Livros Lidos

Inês - 's bookshelf: read

O Grande Gatsby
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A Cabana
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A Rapariga Que Sonhava com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo
A Rapariga de Antes
O Império dos Homens Bons
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O apelo da selva
Os Homens que Odeiam as Mulheres
Diário de Anne Frank
A Princesa de Gelo
A Quinta dos Animais
Maligna
Como é Linda a Puta da Vida
Um estranho lugar para morrer
A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert
A Rapariga no Comboio
Mulheres, Comida & Deus
A aventura do bolo de natal


Inês - Livros e Papel's favorite books »

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

                   


Este foram dois desafios que participei organizado pela Sandra do blog Leituras Descomplicadas, podem ver o blog dela aqui. Não consegui completar todas as categorias mas fui lendo à medida que ia conseguindo. Até porque livros históricos ou romances históricos são livros que não leio há muito tempo e não são a maioria dos livros que leio.
Para este ano a Sandra organizou um projeto de ler cada mês um autor de uma nacionalidade, dando sugestões de autores e livros mas podemos nós escolher outro que seja da nacionalidade estipulada. Vou participar, achei a ideia interessante para lermos autores de nacionalidade que normalmente lemos pouco ou nada.





A Isabel do blog Manta de Histórias organiza sempre um desafio natalício, o HoHoHo Books, o qual já terminei e ainda o desafio anual e o Lê Português. Consegui também completar todos e já estou pronta para os desafios de 2022. Podem espreitar o blog dela aqui











Eu gosto bastante de participar em desafios deste género, primeiro porque é uma forma de ler livros que, de outra forma, dificilmente leria e não conheceria tantos e variados autores. Depois porque ir lendo conforme me apetece nem sempre é fácil para mim, porque apetece-me vários livros e os desafios é uma forma de orientar a minha leitura e ajudar-me a escolher de entre os livros que quero ler.

E vocês, gostam de participar neste tipo de desafios ou preferem ir lendo o que vou apetece sem ficar sujeitos a categorias e temas? 

domingo, 2 de janeiro de 2022

O Meu Ano em Livros - Goodreads

 My Year in Books

44,088
pages read
Inês | Livros e Papel
136
books read
This is my journey in books for 2021!


Os Três Reis do Oriente by Sophia de Mello Breyner And...
Shortest Book
40
pages
Se Isto é uma Mulher by Sarah Helm
Longest Book
752
pages

Average book length in 2021
 
324
pages

1984 by George Orwell
Most Popular
5,982,144
people also shelved
Mimi Sinaleira by Laura Owen
Least Popular
1
person also shelved

My average rating for 2021
 
3.9

Balada para Sophie by Filipe Melo
Highest Rated on Goodreads
4.80 aver

segunda-feira, 6 de dezembro de 2021

Opinião - Nomadland Sobreviver na América no século XXI de Jessica Bruder

 





A autora Jéssica Bruder é jornalista e foi fazer um trabalho de investigação com as comunidades nómadas nos EUA. Inicialmente pretendia fazê-lo por pouco tempo, acabou por fazer trabalho de campo e acompanhar estas pessoas durante dois anos.

O resultado desse trabalho é este livro que nos mostra a realidade nua e crua dos EUA em pleno século XXI. Quando comecei a ler a história destas pessoas, na sua grande maioria, com mais de 60 anos, não quis acreditar que pessoas idosas, doentes, e idade de reforma tivessem de trabalhar para poderem comer. A maioria porque as suas pensões de reforma são miseráveis, não conseguiram manter as suas casas e a única opção que tiveram foi arranjar uma roulotte e ir à procura de trabalho pelo país fora. Trabalho esse que é precário e sazonal, o único que conseguem arranjar e que lhes tira a fome: seja na apanha da beterraba, a serem anfitriões nos parques de roulottes ou a trabalhar na Amazon.

Este livro também aborda as questões laborais no pais mais rico do mundo... E percebe-se como essa riqueza é obtida, à custa dos mais fracos, dos idosos e dos desempregados...
Uma das comunidades que a autora acompanhou acampam sazonalmente todos os anos nos parques de roulottes que existem perto dos armazéns da Amazon, no Nevada. Em torno do armazém há parques onde se pode estacionar a roulotte para os trabalhadores, também da propriedade da empresa... 
A Amazon tem um programa próprio e específico de recrutamento de idosos para trabalharem nos seus armazéns durante alguns meses do ano, quando têm picos de trabalho. Por 10/11 dólares à hora trabalham horas a fio, em turnos noturnos, onde chegam a fazer 20 km a andar dentro do enorme armazém. A Amazon tem dispensadores gratuitos de analgésicos e anti-inflamatórios para os trabalhadores tomarem, porque muitos só com medicação conseguem trabalhar...
E como se preocupam com os seus trabalhadores, até dão dicas de como preparar as roulottes para as temperaturas negativas que irão suportar, claro que com produtos que se pode comprar na Amazon! E como se prepararem fisicamente para começar a trabalhar no armazém e percorrer os vários km diários.
É à custa destas pessoas que conseguem preços mais baixos? É isto que queremos para os nossos filhos, pais e avós?  Isto é, no mínimo, chocante!

Felizmente que há sempre um lado bom nas situações más e a autora conseguiu bem demonstrar a forte comunidade que se estabelece entre estes trabalhadores nómadas. A preocupação uns com os outros, a ajuda que há, as festas e as concentrações que são realizadas em vários pontos do país.

Gostei muito de ter lido este livro e ter tido conhecimento desta triste realidade. Conhecia a existência destas comunidades nómadas mas desconhecia por completo que muitos são pessoas idosas em idade de reforma que não conseguem ter rendimentos para manter uma casa. 
Apesar de a autora se focar na história de Linda, dá-nos a conhecer histórias de outras pessoas, e é impossível não nos emocionarmos com estas histórias comoventes. Muitos pessoas com bons trabalhos e rendimentos acima da média, que por este ou outro motivo ficaram sem nada...

Um livro a não perder!

O filme baseado neste livro, com o mesmo nome, venceu o Óscar para melhor filme, melhor realizador e melhor atriz. Também venceu os Globos de Ouro e melhor filme no BAFTA 2021. Será o meu próximo filme a ver.

Classificação: 4/5


Agradeço à editora o envio de um exemplar deste livro.



SINOPSE

Numa América que parece distópica, mas é real e atual, a jornalista Jessica Bruder, na melhor tradição de um jornalismo imersivo, viveu três anos e vinte e cinco mil quilómetros em acampamentos nómadas, acompanhando empregados low-cost que, sem outra forma de subsistência, desistiram das casas tradicionais para habitar rulotes e furgonetas que transportam, de costa a costa e do México à fronteira com o Canadá, na obsessiva busca de um pagamento quase mendigado.

Bruder, num estilo que oscila subtilmente entre o rigor jornalístico e a emoção literária, contorce de forma dolorosa os tradicionais conceitos de comunidade e família e eterniza uma viagem pela alma dos Estados Unidos do século XXI. São as histórias comoventes, e destemidas, de antigos professores, gerentes, empregados de mesa e de quem mais possa imaginar-se, todos à procura de um sonho americano que tiveram e perderam sem perceber onde nem como.

Nomadland foi a inspiração para o filme de Chloe Zhao que venceu os Óscares de Melhor Filme, Melhor Realização e Melhor Atriz (Frances McDormand).


terça-feira, 16 de novembro de 2021

Opinião - Os Loucos Anos 20 Diário da Lisboa boémia de Paula Gomes Magalhães

 







Lisboa, a nossa capital, é uma cidade que gosto muito de visitar, pois não vivo lá. Tem uma atmosfera que me encanta e que lhe é muito própria. Lisboa é linda!
Vivi em Lisboa enquanto estive a estudar e, sempre que podia, não perdia uma oportunidade de me armar em turista e visitava os seus recantos. Mas é uma cidade onde gosto de ir sem horas e sem horários, sem a pressão dos compromissos do dia-a-dia. 

Este livro faz-nos um relato do que foi a Lisboa dos anos 20, no período do pós Primeira Guerra Mundial onde as pessoas estavam sequiosas de alegria e cheias de esperança num futuro melhor. Um retrato muito interessante de como a cidade evoluía em várias áreas, à semelhança do que se passava no resto da Europa: o surgimento dos carros que eram mais acessíveis e sinal de status social; a moda feminina onde se mostrava cada vez mais a pele, passando pela masculinização da roupa feminina, o aparecimento de roupa desportiva para a prática do ténis ou da equitação, os acessórios como cada vez mais relevância (sapatos, chapéus e maquilhagem); a leitura de magazines e revistas, algumas dedicadas ao publico feminino; o cinema e os teatros também passaram a fazer parte da vida dos Lisboetas, como São Luiz, o Tivoli e o Parque Mayer; e a proliferação dos clubs noturnos e cafés onde os boémios passavam as noites a dançar, a beber e a jogar.

Claro que, apesar dos frequentadores destes espaços serem bastante diferentes, as classes desfavorecidas não tinham acesso a estas diversões por não terem capacidade económica para tais despesas. Mas havia também alguns cabarets e dancings mais acessíveis onde a classe operária se juntava. 

O golpe de maio de 1926 abanou a situação política, social e económica portuguesa, fazendo com que este ambiente boémio tenha-se refreado um pouco. Com o final dos anos 20, o crash da Bolsa de Nova Iorque em 1929 os EUA entraram na chamada grande depressão. Apesar de não ter tido grande impacto em Portugal, com a chegada de António Salazar ao governo, com a pasta das Finanças em 1928, o ambiente de boémia e loucura começou a perde a sua força. Muitos espaços de diversão noturna começaram a fechar com a ditadura devido às regras cada vez mais restritivas que iam-lhes sendo impostas. 

Gostei da forma com a autora expos esta Lisboa que eu pouco conhecia, pois apesar de alguns de nomes me serem familiares, muitos deles eram-me desconhecidos. As ilustrações e fotos da época dão vida à palavras escritas e demonstram bem o cenário lisboeta dos anos 20. Foi fácil sentir-me transportada para muitos dos locais descritos e imaginar o ambiente que se vivia na época. Foi também interessante o nível de pormenor que, em certas situações, a autora chegou para mostrar todo este ambiente dos loucos anos 20 em Lisboa que certamente fazia um grande contraste com o restante país rural. Um livro que demonstra bem a importância que as expressões artísticas e culturais tiveram nesta fase da história da cidade de Lisboa.


Classificação: 3/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar deste livro

SINOPSE

O mundo respirava de alívio. Saída da grande guerra, ao ritmo de charlestons e foxtrots, a Europa vivia um período de otimismo, esperança, progresso e de alguma excentricidade. E Portugal não queria ficar de fora destes loucos anos 20.

O país vivia uma profunda crise política, com os governos a sucederem-se a um ritmo de semanas ou até mesmo dias, e uma crise social e económica. Portugal estava à beira da bancarrota, com uma população analfabeta, a viver sem condições, sem trabalho e dinheiro para os bens essenciais. Acentuava-se o fosso entre os ricos e os pobres.

Nas ruas de Lisboa, a sociedade mundana desfilava liberdade e elegância: cortes de cabelo à garçonne, os mais recentes modelos vindos de Paris, automóveis cada vez mais velozes. Assistia a corridas de cavalos no hipódromo, praticava desporto, lanchava nas mais conceituadas pastelarias, frequentava cafés e vivia devotada às últimas novidades do lazer e diversão, como o telefone ou a máquina fotográfica, sem esquecer os eletrodomésticos que agilizavam a vida de todos os dias. De noite, frequentava clubes e cabarets requintados, onde a música e a dança se misturavam com o jogo, o fumo e o álcool até ao romper da madrugada.

A investigadora Paula Gomes Magalhães traça neste livro, amplamente ilustrado, o retrato vivo da mais louca e veloz década de que há memória.

sábado, 6 de novembro de 2021

Opinião - As Raparigas Perdidas de Angela Marsons

 





Apesar de não ser o primeiro livro publicado pela autora em Portugal, é o seu primeiro livro que leio.

Nesta história, Kim Stone, uma detetive, depara-se com um caso de um duplo desaparecimento de duas amigas de 9 anos de idade, a Amy e a Charlie. A mãe de uma deles deveria ter ido buscá-las à hora marcada a um centro de lazer mas o seu carro sofreu uma avaria. Receberam depois uma mensagem indicando que tinham sido raptadas, a avaria tinha sido afinal uma sabotagem no carro.

Rapidamente as famílias, já amigas de longa data, se juntam e recebem a instrução da policia para não comunicarem a ninguém o desaparecimento das meninas. Mais tarde recebem outra mensagem perturbadora. A família que oferecer mais dinheiro, verá a sua filha libertada em detrimento da outra menina que será morta... Como irão estas famílias amigas lidar com esta pressão toda?

Karen, a mãe de Charlie, tinha pedido que fosse a detetive Kim a liderar as investigações por terem sido amigas no tempo do liceu. E é na casa de Karen e do marido Robert que as duas famílias e a polícia estabelecem a "sede" da sua investigação.
Pouco depois vai acontecer um homicídio que poderá estar ligado ao rapto das meninas. É aqui que começa a verdadeira "caça ao homem" com a detetive Kim, o seu chefe Woodward e toda a sua equipa em ação.

Toda esta história está carregada de tensão e de suspense. Tratando-se de um rapto de crianças tão pequenas é impossível ficar indiferente à situação e à angústia que estes pais vão sentindo. Foi uma história que me cativou desde os primeiros capítulos, cheia de twists e segredos do passado que vão sendo desenterrados.

Um thriller com um bom ritmo ao longo de toda a trama que gostei muito de ler. Recomendo sem reservas e quero ler os restantes livros da série.

Classificação: 4/5


Agradeço à editora o envio do ebook.




SINOPSE

Charlie e Amy têm nove anos e são as melhores amigas. Num dia aparentemente igual a tantos outros, desaparecem sem deixar rasto. Para as suas famílias, começa então o pior dos pesadelos. Saberão por SMS que os seus piores receios se confirmam: as meninas foram raptadas. Numa segunda mensagem, o raptor inicia um leilão. O casal que oferecer mais dinheiro, voltará a ver a sua filha. O casal que ficar para atrás, não.

Ainda que em segredo, a guerra entre as duas famílias começa. A detective Kim Stone sabe que a contagem decrescente também: cada segundo conta, cada hesitação pode ditar a morte das crianças. O mistério por detrás do rapto pode estar na negra teia de segredos que o passado destas famílias esconde. Mas o relógio não pára. E alguém vai pagar o derradeiro preço.


quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Opinião - O Tempo Entre Costuras de María Dueñas

 






Neste primeiro livro da série Sira Quiroga, Maria Dueñas dá voz a Sira, que na primeira pessoa narra a sua história de vida. Criada sem conhecer o pai, é a mãe Dolores que de tudo faz para o sustento da filha, na Madrid pré guerra civil. Com 14 anos de idade começa a ajudar a mãe no seu ofício de costureira, no atelier da D. Manuela. Uns anos mais tarde, prestes a casar com Ignácio, apaixona-se por outro homem que lhe vai mudar a vida para sempre...

Confesso que sempre tive curiosidade de ler este livro mas fui adiando. Assim que soube que ia haver continuação desta história, fui logo pegar nele. 
Gostei muito de ler este livro, da escrita, das variadas personagens e da história cativante que tem um ritmo alucinante, há sempre alguma coisa a acontecer! 
A autora conseguiu levar-me para os vários locais onde a ação se vai desenrolando com as suas descrições: Madrid, Tanger, Tetuán e até Lisboa e Cascais. 
Sendo um romance histórico, gostei da dosagem da parte histórica com a qual aprendi mais sobre a Guerra Civil Espanhola, dos efeitos da Segunda Guerra Mundial em Espanha e dos enclaves do norte de África. É um livro de leitura compulsiva que me prendeu desde aos primeiros capítulos. Ao fim de 70-80 páginas pensei, se até aqui já tanto aconteceu, o que falta ainda acontecer nestas 600 páginas?

Uma história sobre paixões, traições e desilusões mas também recomeços, amizades e conquistas com uma pitada de espionagem e conspirações, dando assim um toque misterioso a este romance. Facilmente sentimos empatia e simpatia pela jovem Sira, cuja existência poderia muito bem ser real. Gostei muito da evolução da personagem, pelo que estou em pulgas para saber o que vai acontecer com Sira no próximo livro.

Agora vou querer ver a série baseada neste fantástico romance.
 

Classificação: 4,5/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.


SINOPSE

«O Tempo entre Costuras» é a história de Sira Quiroga, uma jovem modista empurrada pelo destino para um arriscado compromisso; sem aviso, os pespontos e alinhavos do seu ofício convertem-se na fachada para missões obscuras que a enleiam num mundo de glamour e paixões, riqueza e miséria mas também de vitórias e derrotas, de conspirações históricas e políticas, de espias.

Um romance de ritmo imparável, costurado de encontros e desencontros, que nos transporta, em descrições fiéis, pelos cenários de uma Madrid pró-Alemanha, dos enclaves de Tânger e Tetuán e de uma Lisboa cosmopolita repleta de oportunistas e refugiados sem rumo.

Mais de UM MILHÃO de livros vendidos em Espanha.

CRÍTICAS
«Um dos romances mais fascinantes dos últimos anos. Uma enorme surpresa. Atenção a María Dueñas.»

Lorenzo Días, escritor e crítico literário

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«E, de repente, um romance como os de antigamente, dos de sempre, dos de quase nunca, dos que prendem - pela sua alma, coração e vida - o leitor e já não o soltam até que o afortunado alcance a última linha. Um romance de verdade, de corpo inteiro, bem estruturado e cimentado, minuciosamente documentado, apaixonante e envolvente»

Fernando Sanchez Drago, El Mundo

«Permitam-me um parêntesis para recomendar um romance com maiúsculas. Fascinante»

EDUARDO TORRES-DULCE. Expansión


sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Opinião - Oito Crimes Perfeitos de Peter Swanson

 





Fiquei muito contente quando vi que ia ser lançado um novo livro do autor Peter Swanson porque adorei o primeiro livro, Aqueles que Merecem Morrer.

Malcolm Kershaw é o nosso protagonista, é sócio da livraria Old Devils Bookstore, especializada em thrillers e policiais. Um dia uma agente do FBI aparece na loja a querer falar com ele. Uns anos antes, no blog da livraria, Malcolm publicou uma lista dos oito crimes que ele julga serem perfeitos, no mundo da literatura. Desde a História Secreta de Donna Tarte aos Crimes do ABC de Agatha Chrisite. A agente Gwen Mulvey informa-o que há vários homicídios a serem investigados que parecem imitações dos crimes dessa lista dos oito crimes perfeitos, pedindo assim a sua ajudar para tenta resolvê-los.

Oito Crimes Perfeitos tem um enredo bastante original e inteligente, que cativa qualquer amante dos thrillers e policiais. Gostei bastante de o ler, foi uma história que me agarrou desde as primeiras páginas. O autor conseguiu manter sempre o interesse do leitor ao longo do livro pois abordou também o passado de Malcolm, o que me agradou bastante. Fica a ideia de que o autor quis prestar um género de homenagem aos policiais clássicos da literatura, em especial à autora Agatha Christie pois as referências literárias são bastantes e frequentes ao longo de todo o livro.

Confesso que esperava um final um pouco mais surpreendente devido ao ritmo e ao rumo que o autor deu ao enredo mas ainda assim gostei bastante da resolução destes crimes. Quanto a eventuais spoilers dos livros que compõem a lista dos oito crimes perfeitos, apenas quatro estão traduzidos para português e dois deles já tinha lido. Os restantes são livros que muito provavelmente não irei ler e por isso os spoilers não me incomodaram, pois são livros mais antigos dos anos 30 e 40 do século passado.

Um livro diferente que gostei bastante de ler e que é, sem dúvida, uma boa recomendação para quem gosta de thrillers e policiais. E, claro, não podia deixar de referir que adorei o gato Nero!

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.




SINOPSE

Fenomenal, raro, absolutamente original e muito envolvente, este livro não deixará nenhum leitor indiferente Mais do que um thriller carregado de emoção e suspense, psicologicamente astuto e inteligente e que presta homenagem aos clássicos policiais, Oito Crimes Perfeitos é uma obra prima imperdível. Tudo começa quando o livreiro e aficionado por policiais Malcolm Kersham compila uma lista dos assassinatos mais engenhosos na ficção, a que dá o título «Oito Homicídios Perfeitos».>

Trata se de crimes escolhidos entre os melhores dos melhores, incluindo obras de Agatha Christie Patricia Highsmith ou Donna Tart. A surpresa surge quando uma agente do FBI lhe bate à porta em busca de informações sobre uma série de assassinatos que se parecem perigosamente com os crimes da sua antiga lista. E enquanto o livreiro decide reler os livros escolhidos, o assassino aproxima se, vigia o, observa cada movimento seu, qual sombra diabólica que sabe demais sobre a sua verdadeira história.

Para se proteger, Malcolm decide procurar os potenciais suspeitos e começa a deixar atrás de si um rasto de morte.

CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Um livro muito engenhoso.»
The Times

«Diabolicamente bom.»
Observer

«Este livro tem um ritmo exemplar. O autor sabe como e onde deve dar reviravoltas.»
The Herald

«Um thriller inteligente e cheio de estilo que é também uma carta de amor à ficção policial.»
Sunday Mirror



sexta-feira, 8 de outubro de 2021

Opinião - A última casa em Needless Street de Catriona Ward

 




Primeiro que tudo gostaria de dar os parabéns à Porto Editora pela campanha de marketing deste livro, onde foram enviados cópias de avanço com capas personalizadas com o nome da pessoa que o recebeu. Uma ideia muito gira que aguçou a minha curiosidade sobre este livro.

Neste livro vamos conhecer três personagens que serão os narradores principais desta história: o Ted, a Olívia e a Lauren. Estas três personagens vivem juntas na última casa de Needless Street. Ted é pai de Lauren e Olívia é a gata da casa.

Paralelamente vamos conhecer Lulu de 6 anos que desapareceu após uma ida ao lago em família. Onze anos depois a irmã Dee ainda procura por Lulu, que nunca apareceu. Dee sempre se manteve em contacto com a inspetora Karen, que conduzia as investigações do desaparecimento da irmã e nunca desistiu de a procurar. A mãe saiu de casa pouco depois da tragédia e o pai já faleceu.

Estas duas histórias cruzam-se mas terão de ler o livro para saber como...

De início comecei a perceber que não estava a entender nada... E, entendo agora, que é perfeitamente normal sentir que há muitas coisas que não estão a fazer sentido... Vamos sentir-nos confusos, não sabemos quem é quem e que papel desempenham na história. Depois vamos entranhando na história e começando a entender melhor o que se está a passar, o que terá acontecido a Lulu. Até que chegamos ao final e chegamos à conclusão que afinal não sabíamos nada!

Um livro que é muito mais do que um thriller e uma história de horror. É um livro que aborda assuntos complexos mas importantes e pertinentes. É uma história de dor, sofrimento e de sobrevivência. Um enredo muito bem construído onde a autora consegue conduzir o leitor na perfeição pela estrada que ela quis para depois chegarmos ao destino e sermos completamente surpreendidos. Nada do que parece, é!

Acho que é muito importante partir para esta história sem saber nada dela, a não ser o que está na sinopse, de modo a que se esta experiência de leitura seja o mais completa possível, para se entender as intenções da autora. Não desistam no início se vos parecer estranho e que nada faz sentido, continuem e não se vão arrepender!
Um livro que ficará certamente na minha memória pela forma engenhosamente escrita. 

Classificação: 4/5

Agradeço à editora o envio de um exemplar.


SINOPSE

Não vai acreditar no que se esconde na última casa em Needless Street…
Esta é a história de Ted, que vive com a filha Lauren e a gata Olívia, numa casa perfeitamente banal, ao fundo de uma rua igualmente banal.
Esta é a história de um assassino. De uma criança roubada. De vingança.
Tudo isto é verdade. E quase tudo isto é mentira.
Pode acreditar que sabe o que se esconde na última casa em Needless Street. Pode até achar que já ouviu esta história em algum lugar.
Mas, na última casa em Needless Street, nada é o que parece.

CRÍTICAS
Um romance extraordinário.

Gillian Flynn, autora de Em parte incerta

Um romance enervante que conserva os seus segredos inacreditáveis até à última página. O buzz é real. Não lia nada tão bom desde "Em Parte Incerta".

Stephen King, autor de It, A Coisa

Um thriller que está tão bem construído, que tem uma construção narrativa tão boa, tão fenomenal, tão bem feita, que acaba por ser um livro com uma densidade superior à que é normal para um thriller. Uma experiência de leitura singular.

Maria João Covas, Livros? Gosto.

Que livro!! Sabem aquele tipo de livros que assim começamos a ler, nos intriga de tal forma que não conseguimos parar? É este livro. Um livro que nos deixa um gosto amargo na boca. Mas não deixa de ser surpreendente. A forma como a autora captou a essência de Ted e de Dee, e no-la conseguiu transmitir tão perfeitamente, coloca-a no meu top de autores. Muito bom mesmo. Recomendo.

As Leituras da Fernanda

Thriller do ANO. Fiquei doida com este livro! De boca aberta com a audácia da autora.

Cláudia Oliveira, blogue A mulher que ama livros

Criei mil e uma teorias e não acertei nenhuma. Quanto à escrita da autora, adorei! É fluída e envolvente. No final do livro só consegui expressar uma palavra. BRILHANTE! 5 estrelas bem gordas. Recomendo muito.

Paula Couto, blogue Entre os meus livros

Está aqui uma grande história. Diversos personagens, distintos pontos de vista e muitas perguntas por responder. Assassinos, desaparecimentos e segredos, muitos segredos... "Nada é o que parece" é dizer pouco para este livro. Depois de entrarmos, nada volta a ser o mesmo.

Miguel Gonçalves, blogue Capítulo M GeekHouse

Este poderia ser um livro de terror, poderia ser um simples thriller, mas é muito mais que isso. Esta é uma complexa história que deixa o leitor agarrado ao enredo até ao último parágrafo. Se gostam de um livro que vos deixe sem pé, que consiga abanar várias vezes as vossas convicções e aborde a psique humana, esta é uma aposta perfeita.

Shadow_Frozen (IG)

Fe-no-me-nal!Viciante, perturbador, intenso, inquietante e muito complexo. São 300 pág. de puro prazer de ler! Estrelas: 6*

Cristina Delgado, O tempo entre os meus livros

Sensacional… Não me recordo de outro romance nos últimos anos que se tenha atrevido a tanto e conseguido tanto.

A. J. Finn, autora de A mulher à janela

Poder-se-ia dizer que inalei este romance, mas confesso que estava demasiado ocupada a suster a respiração.

Joanne Harris, autora de Chocolate