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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Opinião - Gente Ansiosa de Fredrik Backman

 






Gente Ansiosa é uma história sobre pessoas. Quando um ladrão de bancos tenta assaltar a dependência de um banco onde não há dinheiro disponível e, em desespero se refugia numa "open house" de um apartamento, fazendo vários reféns, tem tudo para dar errado...

É este o cenário que Fredrik Backman nos leva neste livro. Uma idosa, uma analista bancária, um casal de reformados, duas recém-casadas, uma agente imobiliária e um homem vestido de coelho. São estes os reféns deste ladrão falhado! Um leque muito variado de pessoas... Aposto que não vão adivinhar o que fazia um homem vestido de coelho naquele apartamento!! 

A polícia deste pequena cidade é expedita e rapidamente chega ao local para tentar negociar com o ladrão a libertação dos reféns. Os agentes Jim e Jack são pai e filho e a ambos falta a experiencia para lidar com estes casos complexos, tendo solicitado ajuda à polícia da capital.

É um livro que tem uma estrutura que cativa a sua leitura com a alternância entre capítulos passados no presente e no passado, assim como a transcrição dos vários depoimentos prestados à polícia pelos reféns, que me fez ficar agarrada às suas páginas desde muito cedo.

Gostei muito deste livro, tem personagens únicas e diferentes mas que nos transmitem a sensação de serem reais, numa história que aconchega o coração. As personagens fazem este livro! Aborda vários temas complexos mas interessantes como o suicídio, a depressão e a ansiedade. Contém uma boa dose de humor, na conta certa para nos fazer soltar algumas gargalhadas. Mas também nos deixa com o coração apertado e nos emociona. Contém ainda uma boa dose de surpresas ao longo de toda a história onde vamos conhecendo a vida destas pessoas, quem são, o que fazem e o que as levou àquele apartamento.

Um autor que já deu provas da sua qualidade e que vou querer continuar a acompanhar. Apenas me falta ler o Beartown mas quero fazê-lo em breve.

É um livro diferente e surpreendente que recomendo que leiam!

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.




SINOPSE

Visitar um apartamento que está à venda não costuma redundar numa situação de perigo. A menos que seja antevéspera de Ano Novo, e um ladrão inexperiente tenha decidido assaltar um banco onde não há dinheiro. Quando assim é, torna-se inevitável que não haja sequer um plano de fuga, e se acabe com uma data de reféns acidentais.
Felizmente, podemos confiar na pronta intervenção das autoridades. A menos que os dois polícias responsáveis pelo caso não se entendam nem saibam o que fazer.
Ainda assim, acreditamos que tudo correrá bem, em particular se os reféns permanecerem calmos. A menos que sejam os reféns mais idiotas de todos os tempos: uma analista bancária com ideias suicidas, uma adorável velhinha com motivações pouco transparentes, um casal reformado com uma paixão enorme pelo IKEA, duas recém-casadas, prestes a serem mães, que andam sempre às turras, uma agente imobiliária com entusiasmo a mais e talento a menos, e uma pessoa vestida de coelho.
Com um sentido de humor excecional, que cativou milhões de leitores em todo o mundo, e personagens tão imperfeitas quanto tocantes, Fredrik Backman volta a surpreender com esta história sobre gente idiota e ansiosa e os laços invisíveis que (n)os unem.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
Quem narra conta e comenta, interpelando o leitor, fazendo-o ver que podia estar a viver aqueles episódios, que se está, ao fim e ao cabo, a falar da sua vida.

Luís Ricardo Duarte, Jornal de Letras

Neste romance de personagens imperfeitas, de estranhos que não têm consciência de como as suas vidas afectam os outros, aprendemos que nem todos se podem salvar. […] Backman quis construir uma comédia na linha dos policiais clássicos de Agatha Christie em que o leitor é desafiado a resolver uma charada a partir de vários pontos de vista.

Isabel Coutinho, Público

«[Um] romance peculiar e rico […] Irónico, sábio e muitas vezes engraçado, é uma história totalmente original que proporciona puro prazer.

People

Mais uma vez, Backman consegue captar a complicada essência do ser humano […] Inteligente e comovente.

The Washington Post

[Este] romance […] atinge o ponto ideal entre o profundamente perspicaz e o absurdamente engraçado […] Abracei este livro […] com um sorriso no rosto e lágrimas nos olhos.

USA Today

Uma análise profundamente engraçada e calorosa de como as experiências individuais podem unir um grupo aleatório de pessoas. Backman revela as muitas imperfeições de cada personagem com enorme empatia, lembrando-nos que as pessoas são sempre mais do que a soma das suas falhas.

BookPage

Uma história com comédia e tragédia, que certamente agradará aos fãs de Backman.

Kirkus Review

[A] narrativa fechada e cheia de surpresas […], a ação enérgica e envolvente, levam à reflexão sobre o casamento, a paternidade, a responsabilidade e as pressões económicas globais. Comédia, drama, mistério e análise social, este romance é indefinível, exceto pelo puro prazer de leitura que proporciona. Altamente recomendado.

Library Journal

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Novidade de Junho - Beartown A cidade dos grandes sonhos de Fredrik Backman

 




Lançamento: 2 de junho


SINOPSE

As pessoas dizem que Björnstad, a Cidade do Urso, está acabada. A pequena localidade aninhada nas profundezas da floresta tem vindo lentamente a perder terreno para as árvores, sempre invasoras. Mas junto ao lago existe um velho rinque, construído há gerações pelos trabalhadores que fundaram a cidade. E esse rinque é o motivo pelo qual as pessoas acreditam que o dia de amanhã será melhor do que o de hoje. A equipa de juniores de hóquei no gelo está prestes a competir nas meias-finais nacionais e tem realmente hipóteses de vencer. Todas as esperanças e sonhos deste lugar repousam agora sobre os ombros de uma mão-cheia de rapazes adolescentes.

Mas ser o responsável pelas ambições da povoação inteira é um fardo pesado, e o jogo das meias-finais torna-se o catalisador de um ato violento, que traumatizará uma rapariga e deixará Björnstad em pé de guerra. São feitas acusações que, como uma pedrada no charco, percorrem a cidade, afetando todos.

Beartown explora os grandes desejos que unem uma comunidade pequena, os segredos que a separam e a coragem necessária para um indivíduo lutar contra a corrente.


domingo, 5 de janeiro de 2020

Opinião - Britt-Marie esteve aqui de Fredrik Backman






Este livro retrata a história de Britt-Marie, uma senhora de 63 anos de idade que se viu obrigada a trabalhar pela primeira vez na vida. O marido, Kent, separou-se dela e Britt-Marie, que sempre viveu em prol do marido, acaba por entender que não sabe viver só para ela. 

Ela dirige-se ao centro de emprego para se inscrever e procurar trabalho e é então que entendemos que Britt-Marie não é uma senhora muito comum. A relação que estabeleceu com a  funcionária do Centro de Emprego, a forma como desconhece os procedimentos habituais de coisas do dia-a-dia, a sua mania da limpeza e organização e o quão honesta e frontal ela é. É uma mulher de hábitos, acostumada a fazer sempre o mesmo, da mesma forma.

Pouco tempo depois, Britt.Marie consegue uma vaga como zeladora de um Centro Recreativo na pequena cidade de Borg. Uma cidade onde há pouco comércio, pessoas e emprego devido à crise económica que se faz sentir.
É aqui que a história começa a se desenrolar verdadeiramente. Ela acaba por estabelecer laços ccom a comunidade e com um grupo de crianças que ela ajuda mas que, sem ela se dar conta, também a ajudam a ela.

É um livro comovente mas também bastante divertido, uma história que não me agarrou logo nos primeiros capítulos mas que fui gostando cada vez mais à medida que ia lendo.
A história centra-se neste personagem, à qual inicialmente não achei grande piada, achei-a chata, implicativa e até exagerada mas que depois vamos entender o porquê de ser assim quando o autor nos dá a conhecer o seu passado e a sua relação com a mãe.
É uma história de segundas oportunidades, de reinícios e de sonhos.

Classificação: 4/5

Agradeço à Porto Editora a cedência de um exemplar.






SINOPSE

Não é que Britt-Marie seja uma pessoa crítica, exigente ou difícil - ela apenas espera que as coisas sejam feitas de uma determinada forma. Uma gaveta de talheres desarrumada está no topo da sua lista de pecados imperdoáveis. Os seus dias começam, impreterivelmente, às seis da manhã, porque apenas os lunáticos acordam mais tarde do que essa hora. E não é passivo-agressiva. De modo nenhum. As pessoas é que, às vezes, interpretam as suas sugestões úteis como críticas, o que não é, de todo, a sua intenção. Afinal, Britt-Marie não é alguém que julgue os outros, não importa o quão mal-educados, desleixados ou moralmente suspeitos possam ser.
Quando Britt-Marie descobre que Kent, o marido, lhe é infiel, a sua vida perfeitamente organizada, de repente, desorganiza-se. Tendo de passar a sustentar-se sozinha, arranja um emprego temporário como zeladora do centro recreativo de Borg. Nessa posição, a exigente Britt-Marie tem de lidar com muita sujidade, eletrodomésticos temperamentais, indisciplina a rodos e até uma ratazana como companheira. Britt-Marie vê-se então arrancada da sua zona de conforto e arrastada para a vida dos seus concidadãos de Borg, uma estranha mistura de seres desesperados, canalhas, bêbedos e vagabundos, sendo incumbida da impossível tarefa de levar a equipa de futebol local, composta por várias crianças sem qualquer tipo de talento para acertar numa bola, à vitória. E, quando um dia Kent aparece a pedir-lhe desculpa, ela tem de decidir, de uma vez por todas, o que realmente deseja da vida. Nesta pequena localidade de gente inadaptada, pode Britt-Marie encontrar o lugar a que realmente pertence?
Engraçado e comovente, perspicaz e humano, Britt-Marie esteve aqui celebra as amizades inesperadas que nos mudam para sempre e o poder do mais gentil dos espíritos, para tornar o mundo um lugar melhor.

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Novidades de Abril - A minha avó pede desculpa de Fredrik Backman



SINOPSE

Elsa tem sete anos de idade, quase oito, e é diferente. Para já, tem como melhor - e única - amiga a avó de setenta e sete anos de idade, que é doida: não levemente taralhoca, mas doida varrida a sério, capaz de se pôr à varanda a tentar atingir pessoas que querem falar sobre Jesus com uma arma de paintball, ou assaltar um jardim zoológico porque a neta está triste. Todas as noites, Elsa refugia-se nas histórias da Avozinha, cujo cenário é o reino de Miamas, na Terra-de-Quase-Acordar, um reino mágico onde o normal é ser diferente.

Quando a Avozinha morre de repente e deixa uma série de cartas a pedir desculpa às pessoas que prejudicou, tem início a maior aventura de Elsa. As cartas levam-na a descobrir o que se esconde por detrás das vidas de cada um dos estranhíssimos moradores de um prédio muito especial, mas também à verdade sobre contos de fadas, reinos encantados e a forma como as escolhas do passado de uma mulher ímpar criam raízes no futuro dos que a conheceram.

A minha avó pede desculpa é uma belíssima história, contada com o mesmo sentido de humor e a mesma emoção que o romance de estreia de Fredrik Backman, o bestseller internacional Um homem chamado Ove.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Em linha com Roald Dahl e Neil Gaiman. Um retrato emocionante, por vezes engraçado e muitas vezes sábio, sobre o sofrimento profundo.»
Kirkus Reviews
«Quando começar a leitura de A minha avó pede desculpa, tenha à mão uns quantos lenços de papel, mas também o seu sentido de humor. Este é esse tipo de livro – se não o ler, nunca se perdoará.»
Business Insider
«Tão rude e adorável como o protagonista do romance de estreia de Backman, a precoce Elsa irá facilmente entrar no coração dos leitores que gostam de personagens com garra. Uma homenagem deliciosa ao poder das histórias que consolam e curam, o terno conto de Backman acerca da relação emocionante entre uma avó e uma neta é um tributo à eternidade e profundidade dos laços familiares.»
Booklist
«Cheio de amor, esperança, perdão e compreensão das diferenças, a história de Elsa acompanhá-lo-á muito depois de ter virado a última página.»
Library Journal
«Backman continua a escrever com o mesmo charme e entusiasmo.»
Publishers Weekly
«O que eu admiro nas histórias de Backman é a sua honestidade, e a perspetiva sobre o sofrimento e a perda daqueles que mais amamos.
Recomendaria este livro aos fãs de Neil Gaiman, já que a narrativa é fantástica e emocionante.»
Sun-Gazette