino. Muita coisa pode acontecer em vinte horas.

CRÍTICAS
«Um thriller arrepiante.»
Shari Lapena

«É como assistir a um filme de ação.»
Lisa Jewell

quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Novidade - O Segredo de Wuhan de Luís Corredoura

 




SINOPSE

Uma pandemia tomou conta do planeta. No entanto, o que condicionou a vida de biliões de pessoas é o resultado de uma ideia antiga, a consubstanciação de um plano megalómano e delirante engendrado por um dos mais conhecidos e implacáveis líderes políticos do século XX.

Ciente do perigo, Yan Weng-Li, uma virologista com ascendência portuguesa que trabalha para o regime de Pequim numas instalações secretas existentes em Wuhan, decide desertar e pedir asilo. No entanto, terá primeiramente de convencer Washington de que a China está a fazer uso de uma arma biológica para provocar o caos na economia mundial com o intuito de se tornar na sua principal potência.

Recorrendo a António Norte, conceituado jornalista, e a Rebecca Clark, uma vedeta televisiva com sérias pretensões políticas, para denunciar o que há mais de um século terá também estado na origem da gripe espanhola, logrará esta dissidente provar tudo quanto sabe e evitar que a China tome definitivamente conta do mundo, tal como era o sonho de Mao Tsé-Tung? E qual o papel das grandes farmacêuticas no meio de toda esta intriga? Será que a saúde das pessoas é apenas um negócio como outro qualquer? Quanto vale uma vida?

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Opinião - Heartstopper: Volume 2 O nosso segredo de Alice Oseman

 




O segundo volume de Heartstopper, O Nosso Segredo, não desiludiu!

Neste livro vamos assistir ao evoluir da amizade de Nick e Charlie. Enquanto Charlie tem a certeza da sua homossexualidade, Nick continua sem saber muito bem definir a sua sexualidade e está cada vez mais confuso.

Não me vou alongar mais na história para quem ainda não leu o primeiro volume não perder o encanto quando o ler.
Mais uma vez a autora conseguiu escrever a continuação desta história de uma forma envolvente e ternurenta. Aborda novamente a questão do bullying em ambiente escolar mas também vamos conhecer melhor a relação que Nick tem com a mãe. E se gostei da clareza, sabedoria e amor desta mãe!

O grande foco deste volume é no caminho que Nick vai percorrer na descoberta dos seus sentimentos, contando com a ajuda de Charlie e de alguns amigos. A arte mantém a sua simplicidade e a sua expressividade que tão bem completa a história. Tudo nestes livros é abordado de forma simples e descomplicada, tornando estes livros tão importantes para desmitificar a homossexualidade. 
É impossível não gostar destes dois miúdos e ficar conquistada com esta história!


Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar deste livro.
SINOPSE

Nick e Charlie são melhores amigos. Nick sabe que Charlie é gay, e Charlie tem a certeza de que Nick não o é.
Mas um beijo espontâneo muda tudo: Charlie pensa que cometeu um erro terrível e Nick está mais confuso do que nunca... Mas o amor funciona de maneiras surpreendentes e Nick começa a ver o mundo de uma nova maneira, descobrindo uma série de coisas... especialmente, sobre si próprio.
Este é o segundo volume Heartstopper, a banda desenhada premiada (Goodreads Choice Awards 2020) de Alice Oseman



segunda-feira, 12 de julho de 2021

Opinião - A Ilha Sagrada de L.J Ross

 





Este é primeiro livro da série do detetive Ryan que já conta com 18 obras. Foi um livro inicialmente publicado em regime de self-publish, e, ao contrário do que geralmente se pensa, não é pode ser uma edição de autor que não é um bom livro. E a prova disso é que alcançou o n.º 1 da Amazon e a série já vendeu mais de 4 milhões de cópias.

Vamos ser transportados para a Ilha Sagrada, localizada na costa nordeste de Inglaterra, um cenário real, também conhecido por Lindisfarne e que é acessível por carro quando a maré está baixa. Um pequena ilha com apenas 200 habitantes.
Na véspera de Natal a jovem Lucy Mathieson é encontrada morta, num cenário macabro, nas ruínas do mosteiro de Lindisfarne com sinais de ter sido um sacrifício ritual.

O detetive Ryan é forçado a regressar ao trabalho mais cedo do que o previsto, após uma licença. Ele estava a recuperar de um caso policial que o deixou devastado e escolheu precisamente a ilha para se afastar e tentar recompor-se.

A Dra. Anna Taylor é chamada como consultora para ajudar nas investigações devido à sua formação e conhecimento aprofundado em rituais e tradições pagãs. Ela é originária da ilha, mas também ela tem um passado traumático que a levou a sair da ilha e procurar reiniciar a sua vida noutro sítio.

O detetive Ryan e a Dra. Anna vão, em conjunto, tentar descortinar que foi o assassino de Lucy mas inicialmente a relação entre os dois não foi muito amigável. Porém, ambos têm um passado semelhante de sofrimento que os poderá aproximar.

A narrativa desenrola-se neste cenário fechado deste ilha, onde todos se conhecem mas onde parece que uma aura misteriosa em volta da ilha e os seus habitantes. Uma história cheia de segredos, mistério e suspense que aborda várias questões como a religião e o culto, havendo também várias referências a marcos históricos religiosos.
Gostei bastante deste livro que me prendeu à sua história, e cuja leitura se tornou viciante. A história do detetive Ryan e o passado da Dra. Anna na ilha também me deixou muito curiosa, ao ir sendo revelado aos poucos no decorrer da trama. São bastantes as personagens o que faz como que haja vários suspeitos da morte de Lucy. Confesso que desconfiei de várias pessoas à medida que ia lendo mas fui surpreendida pela revelação final. É um final que me deixa com muita vontade de ler o próximo livro da série.

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.




SINOPSE

Após ser forçado a tirar uma licença sabática, o detetive inspetor-chefe Ryan refugia-se na Ilha Sagrada, na costa nordeste de Inglaterra, para recuperar de um caso policial que o atormentou.
Contudo, poucos dias antes do Natal, o detetive é forçado a regressar ao mundo tenebroso do crime quando uma jovem é encontrada morta nas ruínas do mosteiro de Lindisfarne, tudo levando a crer ser um sacrifício ritual.
A Dra. Anna Taylor regressa à Ilha Sagrada, sua terra natal, como consultora criminal e as memórias atormentam-na, fazendo-a confrontar-se com o seu passado traumático. Anna e Ryan trabalham em conjunto para caçarem um assassino que se esconde à vista de todos, enquanto rituais pagãos e a vida comunitária turvam as águas da sua investigação.

A Ilha Sagrada é o primeiro livro da série do detetive Ryan, uma coleção que já conta com 18 títulos e que invariavelmente ocupa os lugares do top de vendas com mais de 4 milhões de exemplares vendidos.


quinta-feira, 24 de junho de 2021

Opinião - O que Dizer das Flores de Maria Isaac

 




Depois de ter lido e gostado muito de Onde Cantam os Grilos, não podia deixar de ler este novo livro de Maria Isaac.

Com um cenário semelhante, esta história remete-nos para um vila rural tipicamente portuguesa, Mont-o-Ver, onde a autoestrada fez desviar o caminho dos seus visitantes, tornando este lugar pacato e com pouco movimento. Facilmente identificamos e conhecemos algum lugar como este onde todos se conhecem e tudo, ou quase tudo, se sabe, onde o café, a farmácia, a mercearia e também a Igreja têm um papel essencial na vida destas gentes. Um lugar onde tudo se faz para manter as aparências e fazer o que é o correto, e quando há alguém ou alguma coisa que saia do que é considerado "normal", é olhado de lado.

Pois esta é uma história rica em personagens, quer pelo seu número, quer pelas suas características. Se no início senti-me um pouco confusa com tantas, facilmente consegui acompanhar e ligá-las entre si. Uma história sobre pessoas, famílias, encontros e desencontros, amor, amizade, solidão e sobre segundas oportunidades cheia de mistério e segredos que prendem o leitor a este enredo.
Sob este vila paira um mistério de um grande incêndio, 10 anos antes, com consequências trágicas, ficando algumas pontas soltas, nunca tendo ficado bem explicado. Este acontecimento volta a estar na ordem do dia quando o responsável pelo incêndio foge da prisão...

Gostei muito de ler este livro, conhecer estas personagens tão reais, voltar a encontrar o Formiga e da escrita da autora, que nos envolve de uma forma muito terna e aconchegante e que nos consegue transportar para Mont-o-Ver e sentir o que aquele lugar é. Personagens que facilmente conseguimos sentir empatia e até nos emocionar com as suas histórias de vida.

Tentei, o livro todo, descobrir quem era o narrador e foi uma surpresa muito agradável quando foi feita a revelação. Deu um toque mágico à história!

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.



SINOPSE

Bem-vindo a Mont-o-Ver!
Português que se ponha a caminho da montanha, no inverno, ou da praia, no verão, é certo passar por esta planície de canaviais; mais certo ainda, nem dar por ela. A velha linha férrea passa-lhe ao lado e os comboios já nem sequer abrandam por aqui. Em tanto espaço igual, esta é paisagem fácil de se perder.

Pois permitam que vos apresente os ilustres da vila.
O padre Elias Froes, o homem santo que tem por hábito gastar tempo a pensar no mundo, raramente em si próprio. Guarda segredos que mais ninguém sabe.
Catalina Barbosa, aventureira e contestatária. Menina bem-comportada apenas aos domingos, quando a avó a amordaça dentro de um vestido bonito para ir à missa.
Rosa Duque, a mulher que, em tempos, teve tudo para ser feliz. Foi vencida por um coração partido e resgatada por uma flor.
Zé Mau, o terror na vida das crianças. Os irmãos Mondego, os vilões nas histórias dos adultos.
Este vilarejo pode até ser pequeno e parado, mas está cheio de gente atrapalhada com muita vida para esconder.

Descubram comigo o que aconteceu, afinal, na noite do grande incêndio de há uma década e quem são os verdadeiros heróis desta nossa história pitoresca, temperada com os habituais mal-entendidos.
Bem-vindo a Mont-o-Ver!


domingo, 30 de maio de 2021

Opinião - A Mão que Mata de Lourenço Seruya

 





Este é o primeiro livro do autor Lourenço Seruya. Após os vários teasers publicados pela Cultura Editora, fiquei logo com muita vontade de ler esta obra de estreia.

A história desenvolve-se em Sintra, na casa da família Ávila. Após a morte do patriarca Henrique, os três filhos, Alexandre, António e Madalena decidem reunir-se durante um fim de semana para discutir a partilha dos bens. A mãe já tinha falecido uns anos antes mas a sua irmã, a Tia Manuela é também convidada a participar neste reunião familiar.

Um dia de manhã, ao acordarem, encontram a Tia Manuela morta na sala de estar onde todos estiveram na noite anterior. E é aqui que se inicia verdadeiramente este thriller. 

Vamos conhecer o Inspetor Bruno e o Inspetor Rodrigues da Policia Judiciária que ficaram responsáveis pela investigação desta morte. O jovem Inspetor Bruno é bastante perspicaz e sempre com muitos "feelings" quanto à direção que a investigação deve ter.

Foi uma leitura que gostei muito de fazer, que se lê muito rapidamente porque os capítulos são curtos e a narrativa consegue sempre manter o interesse do leitor. A par da história principal, vamos também conhecer a vida do Inspetor Bruno, que também está envolta em algum mistério. É uma história viciante e envolvente, de leitura fácil, com várias personagens interessantes e bem construídas. Gostei bastante das referências à cidade de Sintra. 

Todo o cenário é centrado quase exclusivamente neste ambiente fechado da mansão da família, onde todos são suspeitos. Começamos logo a suspeitar de um, depois de outro, e confesso que apenas quase no final da história é que percebi quem era a mão que mata. 

Dou os meus sinceros parabéns ao autor pela sua primeira obra!
A última página do livro fez-me querer ler já o próximo! Fico a aguardar ansiosamente.

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar e ao autor pelas simpáticas palavras da dedicatória.
Leitura conjunta do Clube Livros pelas Barbas.

SINOPSE

Numa fria manhã de inverno, é encontrado um cadáver numa mansão na Serra de Sintra.
A família Ávila estava aí reunida para formalizar as partilhas patrimoniais, na sequência do falecimento do patriarca e jamais imaginava que o processo seria interrompido daquela forma.
O Inspetor Bruno Saraiva e a sua brigada da PJ são chamados a investigar, deparando-se com um caso peculiar: a vítima não era propriamente adorada pelos familiares, mas também ninguém tinha motivos para a querer morta. Terá o homicídio resultado de um assalto?

As opiniões dividem-se e a família Ávila não parece muito disposta a colaborar com a polícia.
Até que é encontrado um segundo cadáver na mansão…

Bruno Saraiva não tem dúvidas que o assassino está naquela casa, mas não tem ninguém que o apoie nesta teoria. Sem provas concretas que sustentem a sua crença, o Inspetor faz uma viagem-relâmpago a uma aldeia do Norte. Aí, toma conhecimento de uma informação que o põe no encalço do assassino: alguém que está disposto a tudo para esconder um terrível segredo.


segunda-feira, 17 de maio de 2021

Opinião - Arsène Lupin - Cavalheiro Ladrão de Maurice Leblanc

 





Depois de ter visto a primeira temporada da série baseada nesta personagem de Maurice Leblanc, fiquei muito curiosa por conhecer as obras que lhe deram origem.

Arsène Lupin é cavalheiro ladrão: através da sua inteligência, astucia e perspicácia consegue enganar qualquer um. Neste livro que nos transporta para Paris no início do século XX, vamos conhecer o "modus operandi" das suas tramoias. Capaz de, fácil e rapidamente se transformar em qualquer um, cheio de artifícios e artimanhas, é também uma figura divertida.

Conhecido por toda a França, o autor conta-nos alguns episódios da vida deste ladrão suis generis em pequenas histórias. A minha favorita foi a última, Herlock Sholmès Chega Demasiado Tarde, onde Arsène Lupin teve um encontro com Herlock Sholmès, o famoso detetive. O livro termina com a promessa de que os dois se irão encontrar brevemente.

Um livro que gostei muito de ler, com uma escrita simples, apesar da época em que foi escrito, o autor consegue prender o leitor com estas aventuras deste mestre do disfarce. Com algumas passagens que me fizeram rir, outras que me surpreenderam, uma leitura repleta de intriga que recomendo sem reservas aos apreciadores do género.

Vou certamente querer ler mais sobre esta personagem tão carismática.

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.

 SINOPSE

Ousado, sedutor e divertido, Arsène Lupin é o criminoso ladrão mais famoso do início do século XX. Responsável por uma série de crimes misteriosos em França, o anti-herói mantém um código de honra muito próprio: atormenta os seus oponentes, ridiculariza a burguesia e ajuda os mais fracos. Um Robin Hood muito francês, portanto. Não se leva muito a sério, a sua arma mais mortífera é a perspicácia e não é um aristocrata que se aclama como anarquista, mas sim um anarquista que vive como aristocrata.

Encarado como a irónica resposta francesa a Sherlock Holmes, este é o primeiro livro de uma série de vinte títulos empolgantes que Maurice Leblanc dedicou a Lupin, uma das personagens mais marcantes do policial de sempre.


sábado, 1 de maio de 2021

Novidade de Maio - O que Dizer das Flores, Maria Isaac

 

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O Que Dizer das Flores


Novo livro da autora portuguesa @maria_isaac_pt

Com data de lançamento marcado para dia 𝟮𝟬 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼, já em pré-venda!

O Livros e Papel foi um dos blogs escolhidos para divulgar a capa deste novo livro. Obrigada @culturaeditora

O que acharam desta capa?


𝗦𝗜𝗡𝗢𝗣𝗦𝗘:

BEM-VINDO A MONT-O-VER!

Português que se ponha a caminho da montanha, no inverno, ou da praia, no verão, é certo passar por esta planície de canaviais; mais certo ainda, é nem dar por ela. A velha via-férrea passa-lhe ao lado e os comboios já nem sequer abrandam por aqui. Em tanto espaço igual, esta é paisagem fácil de se perder.

Pois permitam que vos apresente os ilustres da vila.

O padre Elias Froes, o homem santo que tem por hábito gastar tempo a pensar no mundo, raramente em si próprio. Guarda segredos que mais ninguém sabe.

Catalina Barbosa, aventureira e contestatária. Menina bem-comportada apenas aos domingos, quando a avó a amordaça dentro de um vestido bonito para ir à missa.

Rosa Duque, a mulher que, em tempos, teve tudo para ser feliz. Foi vencida por um coração partido e resgatada por uma flor.

Zé Mau, o terror na vida das crianças. Os irmãos Mondego, os vilões nas histórias dos adultos.

Este vilarejo pode até ser pequeno e parado, mas está cheio de gente atrapalhada com muita vida para esconder.

Descubram comigo o que aconteceu, afinal, na noite do grande incêndio uma década antes e quem são os verdadeiros heróis desta nossa história pitoresca, temperada com os habituais mal-entendidos.

Bem-vindo a Mont-o-Ver!


quarta-feira, 7 de abril de 2021

Opinião - Segredo Mortal de Bruno M. Franco

 



Depois de vários teasers publicados no Instagram do autor e da editora, foi impossível ficar indiferente a este novo livro do Bruno Franco. 

A história começa na véspera de Natal quando ocorre um violento temporal, causando grandes inundações mas apenas na cidade de Lisboa, ficando conhecido como o Desastre de Lisboa. Houve centenas de mortes e muitas casas e edifícios destruídos...

Alguns meses depois, Leonardo Rosa e Marta Mateus, dois investigadores da PJ, foram chamados para intervir na investigação da descoberta de um "corpo" numa praia da Fonte da Telha. Rapidamente percebem estar perante um assassinato em série.

Paralelamente a esta investigação, vamos conhecer Carlos que, após uma saída com os amigos para comemorar o fim da sua licenciatura, acorda para descobrir que é acusado de ter morto dois agentes da PSP, sem que ele se recorde do que aconteceu...

Bom, o que poderão todas estas história ter a ver umas com as outras? É isso que vamos descobrir!

Gostei bastante desta leitura primeiro porque tem capítulos curtos; é narrada a três vozes: pelo Carlos, pelo Leonardo e pelo assassino em série; é uma narrativa onde está sempre alguma coisa a acontecer. Tem realmente um ritmo muito rápido e a história prendeu-me logo nos primeiros capítulos. Gostei também das várias explicações que são dadas aos longo do livro sobre os assuntos abordados na história.

Um história bem construída onde todos os pedacinhos de informação se vão encaixando com toda a perícia até ao seu desfecho.

Li este livro sempre com grande curiosidade no que viria a seguir. Por tudo isto, não posso deixar de recomendar esta história a quem gosta de um bom thriller, cheio de suspense, com muitas surpresas e reviravoltas.

Muitos parabéns Bruno pelo livro! Agradeço à Cultura Editora por continuar a apostar em jovens autores portugueses! 

Fiquei fã do Leonardo e da Marta, espero que esta dupla apareça em próximos livros. 


Classificação: 4/5


Obrigada à editora pelo envio de um exemplar e ao Bruno Franco pelo autografo com dedicatória.

SINOPSE

Na véspera de Natal, cheias massivas submergem o centro de Lisboa, causando danos incalculáveis e centenas de mortes. Designada por Desastre de Lisboa, a catástrofe é atribuída ao aquecimento global. Mas terá resultado realmente das alterações climáticas?
Um cenário aterrador é descoberto numa praia. Chamados a intervir, Leonardo Rosa e Marta Mateus, inspetores da Polícia Judiciária, deparam-se com a mais tortuosa perversidade: Um puzzle humano.
Iniciando uma caça ao homem, descobrem o perfil de um assassino, perigoso e inteligente, que desafia as capacidades dos inspetores. Assombrado pelos seus próprios fantasmas, Leonardo Rosa terá de ultrapassar barreiras para conseguir chegar à verdade: A descoberta de um segredo incrível.

Entretanto, um jovem recém-licenciado é acusado de dois crimes que ele jura não ter cometido. Encurralado, decide fugir e provar a sua inocência, mas logo se envolve numa teia de acontecimentos que o leva a uma conclusão terrível: Matar é a única forma de sobreviver. Em busca de justiça e da verdade, vários acontecimentos sangrentos levam os inspetores e o jovem a embrenharem-se na maior conspiração de todas. Conseguirão sair dela vivos?


sexta-feira, 19 de março de 2021

Opinião - A Nova Índia, Iris Bravo

 




Este novo livro da autora Iris Bravo é a continuação do seu livro de estreia, A Terceira Índia.

A história centra-se na nossa protagonista, a Sofia que, após uma separação repentina do marido Ricardo vai para Moçambique dar aulas, em substituição de uma amiga. Lá conheceu Alex, um homem que a fez esquecer o ex-marido Ricardo. Após uns acontecimentos inesperados e complicados regressa a Portugal, sabendo que está grávida de Alex.. Aqui termina o primeiro livro.

Neste segundo livro, ao chegar a Portugal, Ricardo está à espera de Sofia no aeroporto, arrependido daquilo que fez que originou a separação. Mas Sofia agora vai ter de lhe dizer que está grávida, de outro homem...

Não me alongando na sinopse e não querendo revelar muito, neste livro encontramos uma Sofia mais madura e mais ponderada mas também mais corajosa. Vamos acompanhar a sua gravidez, que foi totalmente inesperada, devido aos problemas de infertilidade que tinha tido durante o casamento com Ricardo.

Li este livro em dois dias tal era a ansiedade que tinha para saber como ia terminar a história de Sofia e do seu bebé. Foi uma leitura altamente viciante: com uma escrita simples e fluída, capítulos curtos, narrada a várias vozes e com algumas revelações pelo meio. Um romance com uma pitada de suspense e mistério que em alguns momentos de deixou com uma lágrima no olho...

Gostei um pouco mais do primeiro livro porque gostei de conhecer o background das personagens e achei que me envolvi mais na história por me ter identificado com o passado da Sofia. Este livro é mais intimo, conhecemos mais a fundo a personalidade de Sofia, as suas dúvidas e receios e também as suas escolhas de vida. Notou-se ainda o cunho médico da autora, não para falar de infertilidade como no primeiro livro mas de outro assunto relacionado com a gravidez. Gostei da parte final do livro onde as mulheres da família de Sofia (as Índias) têm um papel mais destacado.

Não me vou pronunciar sobre o final da história porque qualquer coisa que direi irá dar pistas sobre a escolha da Sofia. Por isso digo apenas que no fim o amor venceu e é isso que importa!

Para quem gosta de romances leves e altamente viciantes mas que abordam questões importantes, estes dois livros são, sem dúvida, uma ótima escolha.

Parabéns à Íris Bravo! 
Tenho orgulho nos novos autores portugueses!
Fico à aguardar um próximo livro.

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.



SINOPSE

Sofia assinou um acordo de divórcio e partiu para Moçambique.
Disposta a viver aventuras e sem saber que continuava casada, envolveu-se com Alex, que lhe revelou os seus segredos e por que não queria ter filhos. Foi por isso que quando ela descobriu que estava grávida, regressou a Portugal sem lhe contar.
Assim que aterra em Lisboa, o seu marido Ricardo espera-a, arrependido de a ter magoado e decidido a tudo para a reconquistar.
Quando os seus olhos a fitaram, o seu coração parou. «E agora?»

Dividida entre quem acreditava ser o homem da sua vida e um grande amor, a Terceira Índia terá de criar o seu futuro e enfrentar novas ameaças, que irão testar a sua coragem e levá-la aos seus limites.


segunda-feira, 1 de março de 2021

Novidade de Março - A Nova Índia de Iris Bravo

 


Pré-venda de 1 a 10 de março

Data de lançamento: 11 de março


A continuação da história de Sofia, que conhecemos em A Terceira Índia, já está em pré-venda a partir de hoje, com lançamento marcado para dia 11 de março.

O Livros e Papel foi um dos blogs escolhidos para divulgar a capa do novo livro, A Nova Índia.


SINOPSE:

O AGUARDADO DESENLACE DO ROMANCE QUE APAIXONOU MILHARES DE LEITORES

 Sofia assinou um acordo de divórcio e partiu para Moçambique.

 Disposta a viver aventuras e sem saber que continuava casada, envolveu-se com Alex, que lhe revelou os seus segredos e por que não queria ter filhos. Foi por isso que quando ela descobriu que estava grávida, regressou a Portugal sem lhe contar.

 Assim que aterra em Lisboa, o seu marido Ricardo espera-a, arrependido de a ter magoado e decidido a tudo para a reconquistar.

 Quando os seus olhos a fitaram, o seu coração parou. «E agora?»

 Dividida entre quem acreditava ser o homem da sua vida e um grande amor, a Terceira Índia terá de criar o seu futuro e enfrentar novas ameaças, que irão testar a sua coragem e levá-la aos seus limites

 

Tenho uma surpresa para ti!

Se usares o meu código de desconto LIVROSEPAPEL no site da Cultura Editora, o valor dos portes (3,50€) será gratuito durante a pré-venda de «A Nova Índia», de 1 a 10 de março