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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Novidades de outubro - Um Tempo a Fingir de João Pinto Coelho

 





SINOPSE

Toscana, Itália, 1937. O burgo de Pitigliano assenta, como um ninho de águia, no cume de um rochedo; mas nem a cidade, de túneis e catacumbas, escavada nos seus alicerces consegue abafar os segredos à superfície. É no aperto das suas muralhas que Annina Bemporad, uma judia rebelde, se despede da infância quando acorda a meio da noite com o estampido de um tiro.

Se os estilhaços da tragédia acabam por atingi-la, será a partir de então que ambicionará os sonhos mais arrojados, seja na companhia de Cosimo - um rapaz disposto a dar a vida por ela -, de Alessia - a colega excêntrica que não parece encontrar um fato à sua medida, ou mesmo do enigmático Peppino, que monta espetáculos com o lixo que apanha nas ruas e a quem basta uma palavra para resgatar Annina aos seus momentos mais duros.

Mas, se a beleza da rapariga gera paixões doentias e ódios desmesurados, nada faria supor que pudessem resultar num ato tão tresloucado… Restam-lhe, pois, o desejo de vingança e a queda para o fingimento para sobreviver no mundo virado do avesso em que se transformou a Itália de Mussolini, onde as Leis Raciais, que têm por alvo os judeus, anunciam a chegada dos nazis.

Profundamente imaginativo e rigorosamente documentado, Um Tempo a Fingir é um romance magistral onde desfilam personagens memoráveis e cujo enredo tem a rara qualidade de ser ao mesmo tempo absolutamente inesperado e completamente verosímil.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Opinião - Os Loucos da Rua Mazur, João Pinto Coelho




Fiquei muito entusiasmada com este livro assim que saiu, pois adorei o primeiro livro de João Pinto Coelho, Perguntem a Sarah Gross. E ainda para mais ganhou o prémio Leya deste ano.
A história fala-nos de dois amigos Yankel e Eryk. Eryk está doente e é um famoso escritor e vai ao encontro de Yankel porque quer escrever  um livro a contar histórias do passado e precisa da ajuda da memória do amigo, que é um livreiro cego.

Ao longo do livro são nos contadas algumas histórias soltas do passado destas duas personagens. Mas Shionka é uma personagem que está presente em muitas das histórias destes amigos.

Mas custou-me a entrar na história, não sei se pelo facto de ter muitas personagens diferentes, se pelo facto de as pequenas histórias não terem ligação entre si e por isso parecia sempre que estava constantemente a iniciar um novo livro.

O último 1/3 do livro foi quando entrei na história e me senti cativada e entusiasmada a lê-lo.

Fiquei assim desapontada com este livro, não deixa de ser uma boa história mas não me arrebatou como o Perguntem a Sarah Gross.

Classificação: 3,5/5


SINOPSE
Quando as cinzas assentaram, ficaram apenas um judeu, um cristão e um livro por escrever.
Paris, 2001. Yankel - um livreiro cego que pede às amantes que lhe leiam na cama - recebe a visita de Eryk, seu amigo de infância. Não se veem desde um terrível incidente, durante a ocupação alemã, na pequena cidade onde cresceram - e em cuja floresta correram desenfreados para ver quem primeiro chegava ao coração de Shionka. Eryk - hoje um escritor famoso - está doente e não quer morrer sem escrever o livro que o há de redimir. Para isso, porém, precisa da memória do amigo judeu, que sempre viu muito para além da sua cegueira. 

Ao longo de meses, a luz ficará acesa na Livraria Thibault. Enquanto Yankel e Eryk mergulham no passado sob o olhar meticuloso de Vivienne - a editora que não diz tudo o que sabe -, virá ao de cima a história de uma cidade que esteve sempre no fio da navalha; uma cidade de cristãos e judeus, de sãos e de loucos, ocupada por soviéticos e alemães, onde um dia a barbárie correu à solta pelas ruas e nada voltou a ser como era.

Na senda do extraordinário Perguntem a Sarah Gross, aplaudido pelo público e pela crítica, o novo romance de João Pinto Coelho regressa à Polónia da Segunda Guerra Mundial para nos dar a conhecer uma galeria de personagens inesquecíveis, mostrando-nos também como a escrita de um romance pode tornar-se um ajuste de contas com o passado.



domingo, 19 de novembro de 2017

Novidades de Novembro - Os Loucos da Rua Mazur de João Pinto Coelho




SINOPSE
Quando as cinzas assentaram, ficaram apenas um judeu, um cristão e um livro por escrever.
Paris, 2001. Yankel - um livreiro cego que pede às amantes que lhe leiam na cama - recebe a visita de Eryk, seu amigo de infância. Não se veem desde um terrível incidente, durante a ocupação alemã, na pequena cidade onde cresceram - e em cuja floresta correram desenfreados para ver quem primeiro chegava ao coração de Shionka. Eryk - hoje um escritor famoso - está doente e não quer morrer sem escrever o livro que o há de redimir. Para isso, porém, precisa da memória do amigo judeu, que sempre viu muito para além da sua cegueira.

Ao longo de meses, a luz ficará acesa na Livraria Thibault. Enquanto Yankel e Eryk mergulham no passado sob o olhar meticuloso de Vivienne - a editora que não diz tudo o que sabe -, virá ao de cima a história de uma cidade que esteve sempre no fio da navalha; uma cidade de cristãos e judeus, de sãos e de loucos, ocupada por soviéticos e alemães, onde um dia a barbárie correu à solta pelas ruas e nada voltou a ser como era.

Na senda do extraordinário Perguntem a Sarah Gross, aplaudido pelo público e pela crítica, o novo romance de João Pinto Coelho regressa à Polónia da Segunda Guerra Mundial para nos dar a conhecer uma galeria de personagens inesquecíveis, mostrando-nos também como a escrita de um romance pode tornar-se um ajuste de contas com o passado.

Este livro ganhou Prémio Leya 2017.


quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Opinião - Perguntem a Sarah Gross - João Pinto Coelho




Este livro já tinha passado pelos meus olhos e só pela capa achei que devia ser bom, não sei bem explicar porquê. De vez em quando voltava a vê-lo mas também não sei porquê nunca o fui pesquisar.
Só recentemente, quando o autor João Pinto Coelho recebeu o Prémio Leya de 2017 é que fui pesquisar o autor e percebi que este foi a sua primeira obra.
Este livro estava a chamar por mim e eu não percebi...

Mas mais vale tarde que nunca! Este mês o blog Manta de Histórias lançou o desafio de lermos, pelo menos, um autor português por mês, ao qual aderi, e pareceu-me o livro ideal. Fui buscá-lo à biblioteca municipal.

O livro fala-nos do Holocausto, Auschwitz, de pessoas que estiveram lá, como foi antes, durante e principalmente depois, como se vive ou sobrevive a um acontecimento como este. Fala, não é sobre o Holocausto mas claro que ele está presente em toda a história.
Também fala de segregação racial e racismo, de violência sexual.

O que posso dizer do livro? Adorei! Porquê? Porque combina factos reais (dos quais não nos podemos esquecer) com ficção; porque é narrado em várias épocas no tempo e no espaço; porque as personagens são muito interessantes; porque me prendeu desde o início; porque fiquei com uma vontade louca de saber quem foi Sarah Gross, o que aconteceu a Kimberly; porque tem uma escrita simples com boas descrições na quantidade certa; porque chorei; porque me senti revoltada e angustiada; porque me senti agradecida pela vida que tenho e nunca ter passado por nada sequer parecido; porque aprendi, porque enriqueci.

Só não entendi o título de livro...


Classificação: 5/5


SINOPSE
Em 1968, Kimberly Parker, uma jovem professora de Literatura, atravessa os Estados Unidos para ir ensinar no colégio mais elitista da Nova Inglaterra, dirigido por uma mulher carismática e misteriosa chamada Sarah Gross. Foge de um segredo terrível e procura em St. Oswald’s a paz possível com a companhia da exuberante Miranda, o encanto e a sensibilidade de Clement e sobretudo a cumplicidade de Sarah. Mas a verdade persegue Kimberly até ali e, no dia em que toma a decisão que a poderia salvar, uma tragédia abala inesperadamente a instituição centenária, abrindo as portas a um passado avassalador. 
Nos corredores da universidade ou no apertado gueto de Cracóvia; à sombra dos choupos de Birkenau ou pelas ruas de Auschwitz quando ainda era uma cidade feliz, Kimberly mergulha numa história brutal de dor e sobrevivência para a qual ninguém a preparou.
Rigoroso, imaginativo e profundamente cinematográfico, com diálogos magistrais e personagens inesquecíveis, Perguntem a Sarah Gross é um romance trepidante que nos dá a conhecer a cidade que se tornou o mais famoso campo de extermínio da História. A obra foi finalista do prémio LeYa em 2014.