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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Opinião - O Rio de Esmeralda de José Rodrigues





Esmeralda, a nossa protagonista nesta história, é uma mulher do interior norte do país que veio estudar para Lisboa. Acabou por casar com Carlos e tiveram dois filhos, Miguel e Francisco. Trabalha na banca e tem uma vida confortável, muito centrada na família.

Um dia recebe um convite para o lançamento da primeira pedra de um empreendimento turístico na aldeia onde vivia, Vila do Rio e o nome do engenheiro da obra chama-lhe a atenção. Esmeralda consegue confirmar que se trata de António, o seu amor de juventude. Foram ambos para Lisboa estudar mas a vida acabou por os separar e levar para caminhos diferentes. 
Um acontecimento trágico na vida de Esmeralda levou a que nunca mais regressasse à aldeia que a viu nascer. 

Esmeralda contacta Inês, uma amiga de longa data da aldeia e pede-lhe para ir junto com ela à festa. Inês aceita. Mas será que esse amor de juventude ficou esquecido e resolvido? Como será o reencontro com António mais de 20 anos depois?

Mais uma vez uma bonita história. Gostei muito deste livro e da escrita do autor que consegue envolver o autor e fazê-lo entrar na trama. Uma história de amor, amizade, saudade e também família. As memórias são poderosas e a história de Esmeralda e António mostra que os amores antigos devem e podem ficar bem resolvidos.

Como já é hábito nos livros do autor, a história é acompanhada de fotografias a preto e branco no início de cada capítulo. Gosto muito desta conjugação das palavras com a imagem.

O autor irá lançar um novo livro disponível nas livrarias a 3 de setembro, Dias de Outono, desta vez editado pela Porto Editora. Irei ler sem dúvida.


Classificação: 4/5

Agradeço ao autor o envio de um exemplar deste livro.


SINOPSE
«O tempo não apaga tudo, sobretudo quando no tudo está incluído um grande amor.»

Esmeralda e António viveram, em jovens, um amor profundo, bruscamente interrompido quando Esmeralda se vê forçada a abandonar a aldeia onde ambos viviam. Os jovens prosseguiram, entretanto, as suas vidas, felizes com o que o destino lhes proporcionou.

Quando ambos estão já na idade madura, a inauguração de um empreendimento turístico na aldeia é o pretexto ideal para o reencontro há muito desejado. Sentimentos há muito esquecidos voltam à superfície, mais fortes do que nunca, e o que antes era desvio parece ser agora o melhor dos caminhos. Entre a doçura da memória e a realidade do presente, a escolha nem sempre é linear…

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Opinião - Os Pássaros de Célia Correia Loureiro





Depois de ter lido e adorado o livro A Demência da mesma autora, fiquei muito curiosa com este novo livro.

Nesta história vamos conhecer Diogo e Manuel, um ex-casal que, seis anos após a sua separação escrevem, ambos, cartas ao seu filho. As suas cartas são nos apresentadas alternadamente. É através delas que, muito aos poucos, vamos sabendo o que se passou com este casal: o antes, o durante e o após do seu casamento. Os sentimentos de ambos relativamente ao mesmo episódio de vida, as suas angústias, os seus medos e a forma como suportam o sofrimento de forma diferente.

Não foi uma leitura que me prendeu desde cedo. Achei de início a linguagem um pouco rebuscada e senti-me um pouco perdida nas primeiras páginas pois as cartas vão saltando muito no tempo e não nos é dada uma referência temporal. Por isso senti que eram cartas soltas, sem um fio condutor entre elas. Mas à medida que ia lendo, foi fazendo cada vez mais sentido até que nos é revelado um facto muito importante na trama e aí tudo o que foi lido se encaixa.

Um livro duro de se ler, carregado de tristeza, infelicidade e sofrimento.

Classificação: 4/5



SINOPSE

Volvidos seis anos da separação, Diogo e Manuela refletem, em voz alternada, sobre os acontecimentos que levaram a esse desfecho. Ao ritmo a que a mágoa lhes permite recordar, vão revelando os contornos do seu trauma indizível num discurso intimista e confessional. É-lhes vital esquecer, superar. Mas será que ainda há vida depois de uma perda desta dimensão?


Um breve encontro de mãos. O corpo a ser-me cingido num abraço e depois largado. Os olhos envenenados de sonhos e o teu pai à distância, a repelir-me, a fugir-me por entre os dedos. Água a escapar-se-me da palma da mão. A boca dele era o Pacífico no seu ponto mais profundo, onde a Terra é um abismo de escuridão e de pressão indomável. Eu desejava-o, irracional e imoralmente, inconsciente do que era a ânsia física e do muito que me entorpecia cada movimento. Era jovem e crente. O tempo revolve-se como uma onda sobre esse desejo enterrado, que ainda pulsa. Lateja sete palmos abaixo da superfície. Somando todos os meus dias, vejo que tudo o que foi meu se agita sob pazadas de terra. Um império de pó.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Opinião - Voltar a ti de José Rodrigues; Fotografia: Sara Augusto






Este é o segundo livro que leio do autor José Rodrigues e não ficou nada atrás do primeiro.
Nesta história conhecemos a protagonista Constança, o seu irmão Luís e os pais Noémia e José que vivem numa aldeia do interior norte. Constança vive agora com Guilherme no Porto e Luís voltou recentemente à casa dos pais depois de uma desilusão amorosa.

Constança trabalha numa empresa de sistemas de informação e é chamada a ir para o Algarve para implementar um novo programa num hotel da zona. Vai ficar por lá cerca de 6 meses. Constança fica apreensiva pois ela vive entre dois mundos, a sua vida no Porto e a vida que deixou na aldeia. Ela está bastante preocupada com Luís pois este deixou de ter interesse na sua vida e em trabalhar depois que a mulher o deixou por outra pessoa.

Esta é uma história de famílias, desta família, de desilusões e perdas mas também de renovação, esperança e segundas oportunidades. É ainda um romance que aborda os problemas psiquiátricos, a doença mental, o sofrimento do doente e a impotência dos que estão à sua volta. 

Foi uma leitura compulsiva, devorei este livro em 24 horas, fiquei logo agarrada a esta família nos primeiros capítulos. A escrita do autor é simples e muito fluída, que mais posso dizer: adorei!

Classificação: 5/5


Agradeço ao autor José Rodrigues a cedência de um exemplar.


SINOPSE
«O amor não é sentimento para repousos longos e confiantes, mas, como acontece com todas as coisas intensas deste mundo, é uma das fontes maiores da felicidade humana.»

Constança divide os seus dias entre dois mundos. Na cidade grande do Norte, dedica-se ao trabalho e a Guilherme, o companheiro com quem reparte os planos para o futuro. Na sua pequena aldeia do interior, encontra a doçura das memórias de infância e o carinho dos pais, enquanto apoia e conforta o irmão mais velho, Luís, recentemente regressado a casa, onde procura recuperar de um profundo desgosto.

Um inesperado desafio profissional força-a a alterar as rotinas. Se a distância geográfica a obriga a reconstruir a sua presença habitual entre os dois lugares, sentimentos novos e inesperados abrem-lhe um caminho até agora desconhecido pelo seu coração.

Entre a tragédia e a perda, o amor e a saudade, o novo mundo de Constança surge de forma intensa, surpreendendo-a a cada passo e a cada incerteza. Com ele, a sua reconstrução interior e também a espera, sempre paciente, pela felicidade…

quarta-feira, 25 de março de 2020

Novidades - Os pássaros de Célia Correia Loureiro






SINOPSE

Volvidos seis anos da separação, Diogo e Manuela refletem, em voz alternada, sobre os acontecimentos que levaram a esse desfecho. Ao ritmo a que a mágoa lhes permite recordar, vão revelando os contornos do seu trauma indizível num discurso intimista e confessional. É-lhes vital esquecer, superar. Mas será que ainda há vida depois de uma perda desta dimensão?

Um breve encontro de mãos. O corpo a ser-me cingido num abraço e depois largado. Os olhos envenenados de sonhos e o teu pai à distância, a repelir-me, a fugir-me por entre os dedos. Água a escapar-se-me da palma da mão. A boca dele era o Pacífico no seu ponto mais profundo, onde a Terra é um abismo de escuridão e de pressão indomável. Eu desejava-o, irracional e imoralmente, inconsciente do que era a ânsia física e do muito que me entorpecia cada movimento. Era jovem e crente. O tempo revolve-se como uma onda sobre esse desejo enterrado, que ainda pulsa. Lateja sete palmos abaixo da superfície. Somando todos os meus dias, vejo que tudo o que foi meu se agita sob pazadas de terra. Um império de pó.

domingo, 1 de março de 2020

Opinião - O Tempo nos Teus Olhos de José Rodrigues






Que agradável surpresa que este livro foi! Deixo já aqui o meu agradecimento ao autor José Rodrigues por gentilmente me ter enviado um exemplar deste seu livro.

Esta história centra-se na família de Manuel que, após a morte da sua mulher Teresa, viu a sua vida desfeita e sem sentido. Manuel e Teresa, casados há mais de 50 anos, têm três filhos, Helena, Luísa e Eduardo. As filhas querem que o pai divida os bens e o dinheiro da herança da mãe e que se mude para um lar próximo da sua casa. Mas apesar dos seus 75 anos, Manuel não quer sair da sua casa onde sempre viveu com Teresa. Manuel recebe visitas frequentes da neta Joana e do seu namorado mas também de Eduardo, o seu filho mais novo que está emigrado na Suiça.

Manuel conta também com a companhia de um fiel amigo e confidente, Nicolau, o seu gato, que dá capa ao livro.

Um dia, num acaso, Manuel encontra uma residencial de idosos situada numa linda praia e fica encantado com o sítio. Após visita ao local, decide mudar-se para lá. E é aqui que a sua vida toma um novo rumo e volta a fazer sentido.

É o primeiro livro que leio do autor e gostei bastante da sua escrita que é simples e muito fluída. É uma história de amor, amizade, relações familiares e também de resiliência, superação e segundas oportunidades. Um livro sobre o envelhecimento que mostra como se pode aproveitar essa fase da vida da melhor forma. Velhos? Velhos são os trapos!
Fiquei presa a esta trama logo nos primeiros capítulos, é uma linda história que me tocou o coração, chorei mas também ri. E claro, adorei o Nicolau, não fosse eu uma amante destes felinos.

Gostei bastante do final do livro e fui surpreendida com acontecimentos que não esperava.
Achei muito original e bem conseguido a colocação de uma foto a preto e branco no início de cada capítulo da obra.
Recomendo sem reservas a leitura da história do Manuel e da sua família. Uma das minhas melhores leituras do mês.

Classificação: 5/5


SINOPSE
O coração é maior que a perda, porque a vida é maior que a dor, e a saudade e a felicidade não têm limites, nem tabelas, nem distâncias…

Uns dias antes de comemorar as bodas de ouro, a tragédia bate à porta de Manuel, com a morte da mulher da sua vida. As filhas, Helena e Luísa, há muito longe de casa, insistem que o futuro do pai passe pelo lar de idosos da vila mais próxima.
Na casa de Manuel, sucedem-se as reuniões familiares e as desavenças que o martirizam. Entre elas, valem as visitas carinhosas do filho mais novo e da neta, cúmplices da sua autonomia e capacidade de decisão, bem como a presença constante de Nicolau, o gato, companheiro fiel e atento ouvinte dos longos desabafos do septuagenário.
A solidão crescente e o agravamento de alguns problemas de saúde fazem com que Manuel ceda, mas apenas temporariamente, às pretensões das filhas.
Surpreendentemente, aquilo que seria o fim transforma-se no início de uma grande etapa na sua vida, entre novos sentimentos, novas pessoas e novos lugares. Na sua jornada de redescoberta da felicidade, Manuel muda completamente a vida de todos os que o rodeiam…

sábado, 20 de abril de 2019

Opinião - Demência de Célia Correia Loureiro





Já não me recordo ao certo em que canal do Booktube eu conheci este livro pois lembro-me da Silvéria, da Isa e da Dora falarem tão bem deste livro. Claro que fiquei com vontade de o ler, não ia querer deixar de ter uma leitura tão boa quanto estas meninas tiveram (sou uma invejosa, eu sei :) )

Eu li a edição anterior da editora Alfarroba mas como já não está disponível para venda, deixo a imagem da nova edição da Coolbooks que está muito bonita.

Quanto à história, temos uma narrativa cheia de personagens, maioritariamente vivem numa pequena aldeia do interior norte do país. Começamos por conhecer Olímpia, uma senhora nos inícios dos seus sessenta anos que começa a revelar sinais de demência. Chega ao conhecimento de Letícia o estado de saúde da sogra e aproveitando o facto de não terem mais onde ficar, Letícia vai com as duas filhas, Luz e Maria para a casa de Olímpia para a ajudar, afinal são a única família que lhe resta.
Mas Letícia carrega um passado de sofrimento e violência causado pelo marido Fernando e é incompreendida pela sogra e pela restante aldeia, onde não se sente bem-vinda mas sim ameaçada pelas atitudes das pessoas.

Vamos, ao longo do livro, ficando a conhecer aos poucos a história de Letícia, do marido Fernando, da sogra Olímpia e do amigo do casal e padrinho de Luz, Gabriel.

É um livro que retrata com pormenor a violência doméstica, a luta de Letícia pela sua sobrevivência e das filhas. Mas também a demência, o que me afectou e tocou particularmente pois a minha avó materna passou por isso e posso-vos dizer que é muito difícil assistir a alguém a definhar, porque é mesmo este o termo: definhar. Ir-se abaixo, cada vez mais até deixar de ser a pessoa que conhecemos.

Olímpia, num dos seus momentos lúcidos, escreve uma carta a Sebastião, amigo de infância e conta-lhe que está doente e pede-lhe que ajuda. Sebastião acede prontamente ao seu pedido e apoia Olímpia nesta fase da sua vida. É através de Sebastião que vamos conhecer a história de Olímpia e do filho Fernando. 

Confesso que não foi um livro que me prendeu logo nas primeiras páginas mas assim que me prendeu, não o queria largar. a E enchi-me de nervos e ansiedade na parte final da história até saber o que tinha acontecido. No final as peças encaixam e entendemos, depois de conhecer o passado das personagens, muitos dos seus comportamentos.

É um livro intenso e pesado pelos temas que aborda mas é também para isso que servem os livros, para nos dar a conhecer vidas diferentes das nossas e termos noção do que se passa na casa ao lado. 
Senti que era uma história real do mundo real, que podia muito bem ter acontecido as estas pessoas caso elas fossem reais...
No fundo é uma história sobre amor, sobre várias formas de amor.

Os meus parabéns à Célia Correia Loureiro por ter escrito este livro apenas com 20 anos! Bem haja!


Classificação: 5/5


SINOPSE
Numa pequena aldeia beirã, duas mulheres de gerações diferentes leem o seu destino nas mãos de um mesmo homem: Letícia foi vítima de um marido ciumento e manipulador, e Olímpia é a mãe extremosa desse agressor.

Mas quando Letícia regressa para assistir Olímpia, aos primeiros sinais de demência, os traumas que traz na bagagem ameaçam estilhaçar o silêncio conivente dos aldeões. Ainda que ostracizada, Letícia esforça-se por esquecer os tumultos do seu casamento, enquanto Olímpia pede ajuda ao amigo de infância, Sebastião, para reconstruir as próprias memórias e entender o que se passou com o seu único filho.

Demência traz-nos, através das vivências destas duas mulheres, a dura realidade de um Portugal rural e ainda tendencioso, e faz-nos repensar o significado de família e de comunidade, de inocência e de culpa.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Opinião - O Escultor, Carina Rosa





Tomei conhecimento da autora portuguesa Carina Rosa através de um passatempo do Goodreads. Li a sinopse deste livro e fiquei logo com vontade de o ler, não fosse do meu género preferido.

Quis o destino que eu o ganhasse uns tempos mais tarde num passatempo da editora Coolbooks mas esteve tempo demais na estante à espera da sua vez para ser lido. E há coisas assim: para o desafio Mini Maratona de Outono (ver aqui) andei a ver os meus livros na estante mais paradinhos para fazer a TBR e pensei: "É desta que leio este livro!". Arrependo-me de não o ter livro há mais tempo...

A história centra-se em Mariana, uma galerista que foi convidada pelo seu professor Pedro a trabalhar com ele numa exposição onde começa a receber bilhetes anónimos com ameaças a si e à sua amiga Alice com a qual partilha a casa.

Pouco tempo depois Alice desaparece e Mariana vai à polícia pedir ajuda para encontrar a amiga e é aí que conhece André, um investigador da Polícia Judiciária. É ele que fica responsável pelo caso do desaparecimento de Alice.

Não querendo falar muito do livro para não fazer spoilers, é um thriller muito bom que me prendeu logo nas primeiras páginas. Gostei muito da escrita da Carina Rosa, com doses certas de descrições, capítulos curtos que entusiasmam a leitura.

Classificação: 4/5


SINOPSE

Mariana Esteves é uma galerista de sucesso, cuja vida muda após uma exposição. Um bilhete anónimo cai-lhe nas mãos, assinado «O Escultor». No papel, ameaças a si e à sua companheira de casa, Alice. Mariana ignora as mensagens do Escultor, mas há um dia em que percebe que não o pode evitar mais: Alice foi levada. 

André, um jovem agente da Polícia Judiciária, é o homem que investiga os casos do artista anónimo e não consegue esquecer os rostos das mulheres desaparecidas ao longo dos anos. Para Mariana, ele é apenas um agente a quem deve dar o mínimo de informação para encontrar Alice. Para André, ela é uma mulher fria, a quem jura arrancar toda a verdade para fechar este caso de uma vez por todas. 

O escultor é um thriller tão obscuro quanto inesperadamente romântico. Dos delírios de um artista fanático desenha-se a história de um homem e uma mulher que, juntos, tentarão escapar às garras de um terrível homicida
.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Opinião - As Impertinências do Cupido, Ana Gil Campos




Este foi o e-book que escolhi, oferta da Porto Editora. Foi o primeiro e-book que li e não desgostei. É bom quando temos um tempinho livre e não trazemos um livro na mão.

A história é passada em São Paulo e este livro retrata a vida das várias personagens que se ligam entre si.

Fala essencialmente de amor mas também de amizade, de como as pessoas gerem as emoções, frustrações e também as suas conquistas.

Está dividido em vários capítulos que relatam as histórias de vida as personagens. E por isso a leitura é fácil e rápida pois fica-se com vontade e curiosidade de conhecer as personagens. E há uma boa dose de humor na forma como o relato é feito.

Gostei da leitura.


Classificação: 3,5/5


SINOPSE

No Itaim Bibi, um bairro nobre de São Paulo, tudo parece sereno, entregue às rotinas diárias. Sob esta aparência tranquila, porém, as vidas íntimas dos seus moradores são atravessadas por inúmeras aventuras.

Ao longo deste livro, somos convidados a espreitar à  janela de cada personagem, partilhando os seus segredos e confidências, sorrindo com as suas conquistas e suspirando com as suas frustrações.

Num registo divertido, Ana Gil Campos traça um retrato plausível e cru do que são as relações amorosas nos dias de hoje, bem mais complexas e problemáticas do que um olhar menos atento consegue captar.

domingo, 22 de abril de 2018

Oferta de E-book - Até 23 de abril




No próximo dia 23 de abril comemora-se o Dia Mundial do Livro, pelo que a Porto Editora, que detém a chancela Coolbooks dedicada aos novos escritores da literatura portuguesa, está a oferecer um e-book.


Basta ir ao site da Coolbooks aqui, escolher o e-book da sua preferência (só é permitido um e-book por pessoa), introduzir o código promocional: coolbooks4 e esperar receber um email a indicar que está disponível para download.


Eu escolhi As Impertinências do Cupido de Ana Gil Campos.


terça-feira, 28 de novembro de 2017

Opinião - Maresia e Fortuna, Andreia Ferreira




Este livro é da autora Andreia Ferreira do blog https://d311nh4.wordpress.com/. Conheci o livro através do blog dela e da Goodreads e assim que li a sinopse fiquei cativada e com vontade de o ler.

O livro relata a vida de uma família, a mãe Adelaide e seus dois filhos, Simão e Eduardo. Mas também a vida de Júlia, ou melhor, principalmente da vida de Júlia. A história é narrada alternadamente pelo Eduardo e pela Júlia e em vários espaços temporais.

Começa com a ida de Júlia e da sobrinha Vanessa à Apúlia, durante o verão. Júlia tem alguns assuntos do passado dela que precisa resolver, pois ela não se consegue recordar do que aconteceu 18 anos antes e que levou a que se afastasse daquela vila e das pessoas que lá conheceu.

Bom, a vida destas duas família acaba por se cruzar no presente e depois entendemos também que no passado.
Mas há muitas mentiras e segredos escondidos, tantos no passado como no presente. Há a questão da falta de memória da Júlia sobre os acontecimentos passados e o leitor sente-se tentado a encontrar uma explicação para o que realmente aconteceu. Logo de início desconfiei de um coisa mas depois a meio achei que não podia ser, e afinal era mesmo (não posso revelar o que era...)!
E é tudo isto que me fez prender ao livro, sempre a querer saber mais e querer entender as motivações, os porquês das mentiras e dos segredos.

O amor está sempre presente neste livro, tal como o mar e também a floresta.

Gostei muito!


Classificação: 4/5


SINOPSE
O que é o verdadeiro amor?

Para Eduardo, de 17 anos, é a mãe e o irmão mais velho, Simão. Este, porém, tem um segredo que o empurra para a bebida e Eduardo receia que o seu irmão se suicide, tal como o pai de ambos o fizera, dez anos antes.

Júlia acredita que passou ao lado de um grande amor. Em busca da verdade que mudará a sua vida, regressa à vila de Apúlia para reconstruir um passado de que não se consegue recordar.

O caminho desta mulher perturbada está prestes a cruzar-se com o de Eduardo, trazendo à tona segredos, paixões agressivas e remorsos intemporais, com consequências devastadoras sobre a vida da outrora pacata vila piscatória.

Uma alegoria moderna de um clássico, onde os humanos se destroem sem precisarem de intervenção divina.