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sábado, 1 de maio de 2021

Novidade de Maio - O que Dizer das Flores, Maria Isaac

 

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O Que Dizer das Flores


Novo livro da autora portuguesa @maria_isaac_pt

Com data de lançamento marcado para dia 𝟮𝟬 𝗱𝗲 𝗺𝗮𝗶𝗼, já em pré-venda!

O Livros e Papel foi um dos blogs escolhidos para divulgar a capa deste novo livro. Obrigada @culturaeditora

O que acharam desta capa?


𝗦𝗜𝗡𝗢𝗣𝗦𝗘:

BEM-VINDO A MONT-O-VER!

Português que se ponha a caminho da montanha, no inverno, ou da praia, no verão, é certo passar por esta planície de canaviais; mais certo ainda, é nem dar por ela. A velha via-férrea passa-lhe ao lado e os comboios já nem sequer abrandam por aqui. Em tanto espaço igual, esta é paisagem fácil de se perder.

Pois permitam que vos apresente os ilustres da vila.

O padre Elias Froes, o homem santo que tem por hábito gastar tempo a pensar no mundo, raramente em si próprio. Guarda segredos que mais ninguém sabe.

Catalina Barbosa, aventureira e contestatária. Menina bem-comportada apenas aos domingos, quando a avó a amordaça dentro de um vestido bonito para ir à missa.

Rosa Duque, a mulher que, em tempos, teve tudo para ser feliz. Foi vencida por um coração partido e resgatada por uma flor.

Zé Mau, o terror na vida das crianças. Os irmãos Mondego, os vilões nas histórias dos adultos.

Este vilarejo pode até ser pequeno e parado, mas está cheio de gente atrapalhada com muita vida para esconder.

Descubram comigo o que aconteceu, afinal, na noite do grande incêndio uma década antes e quem são os verdadeiros heróis desta nossa história pitoresca, temperada com os habituais mal-entendidos.

Bem-vindo a Mont-o-Ver!


domingo, 25 de abril de 2021

Opinião - Instinto de Ashley Audrain

 


Nesta obra de estreia da autora Ashley Audrain, vamos conhecer a Blythe, a narradora desta história. Ela é casada com Fox.

Nas primeiras páginas temos um relato de Blythe a explicar que escreveu um livro para entregar a Fox onde explicar tudo o que aconteceu e sentiu. As páginas seguintes são então o relato de Blythe.

O casal tinha uma vida e um casamento feliz, estável, até que nasceu a primeira filha, Violet. Blythe não se sentiu imediatamente feliz nem ligada à filha, chegou a pensar-se em estaria a sofrer de uma depressão pós parto. Mas também não sentia a filha ligada a ela. Blythe é escritora e por isso trabalha em casa, era ela que ficava com a filha a tempo inteiro. Ela sentia-se triste e algo preocupada com o comportamento da bebé. Fox desvalorizou, achando sempre que a Blythe tinha uma depressão.

Violet começou a ter vários comportamento estranhos ao longo do seu crescimento, inclusivamente no jardim escola com os outros meninos. Até que uma situação muito grave acontece num parque infantil envolvendo Violet e Blythe fica aterrada mas cheia de dúvidas do que viu. A dúvida constante que se abate sobre Blythe é muito perturbadora e a autora consegue transmitir tão bem esse sentimento na sua escrita.

Ao longo deste relato de Blythe, há alguns capítulos onde a autora recua no tempo para nos contar como foi a infância de Blythe, a sua relação com a mãe Cecília. Ela tinha problemas do foro mental e acabou por abandonar a filha e o marido quando Blythe tinha cerca 10 anos de idade. Mas vamos também testemunhar a relação de Cecília com a sua mãe Etta, avó de Blythe. Todas estas mulheres e mães tiveram uma infância infeliz e traumática onde a relação mãe-filha fugiu dos padrões normais...

Blythe decide ter outro filho e quando Sam nasce a Violet derrete-se com o irmão e mudou o seu comportamento com a mãe. Blythe andava feliz com o bebé e com a alteração radical do relação da filha com ela. Até que uma tragédia se abate sobre a família...

Adorei este livro! É uma história muito bem contada, com uma história original, chocante e perturbadora mas que deixa o leitor viciado desde o início. Uma história que desfaz o mito da maternidade cor de rosa, perfeita e feliz, onde as doenças mentais têm uma forte presença.

Apesar de ter previsto algumas situações que aconteceram nesta narrativa, não me tirou a vontade e a ansia de querer chegar ao fim. O final deixa espaço para uma continuação, o que seria muito bom se houvesse.

Recomendo muito este thriller psicológico altamente viciante e perturbador para quem gosta deste género de leitura. Um livro que, de certeza, não vou esquecer!

Classificação: 5/5


Agradeço à editora o envio de um exemplar.


SINOPSE

Blythe Connor está determinada a ser a mãe afectuosa e solidária que nunca teve. No entanto, no auge dos esgotantes primeiros dias de maternidade, Blythe convence-se de que alguma coisa não está bem com Violet.
Com o passar do tempo, a sensação agrava-se: a filha é distante, rejeita o afecto e revela-se cada vez mais perturbadora. Ou estará tudo apenas na cabeça de Blythe?
O marido diz que ela está a imaginar coisas. Quanto mais Fox ignora os seus receios, mais ela se questiona sobre a sua própria sanidade mental.
Quando nasce o filho mais novo, tudo parece melhorar: Blythe sente com Sam a ligação que sempre imaginou; Violet acalma e parece adorar o irmão mais novo.
Mas, de repente, tudo muda e Blythe não poderá mais ignorar a verdade sobre o seu passado e sobre a sua filha. Onde está a verdade quando tudo tem duas caras?

CRÍTICAS DE IMPRENSA

«Um thriller absorvente e um olhar intenso e profundo sobre as maneiras dolorosas como a maternidade pode dar errado, com certeza vai provocar discussão.»
Booklist

«Inteligente, cuidadosamente elaborado, vividamente executado e envolvente… Instinto carrega as ansiedades maternais com uma feroz energia gótica.»
The Guardian

«Tenso, arrepiante e escrito com uma emocionante precisão. Audrain atiça os mistérios muito agilmente.»
The New York Times

«Um thriller de suspense que agarra o leitor desde a primeira página e permanecerá com ele muito tempo depois de ter lido a última. Não perca!»
Heat

«Tensa, arrepiante… Audrain tem o dom de captar os momentos aparentemente insignificante, mas que dizem muito sobre os relacionamentos.»
New York Times Book Review

«Habilmente, Audrain examina e explora a ansiedade quase universal das mulheres que julgam não corresponder ao padrão de perfeição materna ditado pela sociedade… O que mais distingue Instinto de outros thrillers domésticos é a compreensão diferenciada de Audrain sobre a forma como as vozes das mulheres são desconsideradas, como milhares de pequenos desrespeitos podem prejudicar um casamento sólido e - desafiando os tabus maternais - como as mães realmente se sentem, por vezes, em relação a crianças difíceis.»
The Los Angeles Times

«Admirável e cativante… Instinto é uma leitura de sessão única, cheio de suspense, à imagem dos melhores thrillers, tão provocador como um bom romance literário, com uma força quase física devido a cada uma das suas reviravoltas e revelações. No final, o leitor sentir-se-á oprimido de uma forma que só os melhores livros conseguem. A estreia de Audrain é um romance impressionante e devastador.»
Toronto Star

«Este livro deveria vir com um sinal de advertência! Instinto… é um romance de estreia perturbador que contém alguns murros no estômago. Um romance de leitura compulsiva.»
New York Post

«Uma adição excelente aos thrillers psicológicos, de uma voz surpreendentemente original.»
Publishers Weekly

«Este é um romance cru, rápido, chocante, instigante e com um final perturbador. Vai falar sobre esta história durante um longo período de tempo.»
BookTrib


sábado, 17 de abril de 2021

Opinião - A Rapariga do Fim de Leslie Wolfe

 





Neste livro da série Tess Winnett uma famosa modelo é encontrada sem vida em casa e rapidamente a polícia conclui que Christina Bartlett se suicidou. Na véspera da sua morte foi publicado na internet um vídeo de cariz sexual onde Christina aparece mas do qual não se lembra, o que a deixa profundamente abalada e confusa. Mas a agente especial do FBI não acredita que a modelo cometeu suicídio. 

Após o aparecimento de mais uma rapariga morta em circunstâncias semelhantes, Tess e a sua equipa confirmam a existência de um serial killer. Só que este assassino não deixa qualquer rasto, provas ou informações que a equipa de Tess consegue agarrar para conseguir investigar. Vai ser uma corrida contra o tempo para evitar que o assassino volte a matar.

Nesta história o criminoso é um dos narradores e por isso vamos ter uma visão do seu pensamento, das suas motivações, da forma como prepara, planeia os seus crimes e como se antecipa à polícia. O serial killer anda à caça de jovens mulheres famosas e com uma forte presença nas redes socais.
A investigação vai assentar muito na constituição e análise do perfil do criminoso. E leva-nos até à dark web onde o assassino decide publicar os videos os seus crimes, pedindo ao público que interaga através de inquéritos onde escolhem alguns pormenores.

É uma história que aborda vários assuntos muito atuais como o poder das redes sociais, dos influencers e das celebridades. Os capítulos são curtos, a história agarrou-me logo de início e a leitura tornou-se viciante. Mais um bom thriller da autora no qual se nota a sua evolução na constituição da narrativa.

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.

SINOPSE


Depois de o corpo de uma modelo famosa ter sido encontrado sem vida, Tess Winnett recusa-se a aceitar a tese de suicídio e inicia uma investigação para descobrir os verdadeiros motivos daquela morte. Não pode ser de ânimo leve que alguém decide pôr termo à própria vida e ainda menos quando parece ter o mundo aos seus pés.

À medida que se propaga uma onda de crimes assustadora, muitas questões se vão colocando, mas poucas são as respostas concretas. Ninguém sabe que existe um serial killer à solta. Ninguém, exceto Tess. A sua investigação revela mistérios há muito enterrados e mostra uma relação entre as diversas mortes. A agente especial do FBI retira apenas uma conclusão: alguém tem o controlo deste jogo perigoso. E não é ela. Com pouca informação e ainda menos pistas, Tess Winnett tenta encaixar todas as peças de um cenário mortal com um grande número de vítimas em potência. Quanto mais tempo se atrasa, mais uma belíssima jovem se prepara para morrer. Há um plano macabro em execução e a próxima vítima está a ser atraída para um labirinto sem paz nem retorno. Afinal, como se pode fugir de um assassino que não se sabe que existe?


segunda-feira, 12 de abril de 2021

domingo, 11 de abril de 2021

4º Anviersário

 




Hoje o blog faz 4 anos!


Têm sido 4 anos de muitas e boas leituras, em que conheci tantos autores e tantos livros.
Muitas partilhas e amizades que por aqui fiz, tudo por causa dos livros.
Tantas leituras conjuntas e tantos projetos em que tenho participado.

Agradeço a todos os que estão desse lado por apoiarem o blog e continuarem por cá a ler o que vou escrevendo!

Fiquem atentos ao Instagram, vai haver surpresas!



quarta-feira, 7 de abril de 2021

Opinião - Segredo Mortal de Bruno M. Franco

 



Depois de vários teasers publicados no Instagram do autor e da editora, foi impossível ficar indiferente a este novo livro do Bruno Franco. 

A história começa na véspera de Natal quando ocorre um violento temporal, causando grandes inundações mas apenas na cidade de Lisboa, ficando conhecido como o Desastre de Lisboa. Houve centenas de mortes e muitas casas e edifícios destruídos...

Alguns meses depois, Leonardo Rosa e Marta Mateus, dois investigadores da PJ, foram chamados para intervir na investigação da descoberta de um "corpo" numa praia da Fonte da Telha. Rapidamente percebem estar perante um assassinato em série.

Paralelamente a esta investigação, vamos conhecer Carlos que, após uma saída com os amigos para comemorar o fim da sua licenciatura, acorda para descobrir que é acusado de ter morto dois agentes da PSP, sem que ele se recorde do que aconteceu...

Bom, o que poderão todas estas história ter a ver umas com as outras? É isso que vamos descobrir!

Gostei bastante desta leitura primeiro porque tem capítulos curtos; é narrada a três vozes: pelo Carlos, pelo Leonardo e pelo assassino em série; é uma narrativa onde está sempre alguma coisa a acontecer. Tem realmente um ritmo muito rápido e a história prendeu-me logo nos primeiros capítulos. Gostei também das várias explicações que são dadas aos longo do livro sobre os assuntos abordados na história.

Um história bem construída onde todos os pedacinhos de informação se vão encaixando com toda a perícia até ao seu desfecho.

Li este livro sempre com grande curiosidade no que viria a seguir. Por tudo isto, não posso deixar de recomendar esta história a quem gosta de um bom thriller, cheio de suspense, com muitas surpresas e reviravoltas.

Muitos parabéns Bruno pelo livro! Agradeço à Cultura Editora por continuar a apostar em jovens autores portugueses! 

Fiquei fã do Leonardo e da Marta, espero que esta dupla apareça em próximos livros. 


Classificação: 4/5


Obrigada à editora pelo envio de um exemplar e ao Bruno Franco pelo autografo com dedicatória.

SINOPSE

Na véspera de Natal, cheias massivas submergem o centro de Lisboa, causando danos incalculáveis e centenas de mortes. Designada por Desastre de Lisboa, a catástrofe é atribuída ao aquecimento global. Mas terá resultado realmente das alterações climáticas?
Um cenário aterrador é descoberto numa praia. Chamados a intervir, Leonardo Rosa e Marta Mateus, inspetores da Polícia Judiciária, deparam-se com a mais tortuosa perversidade: Um puzzle humano.
Iniciando uma caça ao homem, descobrem o perfil de um assassino, perigoso e inteligente, que desafia as capacidades dos inspetores. Assombrado pelos seus próprios fantasmas, Leonardo Rosa terá de ultrapassar barreiras para conseguir chegar à verdade: A descoberta de um segredo incrível.

Entretanto, um jovem recém-licenciado é acusado de dois crimes que ele jura não ter cometido. Encurralado, decide fugir e provar a sua inocência, mas logo se envolve numa teia de acontecimentos que o leva a uma conclusão terrível: Matar é a única forma de sobreviver. Em busca de justiça e da verdade, vários acontecimentos sangrentos levam os inspetores e o jovem a embrenharem-se na maior conspiração de todas. Conseguirão sair dela vivos?


segunda-feira, 29 de março de 2021

Opinião - A Dança das Estrelas, Emma Donoghue

 





Este é o primeiro livro que leio da autora, apesar de ter O Quarto de Jack na estante. Gostei bastante da sinopse e fiquei muito curiosa com a história.

O cenário deste romance histórico é Dublin, 1918, já no final da 1ª Guerra Mundial, e onde há uma gripe desconhecida que se está a disseminar. Vamos conhecer Júlia Power, enfermeira, que trabalha na maternidade de um hospital da cidade. Todas as mulheres estão grávidas e contraíram esta gripe. Devido à guerra e à pandemia, o hospital está sobrelotado, há falta de médicos, enfermeiros e ajudantes. Muitos estão doentes ou em quarentena e a enfermeira Júlia tenta dar o seu melhor neste cenário desolador de guerra. 

Esta história é o relato de 3 intensos dias na vida de Júlia enquanto enfermeira neste hospital. Conhecemos as suas pacientes, as suas histórias de vida mas também como Júlia tentar ajudar as pacientes, os meus filhos, como lida com a falta de médicos, como ajuda os bebés a nascer e como lida com o pior da sua profissão.

Após pedir mais pessoal para a sua enfermaria, pois ficava muitas horas sozinhas com as suas pacientes, em turnos infindáveis, surge Bridie, uma jovem ajudante voluntária e inexperiente que Júlia rapidamente ensina para a poder auxiliar nas suas tarefas. E juntas vão passar por muito, tendo nascido entre elas uma amizade especial, pois o pouco tempo que trabalharam juntas foi muito intenso.

É um relato muito cru, pormenorizado e muito visual do que ambas fazem para ajudar as pacientes com as suas maleitas. Como ajudam estas mulheres a ter os seus filhos. E estas mulheres passam por tanto: há falta de medicamentos, há falta de médicos, há falta de material médico... e fazem o possível e o impossível. Mas no meio de tantas adversidades, há espaço para amizades, desabafos, esperança e algumas alegrias.

Apesar de ser um livro bastante descritivo, mesmo na parte dos cuidados médicos a estas mulheres, foi uma história que me prendeu desde cedo. É interessante perceber como a medicina evoluiu tanto nestes 100 anos, como havia tantos partos que corriam mal para a mãe e para o bebé que, hoje em dia, teriam certamente corrido bem.
A autora conseguiu transmitir toda a azafama, a desorganização e, em certos momentos, o caos desta maternidade, a luta constante por manter estas mulheres vivas, as decisões que Júlia teve de tomar, muitas vezes sem estar habilitada para tal.

A história é muito centrada nestes três dias na vida destas mulheres mas gostaria de ter sabido um pouco mais da vida de Júlia e do irmão Tim, achei o final um pouco apressado. 
É uma história forte, poderosa sobre mulheres que gostei muito de ler. O desfecho é muito emotivo e deixou-me bastante emocionada. Deixou espaço para uma continuação que não sei se irá acontecer.

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.

Foi uma leitura conjunta com 20 meninas organizada pelas booktubers Dora SilvaBeatriz, Carla AugustoFilipa Ledezma. Obrigada pela ideia, gostei muito desta experiência!


SINOPSE

Dublin, 1918.
Numa Irlanda duplamente devastada pela guerra e doenças, a enfermeira Julia Power trabalha num hospital sobrelotado e com falta de pessoal, onde grávidas que contraíram uma gripe desconhecida são colocadas em quarentena. Neste contexto já bastante difícil de gerir, Julia terá ainda de lidar com duas mulheres enigmáticas: a Dra. Kathleen Lynn, procurada pela polícia por ser uma líder revolucionária do Sinn Féin, e uma jovem ajudante voluntária sem experiência de enfermagem, Bridie Sweeney.
É numa enfermaria minúscula, escura e sem condições, que estas mulheres vão lutar contra uma pandemia desconhecida, perder pacientes, mas também trazer novas vidas ao mundo. No meio da devastação, histórias de amor e humanidade no dia a dia de mães e cuidadoras que, de várias formas, acabam por cumprir missões quase impossíveis.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«A partir de material histórico sombrio, Donoghue criou um romance de coragem que parece um thriller, repleto de sequências e ação emocionantes»

Washington Post

“Não acredita que a história se repete? Leia este livro. É um romance impressionante. A dança das estrelas passa-se quase inteiramente numa única sala e desenrola-se ao ritmo de um thriller.”

New York Times

"O melhor romance de Donoghue desde O Quarto de Jack"

Kirkus Reviews


sexta-feira, 19 de março de 2021

Opinião - A Nova Índia, Iris Bravo

 




Este novo livro da autora Iris Bravo é a continuação do seu livro de estreia, A Terceira Índia.

A história centra-se na nossa protagonista, a Sofia que, após uma separação repentina do marido Ricardo vai para Moçambique dar aulas, em substituição de uma amiga. Lá conheceu Alex, um homem que a fez esquecer o ex-marido Ricardo. Após uns acontecimentos inesperados e complicados regressa a Portugal, sabendo que está grávida de Alex.. Aqui termina o primeiro livro.

Neste segundo livro, ao chegar a Portugal, Ricardo está à espera de Sofia no aeroporto, arrependido daquilo que fez que originou a separação. Mas Sofia agora vai ter de lhe dizer que está grávida, de outro homem...

Não me alongando na sinopse e não querendo revelar muito, neste livro encontramos uma Sofia mais madura e mais ponderada mas também mais corajosa. Vamos acompanhar a sua gravidez, que foi totalmente inesperada, devido aos problemas de infertilidade que tinha tido durante o casamento com Ricardo.

Li este livro em dois dias tal era a ansiedade que tinha para saber como ia terminar a história de Sofia e do seu bebé. Foi uma leitura altamente viciante: com uma escrita simples e fluída, capítulos curtos, narrada a várias vozes e com algumas revelações pelo meio. Um romance com uma pitada de suspense e mistério que em alguns momentos de deixou com uma lágrima no olho...

Gostei um pouco mais do primeiro livro porque gostei de conhecer o background das personagens e achei que me envolvi mais na história por me ter identificado com o passado da Sofia. Este livro é mais intimo, conhecemos mais a fundo a personalidade de Sofia, as suas dúvidas e receios e também as suas escolhas de vida. Notou-se ainda o cunho médico da autora, não para falar de infertilidade como no primeiro livro mas de outro assunto relacionado com a gravidez. Gostei da parte final do livro onde as mulheres da família de Sofia (as Índias) têm um papel mais destacado.

Não me vou pronunciar sobre o final da história porque qualquer coisa que direi irá dar pistas sobre a escolha da Sofia. Por isso digo apenas que no fim o amor venceu e é isso que importa!

Para quem gosta de romances leves e altamente viciantes mas que abordam questões importantes, estes dois livros são, sem dúvida, uma ótima escolha.

Parabéns à Íris Bravo! 
Tenho orgulho nos novos autores portugueses!
Fico à aguardar um próximo livro.

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.



SINOPSE

Sofia assinou um acordo de divórcio e partiu para Moçambique.
Disposta a viver aventuras e sem saber que continuava casada, envolveu-se com Alex, que lhe revelou os seus segredos e por que não queria ter filhos. Foi por isso que quando ela descobriu que estava grávida, regressou a Portugal sem lhe contar.
Assim que aterra em Lisboa, o seu marido Ricardo espera-a, arrependido de a ter magoado e decidido a tudo para a reconquistar.
Quando os seus olhos a fitaram, o seu coração parou. «E agora?»

Dividida entre quem acreditava ser o homem da sua vida e um grande amor, a Terceira Índia terá de criar o seu futuro e enfrentar novas ameaças, que irão testar a sua coragem e levá-la aos seus limites.