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terça-feira, 10 de outubro de 2017

Opinião - Menina boa, Menina Má, Ali Land


Ali Land estreou-se com uma história forte, intensa e perturbadora. Trabalhou como enfermeira de saúde mental infantil e adolescente durante 10 anos, o que lhe deu bastante conhecimento para escrever este livro.

Annie, de 15 anos, denuncia às autoridades a mãe, pelo assassinato em série de 9 crianças. A história começa com Annie a ir viver com uma família de acolhimento enquanto a mãe está presa a aguardar o julgamento. Mudam-lhe o nome para Milly e poucas pessoas sabem a sua verdadeira história.

Assim que se instala na sua nova casa, a filha do casal, Phoebe desaprova a presença de Milly, no fundo sente ciumes pois o pai, Mike, é também o psicólogo de Milly e passam muito tempo juntos em sessões de terapia. A Milly tem de se preparar para depor como única testemunha no julgamento da mãe.

Milly acaba por ser vítima de bullying por parte de Phoebe e suas amigas, a Milly sente-se muitas vezes tentada a ser uma menina má, afinal de contas, sabia como sê-lo, tinha tido uma boa professora.

Ao longo do livro vamos sabendo mais da vida de Milly, do que sofreu nas mãos da mãe, do que viu a mãe fazer através das sessões que tinha com Mike.

Há relatos difíceis de ler, ainda para mais sendo mãe de duas crianças com idades próximas das vítimas da mãe de Milly. É difícil ler por que esta menina passou durante 10 anos...

Mas no decorrer da história a autora consegue deixar a sensação de dúvida se Milly é uma menina boa ou uma menina má...

Apesar de ser uma história intensa e perturbadora foi um livro que me cativou logo de início. E a autora consegui sempre manter-me interessada no final da trama.

Classificação: 4/5

SINOPSE
Quando Annie, 15 anos, entrega a sua mãe à polícia espera um novo começo de vida — mas será que podemos realmente escapar ao nosso passado? A mãe de Annie é uma assassina em série. Annie ama a sua mãe, mas a única maneira que tem de a fazer parar é entregá-la à polícia. Com uma nova família de acolhimento e um novo nome — Milly —, espera um novo começo. Agora pode ser quem quer. Mas, com o julgamento da mãe à porta, os segredos do passado de Milly não vão deixá-la dormir… Quando a tensão sobe, Milly vai ter de decidir: será uma menina boa? Ou uma menina má? Porque a mãe de Milly é uma assassina em série. E ela é sangue do seu sangue.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Opinião - Jardim das Borboletas, Dot Hutchison



Este livro atraiu-me pelo seu lado sinistro e macabro.
A história é contada do presente para o passado, Maya, uma das raparigas mantidas em cativeiro no jardim das borboletas conta a dois polícias a sua história e das outras meninas, as borboletas, após o seu resgate.

Mantidas presas por vários anos, foram sujeitas as vários tipos de abuso pelo homem a quem chamavam de jardineiro. Maya é narradora desta história triste, macabra e revoltante. E conta detalhadamente aquilo que lhe aconteceu e via acontecer no jardim.
Confesso que no início da história desconfiei se a Maya não estaria a mentir no seu depoimento e se não seria cúmplice do jardineiro.
Só no final do livro é que entendemos o que permitiu a libertação destas raparigas.

Eu gostei bastante do livro apesar de ter descrições perturbadoras mas gostei de todo o enredo. A autora estreou-se com um livro denso mas bastante original, onde apesar de tudo, o amor é peça fundamental.


Classificação: 4/5



Sinopse
Perto de uma mansão isolada, encontra-se um jardim com flores exuberantes, árvores frondosas e... uma coleção de preciosas borboletas.
Jovens mulheres sequestradas e tatuadas para se parecerem comesses belos insectos.
Quando o jardim é descoberto pela Polícia, Maya, uma das vítimas, ainda se encontra em choque e o seu relato está cheio de fragmentos de episódios arrepiantes, no limite da credibilidade.
O que esconderão as suas meias palavras?
 

sábado, 7 de outubro de 2017

Opinião - O Castelo de Vidro, Jeanette Walls



Quando este livro saiu, ouvi logo críticas muito boas. Geralmente livros autobiográficos não são a minha leitura preferida mas decidi lê-lo pois a sua classificação e criticas eram muito favoráveis.

Este livro relata a infância e adolescência da autora e jornalista Jeanette Walls. Filha de uma mãe artista, de um pai alcoólico, a vida desta família foi bastante diferente do convencional. O pai tinha um sonho de construir um castelo de vidro mas esse sonho foi sendo sempre adiado...


Viveram em muitos locais, sempre a viver para o hoje e amanhã logo se via. Os filhos tiveram de apreender a se desenrascarem sozinhos, muitas vezes sem comida na mesa. Viveram com base na lei da selva, cada um por si. Muitas vezes os interesses e as vontades dos pais prevaleceram em relação às necessidades dos filhos. Eram contra as regras impostas pela sociedade, viviam como queriam, faziam o que lhes apetecia naquele momento, sem nunca pensarem nos quatro filhos.


A autora foi bastante corajosa em contar a sua história de vida. Apesar de ser uma história triste, houve momentos em que consegui rir, de tão ridícula que a situação era. Acredito que no fundo os pais amavam os seus filhos mas é um amor diferente do que se espera que os pais tenham pelos filhos, um amor nada convencional.

A escrita é muito fluída e simples e o livro está muito bem escrito mas nota-se um distanciamento emocional da autora quanto à sua própria história.
Estou muito curiosa com o filme que vai estrear ainda este mês de outubro. Deixo aqui o trailer para vos deixar com água na boca.

Classificação: 5/5.





SINOPSE
O Castelo de Vidro é a história extraordinária de uma família profundamente disfuncional e tremendamente vibrante. 
São uma família nómada. Vivem aqui e ali e sobrevivem como podem. 
É uma história cheia de amor de uma família que se ama, mas que também se abandona, que é leal e dececionante ao mesmo tempo.
É uma daquelas leituras que nos mudam para sempre.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Opinião - O Último Amanhã, Adam Croft



A sinopse deste livro cativou-me assim que a li.
O livro é narrado por Nick e pela mulher, Tasha, alternadamente em capítulos curtos o que leva a uma leitura bastante rápida e cativante.
A filha de ambos com 5 anos de idade desaparece e Nick recebe uma mensagem: " A Ellie está bem. Pode tê-la de volta depois de matar a sua mulher."
Uma história intrigante, bastante emotiva, onde se falar muito de amor, amor pelo cônjuge, amor pelos filhos, o que se faz pelos outros, quais os limites de cada um de nós.
A escrita é clara, simples por isso de fácil leitura. Há muito suspense e tensão, alguns segredos do passado são revelados, tudo ingredientes que me fizeram gostar muito do livro.
Ao longo da história parece que "tomei partido" do pai, Nick, mas o final surpreendeu-me, não o teria adivinhado.

Classificação: 4,5/5


SINOPSE
Só quando Nick põe a filha na cadeirinha do carro é que percebe - esqueceu-se de trazer o desenho que ela tanto queria levar para a escola. Volta para casa numa correria, já está atrasado, deixa a miúda com o cinto de segurança posto, tranca o veículo, ou pelo menos pensa que sim. Procura o raio do desenho, encontra-o, regressa… Mas é tarde demais. No espaço de alguns minutos (ou terão sido segundos?), Nick vê a sua vida desabar. A menina, de cinco anos, não está no carro. Nem no carro, nem em lado nenhum.

Em capítulos alternados, narrados ou por Nick ou pela sua mulher Tasha, entramos na intimidade deste casal que vive nos arredores de Londres. Ele, escritor, pacato, meio distraído, ela mulher de negócios a fazer pela vida na City. Descobrimos o que os separa, mas também o que os une: o amor infinito por Ellie, uma menina muito especial.
E apercebemo-nos, crescentemente chocados, de que talvez haja um lado muito sombrio no passado de Nick, que justifique a mensagem que ele um dia recebe: 
A Ellie está bem. Pode tê-la de volta depois de matar a sua mulher. 

O Último Amanhã, originalmente publicado numa edição de autor, tornou-se rapidamente num dos livros mais vendidos em Inglaterra - e valeu ao autor, Adam Croft, um chorudo contrato com a Amazon. Thriller perturbante, que apaixonou milhares de leitores, retrata de forma aflitiva a inquietação permanente da vida moderna - e a suspeita de que todos nós escondemos segredos do passado.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Opinião - O Guardião dos Objectos Perdidos, Ruth Hogan



Este livro conquistou-me primeiro pela capa. Assim que o vi, apaixonei-me pela capa, fui ler a sinopse e agradou-me.
É o primeiro livro da autora Ruth Hogan e conta duas histórias alternadamente, uma contada por Laura sobre o seu patrão Anthony Peardew, escritor que durante a sua vida recolhia tudo o que encontrava perdido na rua, etiquetava com a data e o local. Quando faleceu, pediu a Laura para encontrar os donos e devolver-lhe os objectos perdidos.
A outra história é contada por Eunice, uma história de amor que só no final percebemos a sua função neste livro.

Pelo livro são-nos apresentados outras personagens, algumas especiais.

A escrita da autora é simples e de fácil leitura, é um livro cativante com uma história diferente e onde são abordados assuntos como o Sindrome de Down e o Alzheimer.
Gostei muito!

Classificação: 4/5 

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Novos Livros Na Estante


Dunkirk - Dunquerque

Em 1940, no porto francês de Dunquerque, mais de 300 mil soldados Aliados, cercados pelo exército nazi, foram resgatados em condições dramáticas, numa evacuação marítima extraordinária. A história verídica dos soldados, marinheiros, pilotos e civis que, durante nove dias, fizeram parte desta árdua batalha, que se tornou lendária. O famoso autor Joshua Levine narra em Dunquerque um episódio histórico que Winston Churchill qualificou de «milagre», situando-o em todo o seu fascinante contexto, com a inclusão de entrevistas e testemunhos de veteranos e sobreviventes. Contada do ponto de vista da terra, do mar e do ar, Dunquerque, de Joshua Levine, é a crónica de uma derrota, que tornou possível a vitória final dos Aliados e contribuiu para preservar a liberdade das gerações posteriores.


A Árvore das Mentiras

As folhas eram frias e ligeiramente pegajosas. Não havia engano possível: Faith tinha-as visto meticulosamente reproduzidas no diário do pai. Estava diante da árvore das mentiras, que fora o maior segredo do reverendo, que fora o seu tesouro e a sua maldição. E agora a planta era dela, e a viagem que o pai não chegara a fazer poderia ser feita pela filha. Quando o pai de Faith morre, em circunstâncias misteriosas, ela decide investigar, para descobrir a verdade que se esconde por trás das mentiras. Procurando pistas entre os seus pertences, descobre uma estranha árvore, que se alimenta de mentiras sussurradas e dá um fruto que revela segredos ocultos. Mas, quando perde o controlo das falsidades que põe a circular, Faith percebe que, se a mentira seduz, a verdade estilhaça.