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domingo, 13 de outubro de 2019

Opinião - Crime, Disse o Livro de Anthony Horowitz





Foi deixado na secretaria da editora Susan Reyland o manuscrito do último livro do conceituado autor de policiais Alan Conway. Será o nono e último livro da saga Atticus Pund. Mas quando o protagonista da história está prestes a revelar quem é o autor do crime, o manuscrito termina e Susan não sabe o que aconteceu aos últimos capítulos do livro.

Susan começa então a busca pelos capítulos perdidos, até que Alan Conway é encontrado morto... é então que Susan se predispõe a descobrir o que aconteceu. Há uma história dentro da história.

Não me alongando mais nas histórias, digo-vos que é um livro que me prendeu logo nos primeiros capítulos. Gostei muito da escrita do autor, torna-se viciante saber mais sobre o que de facto aconteceu em ambas as histórias. É um policial "à moda antiga" que faz lembrar os mistérios da Agatha Christie, cheio de voltas e reviravoltas que deixam o leitor cheio de adrenalina. E onde há tantos suspeitos com motivos para serem eles o criminoso...

É um livro perfeito para os amantes de policiais e histórias de detectives, gostei bastante e por isso recomendo sem reservas! É, sem dúvida, um livro diferente.

Classificação: 4/5


Agradeço à Clube do Autor pela cedência de um exemplar.


SINOPSE
ABSORVENTE e VICIANTE; e com um final verdadeiramente prodigioso!

Existem vários mistérios por resolver dentro das páginas deste livro. Tudo começa quando Susan Ryeland se senta para ler o manuscrito do autor mais vendido da editora onde trabalha. Porém, a narrativa termina abruptamente no ponto em que o detetive da história está prestes a revelar o assassino, levando por isso Susan a procurar os capítulos perdidos. Mas este é apenas o ponto de partida de um dos mistérios…

Extraordinariamente bem concebido e bem escrito, em Crime, disse o livro encontramos duas histórias que correm em paralelo, personagens interessantes e autênticas, tramas sólidas, inteligentes e bem estruturadas, várias reviravoltas e, por fim, um desenlace absolutamente surpreendente.

E se um mistério dentro de outro mistério significa o dobro da adrenalina, para os fãs do género este livro traz também prazer a dobrar. Prepare-se: vai ser difícil pousar o livro!
CRÍTICAS
«Um policial tão bom quanto as obras de Agatha Christie.»
Stephen King
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um engenhoso livro dentro de outro livro sobre o último romance e homicídio de um escritor famoso. Uma magnífica obra de ficção.»
Sunday Times

«Perfeito para os fãs dos policiais clássicos.»
Time Magazine

«Muito bem escrito, com grandes suspeitos e uma recriação de época perfeita.»
Spectator

«Um duplo mistério que conquista os leitores que procuram uma abordagem mais clássica ausente dos thrillers atuais.»
The New York Times



segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Opinião - Jardim das Borboletas, Dot Hutchison



Este livro atraiu-me pelo seu lado sinistro e macabro.
A história é contada do presente para o passado, Maya, uma das raparigas mantidas em cativeiro no jardim das borboletas conta a dois polícias a sua história e das outras meninas, as borboletas, após o seu resgate.

Mantidas presas por vários anos, foram sujeitas as vários tipos de abuso pelo homem a quem chamavam de jardineiro. Maya é narradora desta história triste, macabra e revoltante. E conta detalhadamente aquilo que lhe aconteceu e via acontecer no jardim.
Confesso que no início da história desconfiei se a Maya não estaria a mentir no seu depoimento e se não seria cúmplice do jardineiro.
Só no final do livro é que entendemos o que permitiu a libertação destas raparigas.

Eu gostei bastante do livro apesar de ter descrições perturbadoras mas gostei de todo o enredo. A autora estreou-se com um livro denso mas bastante original, onde apesar de tudo, o amor é peça fundamental.


Classificação: 4/5



Sinopse
Perto de uma mansão isolada, encontra-se um jardim com flores exuberantes, árvores frondosas e... uma coleção de preciosas borboletas.
Jovens mulheres sequestradas e tatuadas para se parecerem comesses belos insectos.
Quando o jardim é descoberto pela Polícia, Maya, uma das vítimas, ainda se encontra em choque e o seu relato está cheio de fragmentos de episódios arrepiantes, no limite da credibilidade.
O que esconderão as suas meias palavras?
 

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Opinião - Maré Viva - Cilla Börjlind e Rolf Börjlind



Não conhecia os autores mas policiais e thrillers de autores nórdicos têm fama (e proveito!) de serem bons. São um casal de autores de bestsellers suecos. Este livro já foi convertido para uma série televisiva que, espero, chegue a Portugal.
Em novembro será lançado outro livro desta dupla, Terceira Voz.


O livro centra-se na história de uma aluna da academia de polícia, Olívia, que tem de investigar um caso aberto, ainda não resolvido, para saber se, nos tempos correntes com a tecnologia disponível, teria resolvido o caso. E escolhe o caso de um homicídio de uma mulher grávida, em 1987, numa praia, numa noite de maré viva.

Estes autores são conhecidos por abordarem problemas sociais e nesta história há um grupo de adolescentes que se diverte a agredir pessoas sem-abrigo, a filmarem e a colocarem os vídeos na internet.


Mas esta narrativa tem várias histórias paralelas mas que no fim percebemos que estão todas ligadas entre si. Há muitas surpresas no decorrer do livro, muito suspense, que nos dá vontade de devorar o livro para perceber o que realmente aconteceu, que culmina com uma grande revelação.
Uma escrita fluída de leitura fácil e rápida.

Gostei muito.

Classificação: 4/5

Sinpose:
Olivia Rönning é uma estudante da Academia de Polícia de Estocolmo. Ela tem de escolher um crime não resolvido para comprovar se, com os recursos tecnológicos atuais, seria possível desvendar o caso. 
E um terrível crime suscita o seu interesse: o homicídio de uma mulher grávida, em 1987, numa praia, em noite de maré viva.
Olivia retoma a investigação do crime e, em busca de pistas, procura Tom Stilton, o inspetor responsável pelo caso, descobrindo que este desapareceu de forma misteriosa.

Simultaneamente, surge a notícia de espancamentos a pessoas sem-abrigo nas ruas de Estocolmo, cujos requintes de crueldade chocam a opinião pública: os atos de extrema violência são filmados pelos agressores e divulgados na Internet.

Determinada a desvendar o crime, Olivia acaba por descobrir que Tom Stilton é, atualmente, um sem-abrigo. Tom está mais interessado em vingar os crimes perpetrados contra os seus pares do que em ajudar Olivia, mas juntos acabarão por unir esforços e desenterrar um passado com revelações surpreendentes.

Uma trama intrincada sobre delinquência social e crimes ao mais alto nível, que se desenvolve num crescendo de suspense até chegar a um final arrebatador.